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Queda nos Contratos Futuros de Açúcar nas Bolsas Internacionais

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Os contratos futuros de açúcar registraram queda nas bolsas internacionais na sexta-feira (26), refletindo ajustes de preços após a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) anunciar uma redução de 11% na produção do Centro-Sul do Brasil. Esse recuo é atribuído às chuvas que atingiram as regiões produtoras nas últimas semanas, afetando o volume de produção.

Filipe Cardoso, analista da StoneX Brasil, ressaltou que a situação climática na Ásia, a definição das exportações de açúcar pela Índia e os potenciais impactos do fenômeno climático La Niña são fatores cruciais para a futura evolução dos preços. Embora o cenário global indique um superávit na oferta de açúcar, as mais recentes análises da StoneX apontam que os números estão abaixo das expectativas anteriores. A previsão é de que as condições climáticas nas próximas semanas serão decisivas para o equilíbrio global do mercado, com impactos significativos em regiões como México, União Europeia e países da América Central.

Desempenho nas Bolsas

Na ICE Futures de Nova York, o açúcar bruto terminou o dia em queda. O contrato para outubro de 2024 foi negociado a 18,42 centavos por libra-peso, uma redução de 24 pontos. Já o contrato para março de 2025 registrou uma queda de 19 pontos, sendo negociado a 18,75 centavos por libra-peso.

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Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também apresentou desvalorização. O contrato para outubro de 2024 caiu US$ 4,70, encerrando a US$ 526,70 por tonelada. O contrato para dezembro de 2024 recuou US$ 4,00, fechando a US$ 515,80 por tonelada.

Açúcar Cristal e Etanol

No mercado doméstico, o Indicador Cepea/Esalq registrou um leve aumento no preço do açúcar cristal branco. As usinas comercializaram a saca de 50 quilos a R$ 133,00, representando uma alta de 0,52%. O etanol hidratado também teve aumento, conforme o Indicador Diário de Paulínia, que registrou o biocombustível sendo negociado a R$ 2.679,00 por metro cúbico, uma elevação de 0,62%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de grãos ganham ritmo em 2026, com recorde na soja e avanço logístico global

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O comércio exterior brasileiro de grãos iniciou 2026 com forte desempenho nas exportações de soja e sinais mistos para o milho, segundo o Informativo Mensal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O relatório também destaca recordes de embarques, desafios logísticos globais e avanços na agenda de descarbonização do transporte marítimo.

Soja lidera exportações com recorde mensal em 2026

A soja manteve protagonismo no agronegócio brasileiro. Em abril de 2026, o país registrou embarque recorde de 16,1 milhões de toneladas, reforçando a posição do Brasil como principal exportador global da oleaginosa.

No acumulado do primeiro quadrimestre, as exportações somaram 43,2 milhões de toneladas, acima das 40,1 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025. Para maio, o line-up aponta embarques de aproximadamente 14,1 milhões de toneladas.

A colheita da safra 2025/26 avançou até 94,7% da área, levemente abaixo do ritmo do ano anterior (97,7%), com conclusão já registrada em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Segundo a ANEC, o desempenho reforça a projeção de exportações totais próximas de 110 milhões de toneladas em 2026, consolidando o Brasil como referência global no fornecimento da oleaginosa.

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Milho tem ritmo sazonal mais lento, mas mantém projeção elevada de produção

No mercado de milho, o escoamento seguiu o padrão sazonal mais lento em abril, com embarques de 268 mil toneladas, enquanto o line-up de maio indica cerca de 188 mil toneladas.

Apesar do ritmo moderado nas exportações recentes, a produção da segunda safra segue robusta. A CONAB estima produção total de 139,6 milhões de toneladas, em área de 22,5 milhões de hectares, ligeiramente abaixo do ciclo anterior (141,2 milhões de toneladas), refletindo expectativa de produtividade menor após uma safra anterior excepcional.

Geopolítica no Oriente Médio pressiona custos logísticos globais

O relatório da ANEC também chama atenção para o impacto das tensões no Estreito de Ormuz sobre o comércio internacional. As restrições operacionais na região aumentam a incerteza no transporte marítimo global.

Entre os principais efeitos estão:

  • Alta expressiva nos fretes marítimos
  • Aumento dos prêmios de seguro
  • Elevação do custo da tonelada exportada
  • Impactos indiretos em rotas fora da região do estreito

O cenário reforça a volatilidade do comércio global e pressiona margens do setor exportador brasileiro.

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Etanol de milho ganha espaço no transporte marítimo e avança na agenda verde

Um dos destaques do relatório é o reconhecimento do etanol de milho como biocombustível compatível com o transporte marítimo, com metodologia de intensidade de carbono aprovada pela Organização Marítima Internacional (IMO).

A medida integra esforços globais de descarbonização de um setor responsável por cerca de 2% a 3% das emissões globais de gases de efeito estufa.

Segundo a ANEC, o avanço abre novas oportunidades para o Brasil no mercado internacional de energia, ampliando o papel do milho não apenas como commodity alimentar, mas também como vetor estratégico da transição energética global.

Exportações seguem fortes e consolidam papel do Brasil no agronegócio global

O balanço da ANEC reforça o desempenho consistente do Brasil no comércio internacional de grãos, especialmente da soja, e evidencia a crescente importância da logística e da geopolítica no desempenho do setor.

Ao mesmo tempo, o avanço de biocombustíveis e a ampliação da demanda global mantêm o país em posição estratégica na segurança alimentar e energética mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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