AGRONEGÓCIO

INOVAMEAT Toledo traz debate sobre os desafios das exportações brasileiras de tilápia

Publicado em

O tema “Desafios e oportunidades das exportações brasileiras de tilápia” estará em debate durante a terceira edição do INOVAMEAT Toledo, o maior evento de proteína animal do Paraná, programado para os dias 1, 2 e 3 de abril, em Toledo, no Oeste do Estado.

O palestrante será Manoel Xavier Pedrosa Filho, doutor em Economia e pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO). O objetivo é apresentar um panorama das exportações de tilápia do Brasil a partir de dados como volumes, exigências de mercado, países de destino, tipos de produtos vendidos, estados exportadores e preços praticados. Também serão abordados os desafios enfrentados pelos exportadores e oportunidades para novos mercados.

Segundo o especialista, os elevados custos de exportação e as exigências de qualidade são alguns dos principais desafios enfrentados atualmente pelo setor de exportações brasileiras de tilápia

“Esses custos de exportação envolvem não apenas os gastos na produção da tilápia, mas também outras despesas como embalagens, cadeia de frio, certificações de qualidade e transporte até o destino final”, contextualiza.

Leia Também:  Desafios climáticos: Chuvas intensas comprometem qualidade e reduzem oferta de uvas no Vale do São Francisco

O Paraná é o maior exportador brasileiro de tilápia, tendo exportado US$18,6 milhões em 2023, representando 80% do total. Na segunda posição aparece São Paulo, com US$2,7 milhões (12% do total), seguido pela Bahia, com US$1,3 milhão (6% do total).

Com relação aos mercados-alvo para a tilápia brasileira, os Estados Unidos são o principal destino das exportações, respondendo por 78% do total, seguido pela China que responde por 9%.

O Brasil já é o sétimo maior exportador de tilápia para o mercado norte-americano, tendo o filé fresco de tilápia como um dos principais produtos, o qual já é reconhecido pela sua qualidade superior.

A pesquisa brasileira em tilápia, tanto pelo setor público como privado, tem trabalhado em diversas frentes. “A Embrapa, por exemplo, desenvolveu a ferramenta Tilaplus que é uma tecnologia que auxilia na produção de alevinos de melhor qualidade. O setor privado também tem desenvolvido inovações importantes tais como linhagens melhoradas geneticamente e novos insumos e equipamentos para uso na produção e no processamento da tilápia”, explica Manoel Xavier Pedrosa Filho.

Leia Também:  Hidrogênio verde avança no transporte em trens no Brasil
SOBRE O EVENTO

O INOVAMEAT Toledo tem realização do Sindicato Rural, Associação Comercial e Empresarial de Toledo, com o apoio da Prefeitura Municipal.

A edição de 2024 tem como tema a “Inovação na Produção de Proteína Animal”. O objetivo é abordar as principais inovações e tecnologias para a produção de proteína animal, visto que essa é uma área que dia após dia aumenta a sua relevância no cenário do agronegócio.

A expectativa é reunir participantes e palestrantes de diversas localidades abordando temas ligados à cadeia produtiva de suínos, aves, peixes e leite.

SERVIÇO
  • Evento: INOVAMEAT Toledo
    • Data: 1 a 3 de abril
    • Local: Centro de Convenções e Eventos Ismael Vicente Sperafico, Toledo – PR
    • Inscrições gratuitas: https://inovameat.com.br/inscricao
    • O evento emitirá Certificado de participação com a carga horária da programação

Fonte: Assessoria de Imprensa INOVAMEAT 2024

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Café brasileiro terá que comprovar origem e rastreabilidade para manter espaço no mercado europeu

Published

on

O avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia pode ampliar oportunidades comerciais para o café brasileiro, mas também inaugura uma nova etapa de exigências para exportadores e produtores nacionais.

Mais do que qualidade, produtividade e competitividade, o mercado europeu deve passar a exigir comprovação detalhada da origem do café, rastreabilidade completa da cadeia produtiva e evidências concretas de conformidade socioambiental.

O alerta é da especialista em ESG e vice-presidente da Sustentalli, Eliana Camejo, que aponta uma mudança estrutural na forma como compradores europeus irão avaliar fornecedores brasileiros.

ESG deixa de ser diferencial e passa a ser requisito comercial

Segundo Eliana Camejo, parte da cadeia cafeeira ainda pode estar subestimando o impacto das novas regras europeias sobre exportações agrícolas.

Na avaliação da especialista, ESG não deve mais ser tratado apenas como pauta reputacional ou ferramenta institucional. Para o setor cafeeiro, a agenda passa a representar condição estratégica para manutenção de mercados, mitigação de riscos comerciais e agregação de valor ao produto.

Leia Também:  EUA reduzem tarifas sobre subprodutos da laranja brasileira e ampliam alívio para o setor cítrico

A tendência é que compradores europeus exijam informações cada vez mais detalhadas sobre a produção, incluindo localização da área produtiva, regularidade ambiental, histórico de desmatamento, segregação de lotes, documentação comprobatória e governança dos dados.

Mesmo empresas já consolidadas no comércio internacional podem precisar ampliar seus sistemas de controle e monitoramento para atender ao novo padrão regulatório europeu.

EUDR aumenta exigências para café exportado à Europa

A pressão sobre a cadeia produtiva tem como base o Comissão Europeia Regulamento Europeu Antidesmatamento, conhecido como EUDR.

A legislação inclui o café entre os produtos sujeitos às novas exigências de rastreabilidade e comprovação de que não possuem relação com áreas desmatadas após o marco regulatório estabelecido pela União Europeia.

Pelas regras divulgadas pela Comissão Europeia, a aplicação ocorrerá em duas etapas:

  • 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores;
  • 30 de junho de 2027 para micro e pequenos operadores.

Na prática, importadores europeus passarão a responder legalmente pela chamada diligência devida, exigindo de fornecedores brasileiros informações robustas sobre toda a cadeia produtiva.

Leia Também:  Mercado de Açúcar e Etanol inicia a semana em alta dentro e fora do Brasil

Isso deve impactar diretamente produtores rurais, cooperativas, armazéns, exportadores, transportadoras, beneficiadores e indústrias ligadas ao café.

Cadeia cafeeira precisará investir em governança e rastreabilidade

De acordo com Eliana Camejo, o diferencial competitivo do café brasileiro tende a migrar da qualidade isolada do produto para a capacidade de comprovação das práticas adotadas ao longo da cadeia.

Segundo ela, empresas que conseguirem demonstrar origem, rastreabilidade, regularidade ambiental e governança terão vantagem na manutenção de contratos e no fortalecimento da confiança junto ao mercado europeu.

Por outro lado, agentes que mantiverem estruturas frágeis de controle documental e gestão socioambiental podem enfrentar perda de valor comercial justamente em um momento de maior abertura internacional.

O cenário reforça a necessidade de modernização da cadeia cafeeira brasileira, especialmente em sistemas de monitoramento, integração de dados, compliance ambiental e transparência das operações voltadas à exportação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA