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Incertezas climáticas e adiamento de legislação impactam mercado de café com cotações mistas

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O mercado cafeeiro iniciou a sessão desta quinta-feira (03) com preços mistos nas bolsas internacionais, em meio à expectativa de chuvas para as regiões produtoras do Brasil e à possibilidade de adiamento da Lei Antidesmatamento na União Europeia. De acordo com o Escritório Carvalhaes, o clima severo que tem afetado os cafezais brasileiros, com uma prolongada seca e temperaturas elevadas durante o inverno, tem causado oscilações significativas nas cotações do café tanto em Nova York quanto em Londres.

Outro fator que tem influenciado o mercado é a perspectiva de adiamento da Lei Antidesmatamento da União Europeia. Segundo o portal Barchart, tal adiamento permitiria que estoques certificados de café armazenados na Europa fossem utilizados para atender contratos, o que aliviaria as preocupações sobre uma possível descertificação do produto e limitação dos estoques existentes.

Cotações do robusta e arábica

No café robusta, o contrato de novembro/24 registrava, às 8h50 (horário de Brasília), uma queda de US$ 4, sendo negociado a US$ 5.107 por tonelada. Já o contrato de janeiro/25 subiu US$ 16, alcançando US$ 4.878 por tonelada, enquanto o de março/25 teve uma alta de US$ 43, sendo cotado a US$ 4.694 por tonelada.

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No mercado de café arábica, o contrato de dezembro/24 registrou queda de 30 pontos, sendo negociado a 256,20 cents por libra-peso. O contrato de março/25, por sua vez, subiu 20 pontos, alcançando 254,95 cents por libra-peso, enquanto o de maio/25 teve alta de 30 pontos, sendo cotado a 253,10 cents por libra-peso.

Clima continua a preocupar produtores

Nos últimos dias, algumas áreas produtoras de café robusta no Brasil receberam chuvas moderadas, o que ajudou a mitigar os efeitos da seca durante o crucial período de floração das lavouras. No entanto, de acordo com relatos recebidos pelo portal Notícias Agrícolas, os produtores de café arábica ainda enfrentam grandes dificuldades devido à persistente crise hídrica. A preocupação no setor é grande, já que o prolongado período de estiagem pode ter comprometido o potencial produtivo das plantações. Há a expectativa de que chuvas cheguem a essas regiões nos próximos 10 dias, o que pode aliviar a situação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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