AGRONEGÓCIO

Inovação em Fitossanidade e Tecnologia de Aplicação promove sustentabilidade e lucratividade no campo

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O professor Marcelo da Costa Ferreira, da UNESP Jaboticabal, é um dos principais nomes dessa área, tendo alcançado a marca de 100 artigos científicos publicados. Suas pesquisas não apenas buscam otimizar processos agrícolas, mas também contribuir para uma produção mais rentável, sem desperdícios e com menor impacto ambiental.

Pesquisa que impulsiona a sustentabilidade no campo

Em abril de 2024, o professor Marcelo da Costa Ferreira atingiu um marco significativo na carreira: a publicação de 100 artigos científicos. Titular na Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV) da UNESP Jaboticabal desde 2018, ele é um dos pesquisadores mais destacados da área de Fitossanidade e Tecnologia de Aplicação no Brasil e no exterior. Seu trabalho, que visa proporcionar práticas agrícolas mais eficientes e sustentáveis, tem sido reconhecido por sua contribuição ao conhecimento sobre o manejo de fitossanitários.

Para Marcelo, alcançar essa marca é motivo de orgulho, especialmente considerando o crescente custo e a complexidade do processo de publicação científica. “Cada estudo exige anos de dedicação, colaboração com outros pesquisadores e avaliação rigorosa de revisores especializados”, explica. De fato, o processo de publicação em periódicos exige uma série de etapas e custos, incluindo taxas de publicação em revistas conceituadas, o que torna essa conquista ainda mais significativa.

A importância da Tecnologia de Aplicação para a agricultura sustentável

A Tecnologia de Aplicação é um dos principais focos de pesquisa do professor, e está diretamente relacionada à busca por uma agricultura mais sustentável. O conceito central é a aplicação precisa de produtos fitossanitários, garantindo que o produto chegue exatamente onde é necessário, no momento certo e na quantidade ideal.

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Marcelo explica que o monitoramento detalhado das lavouras é essencial para identificar a presença de pragas e doenças, e, assim, realizar a aplicação de forma mais eficiente. “Esse tipo de prática não só contribui para a redução de desperdício, mas também gera ganhos de eficiência, o que pode resultar em maior lucratividade para o produtor”, afirma.

Duas abordagens de pesquisa: prática e acadêmica

As pesquisas de Marcelo em Fitossanidade e Tecnologia de Aplicação seguem duas vertentes distintas:

  • Pesquisa prática: Focada em resolver questões do dia a dia dos produtores, esta linha de pesquisa envolve desde procedimentos operacionais até a análise dos custos das operações. O objetivo é criar soluções acessíveis e eficientes para o tratamento das lavouras.
  • Pesquisa acadêmica: Mais teórica, essa abordagem visa entender os fenômenos por trás das operações agrícolas, como as interações entre produtos fitossanitários, as características das plantas e as mudanças climáticas. “Esse estudo nos permite compreender a eficiência de um produto, mesmo em condições adversas, como chuvas”, detalha o professor.
Formação de novos pesquisadores e o legado acadêmico

Desde sua chegada à UNESP Jaboticabal, em 2003, o professor Marcelo tem se dedicado à formação de novos talentos, orientando mais de 238 pesquisas, que vão desde iniciações científicas até doutorados. Seu objetivo é transmitir aos alunos a importância de trabalhar por um futuro mais justo e equilibrado, onde a produção de alimentos seja suficiente e de qualidade para garantir a paz social.

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Ele ressalta que, em suas orientações, o foco está em entender o propósito maior das práticas agrícolas, como a criação de um futuro mais justo e sustentável, e não apenas na execução de tarefas específicas de controle de pragas.

Contribuições para a ciência: livros e artigos

Além dos 100 artigos, Marcelo também é autor de livros e capítulos em coletâneas científicas. Ele acredita que cada artigo contribui para a construção do conhecimento, e o recém-lançado livro “Tecnologia de Aplicação de Produtos Fitossanitários”, escrito em parceria com o professor Tomomassa Matuo, é um exemplo disso. “Este livro é a materialização de que o conjunto é maior do que as partes”, afirma Marcelo. Segundo ele, uma pesquisa bem-sucedida gera novas perguntas e indagações, criando um ciclo de conhecimento contínuo e progressivo.

Em resumo, as contribuições de Marcelo da Costa Ferreira não apenas reforçam a importância da tecnologia de aplicação para a sustentabilidade agrícola, mas também consolidam seu legado como um dos maiores pesquisadores da área, com impactos significativos tanto para o campo quanto para a academia.

Essa abordagem integrada de pesquisa prática e acadêmica não só promove a sustentabilidade, mas também busca soluções que tragam maior lucratividade e eficiência para os produtores rurais, tornando a agricultura uma atividade mais equilibrada e vantajosa para todos os envolvidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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