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Mercado de Açúcar e Etanol inicia a semana em alta dentro e fora do Brasil

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O etanol hidratado deu início à semana registrando outra alta pelo Indicador Diário Paulínia, marcando o décimo primeiro dia consecutivo de valorização. O indicador acumula um aumento de 6,55% ao longo do mês de março, coincidindo com o final da safra 2023/24. Ontem, o biocombustível alcançou o valor de R$ 2.367,50 o metro cúbico, representando um acréscimo de 1,41% em comparação com sexta-feira.

Açúcar em Nova York

O açúcar também iniciou a semana em alta em todas as plataformas da ICE Futures em Nova York. O contrato para maio de 2024, o mais negociado, foi fechado ontem a 21,95 centavos de dólar por libra-peso, um aumento de 10 pontos em relação aos preços de sexta-feira. Enquanto isso, o contrato para julho de 2024 subiu 6 pontos, atingindo 21,66 cts/lb. Os demais contratos registraram aumentos entre 1 e 5 pontos.

Açúcar em Londres

Os contratos de açúcar branco com maior liquidez na ICE Futures Europe em Londres também apresentaram alta no início da semana. O contrato para maio de 2024 foi negociado a US$ 641,40 por tonelada, um aumento de US$ 2,50 em comparação com sexta-feira. Já o contrato para agosto de 2024 subiu US$ 2,90, alcançando US$ 615,80 por tonelada. Os demais contratos oscilaram entre uma queda de US$ 1,90 e um aumento de US$ 2,30.

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Análise de Mercado

Analistas apontam que segunda-feira foi marcada pela possibilidade de os Estados Unidos restringirem as importações do México. A Coligação Americana do Açúcar está pleiteando uma redução de 44% na quantidade de açúcar que o México pode exportar para os EUA, o que poderia aumentar os preços e forçar os EUA a buscar açúcar em outros países, em meio à já escassa oferta global, de acordo com o Barchart.

Açúcar Cristal no Mercado Interno

No mercado interno, as cotações do açúcar cristal medido pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP, registraram alta na segunda-feira. A saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 145,60, um aumento de 0,24% em relação a sexta-feira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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