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Sinop fortalece cultura de paz nas escolas com mais de 760 Círculos de Construção de Paz realizados

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Educação, segue fortalecendo a cultura de paz nas unidades escolares com a ampliação dos Círculos de Construção de Paz. Desenvolvida em parceria com o Poder Judiciário, por meio do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), e com a Rede Estadual de Ensino, a iniciativa já contabiliza mais de 760 círculos registrados no sistema oficial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), consolidando-se como uma importante ferramenta de prevenção de conflitos, promoção do diálogo e fortalecimento das relações no ambiente escolar.

Os Círculos de Construção de Paz são uma metodologia participativa baseada na escuta qualificada, no respeito às diferenças e na construção coletiva de soluções para os desafios do cotidiano escolar. Durante os encontros, estudantes, professores, gestores e demais integrantes da comunidade escolar participam de diálogos estruturados em um ambiente seguro e acolhedor, favorecendo o desenvolvimento de habilidades como empatia, cooperação, responsabilidade, autocontrole e comunicação não violenta.

A expansão da metodologia ganhou força com a celebração de um Termo de Cooperação Técnica entre a Secretaria Municipal de Educação de Sinop, a Rede Estadual de Ensino e o Poder Judiciário, garantindo a continuidade das ações, a formação permanente dos profissionais e o acompanhamento das unidades escolares participantes.

Atualmente, 105 profissionais da educação, entre professores, coordenadores pedagógicos e gestores escolares, atuam como facilitadores dos Círculos de Construção de Paz nas redes municipal e estadual de ensino. Todos passaram por formação específica voltada aos princípios da Justiça Restaurativa, técnicas de facilitação e estratégias de mediação de conflitos, tornando-se multiplicadores da cultura do diálogo nas escolas.

A articuladora das redes Municipal e Estadual de Ensino em Sinop, Elisangela Santos, destaca que a metodologia já faz parte da rotina das unidades escolares. “Hoje percebemos que os Círculos de Construção de Paz deixaram de ser apenas uma metodologia e passaram a integrar o cotidiano das escolas. Os facilitadores criam espaços seguros de escuta, fortalecem vínculos e conseguem identificar necessidades que muitas vezes não seriam percebidas na rotina da sala de aula. Os resultados aparecem na melhoria da convivência, no fortalecimento das relações e no desenvolvimento socioemocional dos estudantes”, afirmou.

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A juíza coordenadora da Justiça Restaurativa em Sinop, Débora Caldas, ressalta que os profissionais da educação são os grandes protagonistas da iniciativa. “Os protagonistas da Justiça Restaurativa nas escolas são os facilitadores. São professores, coordenadores e gestores que decidiram ir além da transmissão do conhecimento e passaram a dedicar tempo para ouvir, acolher e fortalecer seus alunos. Cada círculo realizado representa uma oportunidade de prevenir conflitos, combater o bullying, fortalecer vínculos e desenvolver uma cultura de respeito. Quando o Tribunal de Justiça e as Secretarias Estadual e Municipal de Educação investem na formação desses profissionais, estão investindo em uma geração mais preparada para o diálogo e para a construção da paz. Esse é um legado que ultrapassa os muros da escola e alcança toda a sociedade sinopense”, enfatizou.

A gestora judiciária do CEJUSC Sinop, Silvana Cavalcanti, destaca que os resultados refletem o trabalho conjunto entre as instituições. “O sucesso do programa é fruto da parceria entre o Poder Judiciário, as redes de ensino e os profissionais da educação. O CEJUSC atua oferecendo formação, acompanhamento e incentivo para que a Justiça Restaurativa permaneça viva nas escolas. Ver os círculos acontecendo e produzindo resultados concretos demonstra que investir na cultura da paz é investir na prevenção e na transformação social”, afirmou.

Para o juiz coordenador do CEJUSC Sinop, Cristiano Fialho dos Santos, a Justiça Restaurativa amplia o alcance das ações preventivas no ambiente escolar. “A Justiça Restaurativa leva a cultura do diálogo para além dos espaços tradicionais de solução de conflitos. Nas escolas, ela atua de forma preventiva, fortalecendo a convivência, desenvolvendo habilidades de comunicação e promovendo relações mais saudáveis. Os resultados demonstram que a construção da paz passa, necessariamente, pela educação e pela participação ativa de toda a comunidade escolar”, destacou.

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Transformação percebida nas escolas

Os resultados da iniciativa também são observados pelos próprios facilitadores que atuam diretamente com os estudantes.

Na Escola Estadual Rosa dos Ventos, a professora Carmen Inês Botton relata que os círculos têm proporcionado um ambiente de escuta e acolhimento para alunos do 6º ao 9º ano, fortalecendo vínculos, prevenindo situações de bullying e incentivando o desenvolvimento da empatia, do respeito às diferenças e da resolução pacífica de conflitos.

Na Escola Municipal Aleixo Schenatto, a professora Djordana Cecília Bombarda destaca que os encontros promovem reflexões sobre temas presentes no cotidiano dos estudantes, como respeito, boa convivência, empatia e comunicação não violenta, contribuindo para mudanças positivas dentro e fora da sala de aula e favorecendo também o processo de aprendizagem.

Já na Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Rodrigo Damasceno, a facilitadora Luzineide Barboza de Sousa afirma que os círculos oferecem aos estudantes um espaço para expressarem sentimentos, angústias e dificuldades, permitindo que a escola conheça melhor a realidade de cada aluno e ofereça acolhimento por meio da escuta ativa.

Com os resultados alcançados, a Prefeitura de Sinop reafirma o compromisso de investir em políticas públicas voltadas ao desenvolvimento integral dos estudantes, fortalecendo ações que promovam ambientes escolares mais seguros, acolhedores, participativos e comprometidos com a construção de uma cultura permanente de paz.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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Pesquisador de Sinop participa de projeto internacional com uma das múmias mais famosas do mundo

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A Prefeitura de Sinop destaca mais um importante reconhecimento internacional conquistado pelo pesquisador sinopense Cícero Moraes. Referência mundial em reconstruções faciais forenses e tecnologias aplicadas à pesquisa científica, ele integra um novo projeto envolvendo Ötzi, a múmia natural mais famosa do mundo e um dos mais importantes achados arqueológicos da história.

Com aproximadamente 5.300 anos, Ötzi viveu durante a Idade do Cobre e foi encontrado em 1991, preservado naturalmente pelo gelo nos Alpes, na fronteira entre Itália e Áustria. Considerado mais antigo que as pirâmides do Egito, seu corpo permitiu à ciência desvendar aspectos da alimentação, saúde, genética e modo de vida das populações pré-históricas, tornando-se um dos indivíduos mais estudados do planeta e referência para pesquisas em áreas como arqueologia, medicina, antropologia e genética.

O trabalho desenvolvido por Cícero ainda passa pelas etapas finais de validação técnica e acadêmica antes de ser oficialmente apresentado ao público. Por questões de confidencialidade, ele não pode revelar detalhes do projeto, mas adianta que a iniciativa não envolve uma reconstrução facial, área pela qual é internacionalmente conhecido, e sim a aplicação de tecnologias tridimensionais desenvolvidas ao longo de sua trajetória científica.

“Trabalho em parceria com a equipe italiana Arc-Team desde 2011. Foram eles que me contrataram para reconstruir a face de Santo Antônio e para outros projetos de grande relevância, como a reconstrução 3D de um castelo medieval, sendo ambos os trabalhos revisados por pares e publicados em journals internacionais. Eles frequentemente me enviam novas demandas”, explicou.

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Segundo o pesquisador, 2026 tem sido um ano especialmente produtivo nessa colaboração internacional. Recentemente, ele participou da reconstrução da face de um homem pré-histórico, atualmente em exposição permanente no MegaMuseo, na Itália, considerado o maior museu coberto da Europa. Agora, soma ao currículo mais um trabalho ligado a um dos personagens mais emblemáticos da arqueologia mundial.

Tecnologia desenvolvida em Sinop

Embora o projeto não envolva reconstrução facial forense, Cícero explica que utilizou tecnologias criadas por ele para aplicações em saúde e documentação científica. “O trabalho com o Ötzi, embora não tenha envolvido reconstrução facial forense, que é o campo pelo qual sou mais conhecido, me deu a oportunidade de utilizar ferramentas que desenvolvi para o planejamento cirúrgico e para a documentação 3D. Essa abordagem envolveu conceitos distintos e permitiu que a equipe unificasse esses conceitos em um trabalho muito interessante visualmente e também estruturalmente”, destacou.

Ele acrescenta que o projeto será partilhado em breve com o grande público. “O trabalho já está pronto, mas precisa passar por algumas etapas de formalização técnica e acadêmica. Assim que isso acontecer, a população terá oportunidade de ver em detalhes o que fizemos. O mais interessante é que essa tecnologia é replicável e pode ser utilizada no dia a dia por profissionais das áreas da saúde e da arqueologia para documentação tridimensional de diferentes estruturas”, completou.

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Sobre a Múmia Ötzi

Descoberto por acaso em setembro de 1991, Ötzi permanece preservado em uma câmara climatizada no Museu Arqueológico do Tirol do Sul, na cidade de Bolzano, na Itália. Mantido sob condições que reproduzem o ambiente glacial onde foi encontrado, o homem pré-histórico continua despertando o interesse da comunidade científica internacional mais de três décadas após sua descoberta.

As pesquisas realizadas ao longo dos anos revelaram que ele morreu por volta dos 46 anos, possuía cerca de 1,60 metro de altura, apresentava sinais de intenso desgaste físico e foi vítima de um homicídio, após ser atingido por uma flecha no ombro esquerdo. Seu DNA foi praticamente todo sequenciado, permitindo avanços importantes no conhecimento sobre as populações europeias da pré-história.

A participação de um pesquisador nascido em Sinop em um projeto dessa magnitude reforça o protagonismo da ciência produzida por talentos do município em iniciativas de alcance internacional e evidencia como tecnologias desenvolvidas no Brasil podem contribuir para pesquisas que ampliam o conhecimento sobre a história da humanidade.

Fonte: Assessoria de Comunicação
Autor: Weslley Mtchaell

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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