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Índice Chinês Alcança Menor Patamar em Sete Meses; Bolsas de Hong Kong Também Recua

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Os principais índices de ações da China sofreram uma queda de mais de 1% nesta segunda-feira, com um deles atingindo o menor patamar em sete meses. O movimento reflete a preocupação dos investidores com os fracos dados de inflação no país, acentuando o temor em relação ao desempenho econômico. Paralelamente, as bolsas de Hong Kong também registraram retração, diante do aumento da aversão ao risco na região.

O índice CSI300, que agrupa as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, caiu 1,19%, alcançando o nível mais baixo desde o início de fevereiro. Já o índice da bolsa de Xangai fechou com queda de 1,06%, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 1,42%.

Dados recentes revelaram que o índice de preços ao consumidor da China acelerou em agosto, registrando o maior avanço dos últimos seis meses, impulsionado pela alta nos preços dos alimentos devido a questões climáticas. No entanto, o resultado ficou abaixo das expectativas do mercado. Além disso, a deflação dos preços ao produtor se intensificou, sinalizando uma economia que enfrenta desafios consideráveis.

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As expectativas de que as autoridades chinesas possam adotar medidas mais agressivas de estímulo econômico cresceram com os novos dados. O rendimento dos títulos de longo prazo do país caiu para níveis historicamente baixos, ao passo que a moeda chinesa, o iuan, também se enfraqueceu.

“Até agora, foi uma boa escolha apostar em títulos do governo chinês e evitar os mercados acionários. Esses números sugerem que esse cenário não mudou”, comentou Ben Bennett, chefe de estratégia de investimento e pesquisa da LGIM.

As preocupações com uma possível consolidação da deflação também impactaram fortemente as ações dos setores de energia, matérias-primas e metais na China, que apresentaram quedas expressivas.

Desempenho das bolsas na Ásia
  • Tóquio: O índice Nikkei recuou 0,48%, fechando a 36.215 pontos.
  • Hong Kong: O índice Hang Seng caiu 1,42%, encerrando a 17.196 pontos.
  • Xangai: O índice SSEC perdeu 1,06%, atingindo 2.736 pontos.
  • Xangai e Shenzhen: O CSI300 retrocedeu 1,19%, fechando a 3.192 pontos.
  • Seul: O índice Kospi desvalorizou 0,33%, fechando a 2.535 pontos.
  • Taiwan: O Taiex registrou baixa de 1,36%, fechando a 21.144 pontos.
  • Cingapura: O Straits Times valorizou-se 1,22%, fechando a 3.496 pontos.
  • Sydney: O S&P/ASX 200 recuou 0,32%, fechando a 7.988 pontos.
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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