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Ibovespa cai antes de decisão do Copom, com balanços corporativos no radar

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A Bolsa de Valores de São Paulo abriu em queda nesta quarta-feira, com investidores atentos a uma série de resultados corporativos de grandes empresas brasileiras, como BRF, GPA, Ambev, Carrefour Brasil e Telefônica Brasil. Além dos balanços, o mercado aguarda a decisão de política monetária do Banco Central, que será anunciada no final do dia.

Por volta das 10h05, o Ibovespa recuava 0,54%, para 128.517,55 pontos, em sintonia com a queda dos contratos futuros de ações nos Estados Unidos, que também apresentavam tendência de baixa. O contrato futuro do Ibovespa com vencimento mais curto, em 12 de junho, caía 0,81%.

O ambiente de incerteza é amplificado pela expectativa em torno do anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve definir o rumo da taxa de juros no Brasil. A atenção do mercado está voltada para a magnitude do corte na taxa Selic, com os investidores ansiosos por sinais de como será o ritmo de flexibilização monetária nos próximos meses.

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Além disso, o enfraquecimento nos mercados internacionais, com uma agenda de indicadores mais enxuta, também contribui para o clima de cautela que domina a abertura do pregão brasileiro.

No contexto doméstico, os balanços corporativos desempenham um papel importante para os investidores, já que eles buscam entender o impacto da conjuntura econômica nos resultados das empresas. Assim, a combinação de incertezas sobre política monetária e a bateria de resultados corporativos gera um cenário de volatilidade para o Ibovespa.

A expectativa é que, ao longo do dia, o mercado reaja aos desdobramentos tanto dos balanços das empresas quanto da decisão do Copom, indicando uma jornada marcada por maior sensibilidade às notícias e às movimentações do mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito privado cresce e amortece recuo do Plano Safra

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O avanço dos instrumentos privados de financiamento está ajudando o agronegócio a cobrir parte do espaço deixado pela retração das linhas tradicionais de crédito rural. O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPRs) chegou a R$ 576,4 bilhões em junho, crescimento de 12% em 12 meses, enquanto fundos e títulos ligados ao setor também ganharam participação.

Os saldos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros) cresceram 81% em dois anos. No mesmo período, os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) avançaram 9%. A expansão mostra que o financiamento da produção está se tornando mais diversificado e menos concentrado nos bancos.

Essa alternativa ganhou importância porque a área financiada pelas linhas de custeio do Plano Safra diminuiu 25,8% em 12 meses. O total passou de 34,2 milhões de hectares em julho de 2025 para 25,4 milhões no mesmo mês deste ano, segundo dados do Banco Central compilados pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).

O valor liberado caiu em proporção menor, de R$ 205,8 bilhões para R$ 181,1 bilhões, retração de 12%. O número de contratos recuou 10,3%, de 867 mil para 777,8 mil.

Na prática, o financiamento médio aumentou de aproximadamente R$ 6 mil para R$ 7,1 mil por hectare. Isso mostra que o crédito disponível está cobrindo uma área menor e acompanhando, ao menos parcialmente, o aumento dos custos de produção.

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As CPRs permitem ao produtor levantar recursos tendo como referência a produção rural, com pagamento em produto ou dinheiro. O instrumento pode ser negociado com bancos, cooperativas, tradings, fornecedores e investidores, ampliando as possibilidades além das linhas oficiais.

As emissões de CPRs somaram R$ 377,8 bilhões durante a safra 2025/26. Embora o estoque continue crescendo, o ritmo das novas operações perdeu força, sinal de que o crédito privado também sente os efeitos dos juros elevados e da maior cautela dos financiadores.

O acesso a essas alternativas ainda é desigual. Grandes produtores, cooperativas e empresas com maior capacidade de oferecer garantias conseguem chegar com mais facilidade ao mercado privado. Pequenos e médios agricultores continuam mais dependentes dos bancos, das cooperativas de crédito e das linhas subsidiadas do Plano Safra.

A maior seletividade está relacionada ao crescimento das operações rurais com algum grau de dificuldade. Em julho, 23,5% da carteira ativa estava classificada como problemática, somando R$ 207,5 bilhões. Esse valor não representa apenas inadimplência: inclui contratos em atraso, renegociados ou prorrogados.

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As instituições financeiras também passaram a reconhecer antecipadamente possíveis perdas, conforme as regras da Resolução 4.966, aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Em vigor desde janeiro de 2025, a norma leva os bancos a aumentar as reservas quando identificam deterioração na capacidade de pagamento, o que reforça a cautela nas novas concessões.

No Rio Grande do Sul, onde sucessivas perdas climáticas elevaram o endividamento, a área financiada caiu 29,3%. O valor contratado recuou 18,3%, para R$ 23,1 bilhões, e o número de operações diminuiu 16,4%, para 189,6 mil.

Apesar da retração, os resultados atuais da produção, das exportações e dos preços dos alimentos permanecem sustentados por lavouras implantadas com recursos contratados anteriormente. O efeito da redução mais recente do crédito será conhecido com maior clareza durante a safra 2026/27.

O crescimento das CPRs, dos CRAs e dos Fiagros mostra que o setor encontrou novos caminhos para financiar a produção. Esses instrumentos ainda não substituem o crédito bancário, principalmente para pequenos e médios produtores, mas ampliam as fontes de recursos e reduzem parte da dependência do Plano Safra.

Fonte: Pensar Agro

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