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Prefeitura faz grande mutirão contra a dengue em Cuiabá nesta terça

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, inicia nesta terça-feira (24) um grande mutirão intersetorial de combate às arboviroses, com início pelo bairro Três Barras, na região Norte da capital. A ação integra o Plano de Combate Intersetorial Contra as Arboviroses 2026 e tem como foco a eliminação de criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Ao todo, cerca de 280 servidores participam da força-tarefa, que adota neste ano a estratégia da “Ação Única”. O modelo reúne, no mesmo dia e no mesmo imóvel, Agentes de Combate a Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS), permitindo que todas as pendências sanitárias sejam resolvidas em uma única visita, reduzindo retrabalho e ampliando a efetividade das ações.

O planejamento foi elaborado com base nos dados do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) e no monitoramento epidemiológico, priorizando bairros com maior risco de infestação. As atividades seguem de fevereiro a maio, abrangendo todas as regiões da cidade.

Cronograma de bairros atendidos

Fevereiro / Março – Início da ofensiva

– SE 08 (24 a 27/02): Três Barras; Altos do São Gonçalo (Norte); Parque Atalaia (Sul); Jardim das Oliveiras (Leste); Planalto, Novo Terceiro e Coophamil (Oeste).

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– SE 09 (03 a 06/03): 1º de Março (Norte); Parque Georgia e Nossa Senhora Aparecida (Sul); Jardim Alencastro (Leste); Bela Vista e Cidade Alta (Oeste).

– SE 10 (10 a 13/03): Jardim Umuarama; Jardim Gramado/Coophema; Itamarati/Veneza; Quilombo e Duque de Caxias I.

Março / Abril – Intensificação

– SE 11 (17 a 20/03): João Bosco Pinheiro/Nova Conquista; Jardim Liberdade; Santa Laura I; região da Lixeira/Araés.

– SE 12 (24 a 27/03): Jardim Vitória; Nico Baracate III; Praeirinho/Beira Rio; Alvorada.

– SE 13 e 14 (31/03 a 10/04): Continuidade no Jardim Vitória; Dom Aquino (foco estendido); Silvanópolis; Novo Colorado.

Abril / Maio – Reta final

– SE 15 e 16 (14 a 24/04): Itapuã/Paiaguás; Parque Nova Esperança I, II e III; Santa Isabel; Pedra 90; Altos da Serra.

– SE 17 e 18 (28/04 a 05/05): Doutor Fábio II e etapas finais no Pedra 90.

Força-tarefa integrada

– O mutirão envolve diversos órgãos municipais, reforçando o caráter intersetorial da ação. Além da Vigilância em Zoonoses, participam:

– Vigilância Sanitária e Secretaria de Ordem Pública, com fiscalização e medidas legais em imóveis reincidentes ou abandonados;

– Limpurb, responsável pela retirada imediata de entulhos e materiais que possam servir de criadouros;

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– Defesa Civil e Centro de Referência em Saúde do Trabalhador, garantindo a segurança das equipes;

– Secretaria Municipal de Assistência Social, com acolhimento de famílias em situação de vulnerabilidade;

– Assistência Farmacêutica e Laboratório Central de Cuiabá (LIDAC), assegurando diagnóstico ágil e insumos;

– Áreas da Atenção Primária, Secundária, Especializada e Hospitalar, além do Complexo Regulador, Vigilâncias Ambiental e Epidemiológica e do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS);

– Secretaria de Comunicação (Secom), com divulgação antecipada das ações nos bairros.

Monitoramento contínuo

Após a conclusão das ações em cada bairro, a Atenção Primária à Saúde assume o acompanhamento contínuo das famílias e dos imóveis considerados críticos, evitando a reintrodução de focos do mosquito. Todos os setores envolvidos apresentarão relatórios das atividades realizadas, enquanto casos suspeitos identificados durante os mutirões serão monitorados pelo CIEVS, prevenindo surtos localizados.

A população pode obter informações, registrar denúncias ou tirar dúvidas pelo telefone (65) 3318-6059 ou pelo e-mail [email protected].

A Prefeitura reforça que a colaboração da população é fundamental, permitindo o acesso das equipes aos imóveis e mantendo quintais e terrenos limpos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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