AGRONEGÓCIO
Ibovespa Almeja Sétima Alta Consecutiva com Foco em Balanços e Dados de Inflação dos EUA
Publicado em
14 de agosto de 2024por
Da RedaçãoO Ibovespa procurava alcançar sua sétima alta consecutiva nesta quarta-feira, em um dia marcado pelo vencimento do contrato futuro do índice. Os investidores estavam atentos a uma nova série de balanços de empresas brasileiras e à divulgação dos dados de inflação dos Estados Unidos.
Por volta das 10h40, o Ibovespa registrava uma alta de 0,31%, alcançando 132.810,7 pontos. O volume financeiro negociado era de 3,85 bilhões de reais. O contrato futuro do Ibovespa com vencimento nesta quarta-feira apresentava um incremento de 0,23%, enquanto o contrato que expira em 16 de outubro avançava 0,22%.
Nos Estados Unidos, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) subiu 0,2% em julho, após uma queda de 0,1% em junho. A alta anual ficou em 2,9%, abaixo dos 3,0% registrados no mês anterior. Economistas consultados pela Reuters haviam previsto uma alta de 0,2% no mês e de 3,0% no comparativo anual. Excluindo alimentos e energia, o núcleo do CPI subiu 0,2% em julho, após uma elevação de 0,1% em junho. No acumulado de 12 meses, o núcleo avançou 3,2%, o menor aumento anual desde abril de 2021, comparado a 3,3% em junho.
Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, comentou que os dados recentes indicam uma desaceleração econômica. “Não projetamos uma recessão, mas um pouso suave da economia norte-americana”, afirmou. Sung espera um início de afrouxamento monetário pelo Federal Reserve em setembro, com a possibilidade de mais um corte até o final de 2024.
Em Nova York, o índice S&P 500, referência do mercado acionário norte-americano, operava próximo à estabilidade.
Destaques do Mercado
- Cemig PN avançou 6,49%, após divulgar um lucro líquido recorrente de 1,13 bilhão de reais no segundo trimestre, uma queda de 6,6% em relação ao ano anterior. A Cemig também anunciou dividendos adicionais de 1,4 bilhão de reais.
- Rede D’or ON valorizou-se 6,37%, com o grupo de saúde reportando um lucro líquido de 995,5 milhões de reais no segundo trimestre, um salto de 212,9% em comparação ao ano passado.
- JBS ON subiu 4,53%, refletindo um lucro líquido de 1,72 bilhões de reais no segundo trimestre, revertendo prejuízos do ano anterior. A JBS também aprovou dividendos intermediários de 4,4 bilhões de reais.
- LWSA ON avançou 3,58%, com lucro líquido de 18,3 milhões de reais no segundo trimestre, comparado a um prejuízo de 39 milhões de reais no mesmo período do ano passado. A receita líquida foi de 336 milhões de reais, um aumento de 7,1% em relação ao ano anterior.
- Localiza ON caiu 12,12%, após reportar um prejuízo líquido de 569,6 milhões de reais e um Ebitda de 2,35 bilhões de reais. A empresa também forneceu um guidance para a depreciação de veículos nos próximos três meses, prevendo a normalização do ciclo de vida dos carros seminovos no segundo semestre de 2025.
- Raízen PN recuou 3,54%, com um prejuízo líquido ajustado de 6,9 milhões de reais no primeiro trimestre da safra 2024/2025. O Ebitda ajustado foi de 2,3 bilhões de reais, abaixo das expectativas dos analistas, apesar de um aumento de 15,3% na moagem de cana-de-açúcar no período.
- BTG Pactual Unit perdeu 1,4%, mesmo após reportar um lucro líquido ajustado recorde de 2,9 bilhões de reais no segundo trimestre, um aumento de 15% em relação ao ano anterior. A captação líquida foi de 56 bilhões de reais, mas houve uma leve queda na rentabilidade.
- Vale ON recuou 1,24%, acompanhando a queda dos futuros do minério de ferro na Ásia, onde o contrato mais negociado em Dalian caiu 3,32%, e o vencimento de referência em Cingapura desceu 0,16%.
- Petrobras PN valorizou-se 0,84%, impulsionada pela alta nos preços do petróleo, com o barril de Brent subindo 0,12%.
- Itaú Unibanco PN subiu 1,21%, enquanto Banco do Brasil ON avançou 0,69%, Bradesco PN teve alta de 0,87% e Santander Brasil Unit ganhou 0,96%.
- XP Inc., negociada em Nova York, saltou 6,18% após divulgar um lucro líquido recorde de 1,118 bilhão de reais no segundo trimestre, um aumento de 14% em relação ao ano passado. O resultado foi impulsionado pelo crescimento da captação e aumento da base de clientes.
- Nu Holdings, listada nos EUA, cedeu 1,81%, apesar de mais que dobrar seu lucro líquido ajustado no segundo trimestre para 563 milhões de dólares, superando as previsões dos analistas. A companhia observou um crescimento na carteira de crédito e taxas de inadimplência dentro do esperado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Soja enfrenta pressão de oferta global recorde e mercado vê risco de queda nos preços em 2026/27
Published
2 minutos agoon
18 de junho de 2026By
Da RedaçãoO mercado global da soja caminha para uma safra 2026/27 marcada por ampla oferta e desafios para a sustentação dos preços. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal de junho, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que aponta um cenário de produção recorde nos principais países produtores e demanda crescente, mas ainda insuficiente para eliminar os riscos baixistas para as cotações internacionais.
Segundo a análise, o avanço da produção no Brasil e nos Estados Unidos deverá elevar significativamente a disponibilidade mundial da oleaginosa, criando um ambiente de maior competição entre exportadores e exigindo atenção redobrada dos produtores quanto à comercialização da próxima safra.
Chicago perde força após recuperação em maio
As cotações da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) registraram recuperação ao longo de maio, impulsionadas principalmente pela valorização do óleo de soja e pelas expectativas relacionadas ao acordo comercial entre Estados Unidos e China.
O primeiro vencimento do contrato da oleaginosa encerrou maio próximo de US$ 11,92 por bushel, acumulando valorização de 2,1% no período. Entretanto, o movimento perdeu força no início de junho diante da ausência de novas compras chinesas de soja norte-americana e das boas condições para o desenvolvimento da safra dos Estados Unidos.
No Brasil, os preços foram sustentados pela valorização dos prêmios de exportação e pelo forte ritmo dos embarques. Em maio, o país exportou 14,8 milhões de toneladas de soja, volume 5,2% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
A competitividade brasileira segue como um dos principais diferenciais do mercado. Atualmente, a soja brasileira entregue na China apresenta preços inferiores aos da soja norte-americana e argentina, reforçando a liderança do Brasil no comércio internacional da commodity.
Produção mundial deve atingir novo recorde
As projeções para a safra 2026/27 indicam novo crescimento da oferta global.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima que a produção brasileira alcance 186 milhões de toneladas, enquanto a safra norte-americana poderá chegar a 121 milhões de toneladas, crescimento de aproximadamente 4% em relação ao ciclo anterior.
No cenário global, a produção deverá atingir 441 milhões de toneladas, enquanto o consumo também avança para o mesmo patamar, sustentado principalmente pelo aumento do processamento industrial e da demanda por óleo vegetal destinado à produção de biocombustíveis.
O esmagamento mundial de soja deverá registrar novo recorde, impulsionando a produção de farelo e óleo e garantindo suporte à demanda pela matéria-prima.
China continua sendo peça-chave para o mercado
Apesar do crescimento do consumo global, a grande dúvida para os analistas continua sendo a capacidade da China de absorver simultaneamente as safras recordes dos Estados Unidos e do Brasil.
O acordo comercial anunciado entre Washington e Pequim abre espaço para ampliação das compras de produtos agrícolas norte-americanos, mas os impactos efetivos ainda permanecem incertos.
Até o momento, os chineses mantêm preferência pela soja brasileira, favorecida pelos preços mais competitivos. Uma mudança significativa nesse comportamento poderá alterar o equilíbrio global de oferta e demanda e influenciar diretamente as cotações internacionais.
Clima e El Niño podem mudar o cenário
Embora o mercado trabalhe atualmente com expectativa de ampla oferta, fatores climáticos seguem no radar dos investidores.
O relatório destaca que as condições climáticas permanecem favoráveis para o desenvolvimento das lavouras norte-americanas, mantendo elevada a expectativa de uma safra cheia nos Estados Unidos.
Por outro lado, a confirmação da formação do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 aumenta os riscos para a próxima safra da América do Sul.
Caso o fenômeno ganhe intensidade, poderá provocar impactos negativos na produtividade das lavouras brasileiras e argentinas, reduzindo a oferta global e alterando o atual cenário de pressão sobre os preços.
Óleo de soja ganha protagonismo no mercado
Dentro do complexo soja, o óleo foi o principal destaque de maio.
As cotações avançaram impulsionadas pela valorização do petróleo e pelo aumento das políticas de incentivo aos biocombustíveis em diversos países, especialmente na Ásia.
A expectativa de ampliação do uso de biodiesel na Indonésia e na Malásia fortaleceu a demanda pelo produto, contribuindo para uma valorização média superior a 8% no período.
Já o farelo de soja apresentou desempenho mais moderado, pressionado pela ampla oferta global resultante do elevado ritmo de esmagamento registrado na América do Sul.
Segundo semestre deve ter preços mais pressionados
A perspectiva para os próximos meses é de continuidade da pressão sobre os preços da soja, especialmente diante da expectativa de colheitas robustas nos Estados Unidos e da manutenção da forte produção brasileira.
O Itaú BBA avalia que uma recuperação consistente das cotações dependerá de dois fatores principais: problemas climáticos relevantes nas regiões produtoras ou aumento expressivo das compras chinesas de soja norte-americana.
Enquanto esses fatores não se confirmam, o mercado deve seguir operando em um ambiente de ampla oferta, elevada competitividade entre exportadores e volatilidade associada às condições climáticas globais.
Para o produtor brasileiro, o cenário reforça a importância do planejamento comercial, da gestão de riscos e do acompanhamento constante dos movimentos internacionais que poderão definir o comportamento dos preços ao longo da safra 2026/27.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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