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Avanço na colheita de soja na área de atuação da Cotripal no Rio Grande do Sul

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Situação Atual da Colheita

Na região de atuação da Cotripal, a colheita de soja já atingiu 25% da área total. A cooperativa, que opera em Panambi e em outros nove municípios do norte do Rio Grande do Sul, cobre uma extensão de terra estimada em 190 mil hectares, mantendo-se semelhante ao ano anterior.

Boas Perspectivas de Produtividade

De acordo com o engenheiro agrônomo Dênio Oerlecke, as produtividades observadas estão dentro das expectativas. A projeção preliminar sugere uma média de cerca de 65 sacas por hectare. No entanto, Oerlecke ressalta que ainda não há uma estimativa consolidada.

Previsão do Tempo e Desafios Futuros

Apesar do progresso na colheita, a meteorologia indica a chegada de chuvas a partir de amanhã e ao longo da próxima semana. Essas condições climáticas podem dificultar o avanço dos trabalhos no campo. A expectativa é que o tempo melhore, permitindo que a colheita prossiga sem interrupções. A meta é concluir a ceifa até o dia 20 de abril.

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Situação da Colheita de Milho

Quanto à colheita de milho, já foi concluída na área de abrangência da Cotripal, que compreende cerca de 11 mil hectares. Destes, aproximadamente 5,5 mil hectares são destinados ao cultivo irrigado, enquanto os outros 5,5 mil hectares são de sequeiro. A produtividade média alcançada foi de 120 sacas por hectare, com destaque para as áreas irrigadas, que alcançaram 150 sacas por hectare, enquanto as áreas não irrigadas registraram 90 sacas por hectare.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol hidratado cai em São Paulo e se aproxima do custo de produção, aponta Cepea

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O preço médio do etanol hidratado nas usinas do estado de São Paulo voltou a registrar queda na última semana, ainda que em ritmo menos intenso do que o observado em abril e maio. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as cotações já se aproximam dos custos de produção das unidades industriais, o que reduz a pressão vendedora no mercado spot.

O movimento confirma um cenário de enfraquecimento gradual dos preços do biocombustível, em meio ao aumento da oferta e à maior competitividade entre etanol e açúcar no mix produtivo das usinas.

Etanol hidratado atinge menor nível desde março de 2024

De acordo com o Cepea, o etanol hidratado registrou recuo de 0,67% na comparação semanal, sendo negociado a R$ 2,2166 por litro. Trata-se da segunda queda consecutiva e do menor patamar nominal desde março de 2024.

Desde o início de março, o combustível acumula desvalorização próxima de 25% na média das usinas paulistas, refletindo um ambiente de maior oferta no mercado interno.

A retração é explicada principalmente pelo aumento da moagem de cana-de-açúcar na região Centro-Sul e pela maior destinação da matéria-prima para a produção de etanol, em um cenário em que o açúcar também apresenta preços limitados de valorização.

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Maior oferta e etanol de milho ampliam pressão sobre preços

Além da maior disponibilidade de cana-de-açúcar, o mercado também é impactado pelo crescimento da produção de etanol de milho, que reforça a oferta total do biocombustível no país.

Segundo o Cepea, a combinação desses fatores sinaliza para um cenário de produção recorde em 2026, o que tende a manter o ambiente de preços pressionados no médio prazo.

Dados do setor apontam que, no Centro-Sul, a moagem de cana cresceu cerca de 34% no início da safra entre abril e meados de maio, enquanto a produção de etanol avançou 46,7% no mesmo período.

Usinas operam próximas do ponto de equilíbrio

Com a forte queda das cotações, agentes do mercado relatam que os preços atuais já se aproximam dos custos de produção das usinas, especialmente em unidades com menor eficiência industrial.

Diante desse cenário, parte dos vendedores optou por reduzir a participação no mercado spot, adotando postura mais cautelosa e aguardando sinais de recuperação das cotações.

A estratégia reflete a tentativa de evitar vendas em níveis considerados pouco remuneradores, em um ambiente de margens mais apertadas para o setor sucroenergético.

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Etanol anidro também registra retração

O etanol anidro, utilizado na mistura com gasolina, também acompanhou o movimento de baixa.

O indicador do Cepea registrou média de R$ 2,5108 por litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins), com recuo de 2,11% na comparação semanal.

A queda reforça a tendência de enfraquecimento geral do mercado de combustíveis derivados da cana-de-açúcar, ainda que em ritmos distintos entre os diferentes tipos de etanol.

Perspectiva do mercado segue atrelada à oferta de cana

O comportamento dos preços nas próximas semanas deve continuar fortemente influenciado pelo ritmo da moagem de cana no Centro-Sul, pela competitividade com o açúcar e pelo avanço da produção de etanol de milho.

Com oferta elevada e demanda relativamente estável, analistas avaliam que o mercado tende a permanecer sensível a ajustes de curto prazo, com oscilações limitadas enquanto não houver mudança significativa no equilíbrio entre produção e consumo.

O cenário reforça a necessidade de gestão mais cautelosa por parte das usinas, que enfrentam um período de margens comprimidas e maior competição entre produtos dentro da própria cadeia sucroenergética.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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