AGRONEGÓCIO

Novo Curso Técnico Reflete Crescimento do Mercado de Biocombustíveis

Publicado em

O Brasil é amplamente reconhecido por liderar a transição energética global, com 88% de sua energia elétrica proveniente de fontes limpas e renováveis. Este patrimônio nacional em transição energética é reforçado por políticas como o RenovaBio, que incentiva o uso de biocombustíveis como etanol e biodiesel.

Na vanguarda da bioenergia, o biodiesel tem se destacado. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que, em 2023, foram entregues 7,34 bilhões de litros de biodiesel, um recorde histórico e um aumento de cerca de 20% em relação a 2022. Esse crescimento é impulsionado por decisões como a do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de aumentar a mistura de biodiesel no diesel fóssil de 10% para 12% (B12) no ano passado, e para B14 em 2024, com previsão de B15 no próximo ano.

Essa expansão cria uma demanda crescente por profissionais especializados. Atenta a essa necessidade, a Fundação Universidade de Passo Fundo (RS), em parceria com a Be8, empresa líder na produção de biodiesel, está lançando o curso Técnico em Biocombustíveis. As inscrições estão abertas, visando formar profissionais capacitados para atender essa demanda crescente e a nova planta industrial da Be8, prevista para 2026.

Leia Também:  Biotrop e Sakata Realizam Hortinov: Inovador Dia de Campo com Tecnologias Biológicas e Hortaliças

O curso é estruturado para habilitar profissionais em diversas áreas, incluindo operação e controle de processos de produção, supervisão de aquisição, comercialização e distribuição de biocombustíveis. O diretor do Integrado UPF, Jonir Dalbosco, enfatiza a importância da colaboração entre instituições educacionais e o mercado de trabalho: “Na educação profissional, precisamos interagir com as indústrias para contribuir com a qualificação e formação continuada dos profissionais, especialmente técnicos de nível médio, que são extremamente importantes.”

Erasmo Carlos Battistella, presidente da Be8, reforça a necessidade urgente de formação profissional no setor: “O Brasil já demonstrou que os biocombustíveis têm um papel crucial na transição energética global. Para avançarmos em nossa estratégia de construir uma companhia de tecnologia global, focada em energias renováveis, dependemos de uma equipe qualificada.”

O curso Técnico em Biocombustíveis terá 1.600 horas/aula, incluindo 400 horas de estágio curricular, e será ministrado presencialmente de segunda a sexta-feira à noite e aos sábados pela manhã. Os candidatos devem ter concluído o ensino médio ou a educação de jovens e adultos (EJA).

Leia Também:  Mercado eleva para 1,68% projeção de expansão da economia em 2024

Inscrições

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

Published

on

A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

Leia Também:  Tarifaço provoca um terremoto na economia mundial e afeta o agronegócio

Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

Leia Também:  Trump reafirma que prazo para novas tarifas termina em 1º de agosto e não será prorrogado

A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA