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Inflação na OCDE registra leve queda em abril, atingindo 5,7%

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O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos países-membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) registrou um aumento de 5,7% em abril, uma ligeira queda em comparação aos 5,8% observados em março. Esses dados foram divulgados no relatório mensal publicado hoje (5) pela entidade.

Queda na Inflação em Diversos Países

A inflação diminuiu em 24 dos 38 países que compõem o bloco, com destaques para a Lituânia (0,1%), Letônia (1,1%), Suíça (1,4%) e Finlândia (1,9%). No entanto, as maiores altas foram registradas na Turquia (69,8%) e Colômbia (7,2%). Na Costa Rica, a inflação foi negativa, marcando -0,5%.

O núcleo da inflação da OCDE, que exclui alimentos e energia, caiu para 6,2% em abril, após 6,4% em março. Essa redução foi observada em três quartos dos países da organização. A inflação de serviços também desacelerou na maioria dos países. Por outro lado, a inflação de energia na OCDE continuou a subir, alcançando 1,2% em abril, em comparação com 0,6% em março. Já a inflação dos alimentos permaneceu praticamente estável, registrando 4,8% em abril, contra 4,9% em março.

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Situação do G7

No grupo das sete maiores economias do mundo (G7), a inflação anual diminuiu ligeiramente para 2,9% em abril, retornando aos níveis de janeiro e fevereiro de 2024. As maiores quedas na inflação geral foram observadas no Reino Unido, onde a redução do limite regulatório das contas de energia doméstica contribuiu significativamente, e na Itália, com preços de energia caindo mais de 10% em termos anuais.

No Canadá e no Japão, a inflação geral diminuiu de forma mais moderada e permaneceu estável na França, Alemanha e Estados Unidos. O núcleo da inflação no G7 caiu para 3,3% em abril, após 3,5% em março, atingindo seu nível mais baixo desde outubro de 2021. Enquanto a inflação dos alimentos no G7 se manteve estável, a inflação de energia aumentou ligeiramente. O núcleo da inflação foi o principal contribuinte para a inflação geral em todos os países do G7.

Zona do Euro e G20

Na zona do euro, a inflação anual medida pelo Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor (IHPC) permaneceu estável em 2,4% em abril. A elevação nos preços de alimentos e energia foi compensada pela redução do núcleo da inflação, que está em queda há nove meses consecutivos. A estimativa rápida do Eurostat para maio de 2024 aponta para um aumento na inflação anual na zona do euro, atingindo 2,6%, com a inflação núcleo em alta e a inflação de energia tornando-se positiva pela primeira vez desde abril de 2023.

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No G20, a inflação anual manteve-se estável em 6,9% em abril. A inflação geral aumentou na China e na Argentina, enquanto diminuiu no Brasil e na África do Sul. Em países como Arábia Saudita e Indonésia, a inflação permaneceu amplamente estável. Nos Estados Unidos, a inflação foi de 3,4%, na Alemanha de 2,2% e no Japão de 2,5%.

Esses dados refletem a complexidade e a diversidade das dinâmicas econômicas entre os países da OCDE e outras grandes economias globais, destacando a importância de políticas econômicas adaptativas para lidar com a inflação em diferentes contextos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz enfrenta pressão de oferta e demanda enfraquecida, aponta Itaú BBA

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O mercado brasileiro de arroz segue enfrentando um cenário de forte pressão sobre os preços, reflexo da ampla disponibilidade do cereal e da demanda doméstica enfraquecida. A avaliação consta no relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que apresenta uma análise detalhada dos principais fatores que influenciam a cadeia produtiva do arroz no Brasil e no mercado internacional.

De acordo com o levantamento, a conclusão da colheita da safra 2024/25 consolidou um quadro de oferta elevada, especialmente nos principais estados produtores. O aumento da produção, combinado com um ritmo mais lento de comercialização, tem contribuído para a manutenção dos preços em patamares inferiores aos registrados nos últimos ciclos.

Oferta elevada amplia pressão sobre as cotações

A produção robusta registrada nesta temporada elevou a disponibilidade de arroz no mercado interno. Com estoques mais confortáveis e maior volume de produto à disposição dos compradores, os preços vêm apresentando dificuldades para reagir.

Segundo a análise do Itaú BBA, a combinação entre aumento da oferta e consumo doméstico moderado tem reduzido o poder de negociação dos produtores, que enfrentam margens mais apertadas diante dos custos de produção ainda elevados.

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Além disso, a concorrência com arroz importado e o comportamento cauteloso da indústria beneficiadora contribuem para um ambiente de comercialização mais lento.

Exportações ganham importância para o setor

Diante da pressão no mercado interno, as exportações assumem papel estratégico para equilibrar a oferta disponível no país. O desempenho das vendas externas será um dos principais fatores a serem monitorados ao longo dos próximos meses.

O relatório destaca que a competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional dependerá de aspectos como taxa de câmbio, logística e comportamento dos preços globais. Um avanço consistente das exportações poderia ajudar a reduzir a pressão sobre os estoques e oferecer sustentação às cotações domésticas.

Mercado internacional também influencia preços

No cenário externo, a dinâmica de oferta dos principais países exportadores continua sendo um fator relevante para a formação dos preços. Alterações na produção de grandes fornecedores globais podem impactar o fluxo de comércio internacional e criar oportunidades para o arroz brasileiro.

Ao mesmo tempo, a recuperação gradual da oferta mundial após períodos de restrições em importantes países produtores tende a limitar movimentos mais expressivos de valorização no mercado global.

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Perspectivas para os próximos meses

Para o restante do ano, a expectativa é de continuidade de um mercado amplamente abastecido, com os preços dependendo da evolução da demanda doméstica e do desempenho das exportações.

Os analistas do Itaú BBA ressaltam que o setor deverá acompanhar de perto o comportamento dos estoques, o ritmo de comercialização e as condições do mercado internacional. Esses fatores serão determinantes para definir o equilíbrio entre oferta e demanda e o direcionamento das cotações nos próximos meses.

Embora o cenário atual seja desafiador para os produtores, oportunidades podem surgir caso haja recuperação do consumo ou avanço mais significativo das exportações brasileiras, contribuindo para uma melhor sustentação dos preços ao longo da temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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