AGRONEGÓCIO

Incerteza sobre cortes de juros do Fed preocupa participantes globais nas reuniões do FMI

Publicado em

As reuniões do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, em Washington, estão sendo palco de preocupações crescentes entre líderes financeiros globais sobre a relutância do Federal Reserve em cortar as taxas de juros. Este movimento, que contrasta com as expectativas iniciais de flexibilização monetária, está deixando economias de grande e pequeno porte em alerta.

Impacto das Decisões do Fed – A recente mudança de tom do Federal Reserve, indicando menos pressa em cortar as taxas de juros, está gerando repercussões significativas nos mercados globais. Esta alteração está sendo impulsionada por dados econômicos dos Estados Unidos que têm surpreendido positivamente, especialmente em relação à inflação.

Adaptação Necessária – Líderes financeiros, como o ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, destacam a necessidade de adaptação diante dessas mudanças. A valorização do dólar em relação a outras moedas está gerando desafios em diversos países, exigindo uma reavaliação das estratégias econômicas locais.

Negociações Urgentes – Países como Japão e Coreia do Sul têm realizado reuniões urgentes com autoridades americanas, incluindo a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, para discutir possíveis intervenções cambiais e conter os impactos da valorização do dólar em suas economias.

Leia Também:  CGE lança cartilha com perguntas e respostas comuns sobre a Ouvidoria do Estado

Advertência do FMI – O Fundo Monetário Internacional advertiu os bancos centrais asiáticos para que ajam com cautela e evitem seguir de maneira muito próxima as decisões do Fed. Isso pode prejudicar a estabilidade econômica regional, enfatizaram os representantes do FMI.

Determinação Europeia – Enquanto isso, o Banco Central Europeu demonstra intenção de seguir sua própria agenda, planejando um corte nas taxas de juros em junho, independentemente da postura do Fed. Esta abordagem visa garantir a estabilidade da zona do euro e adaptar a política monetária às condições locais.

À medida que as discussões prosseguem durante as reuniões do FMI e do Banco Mundial, líderes financeiros de todo o mundo buscam encontrar soluções para lidar com a incerteza gerada pelas recentes mudanças nas políticas monetárias e seus impactos nos mercados globais.

Com informações da Agência Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

Published

on

A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

Leia Também:  Seduc orienta estudantes sobre prazo para inscrições no Enem 2024 até sexta-feira (14)

O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

Leia Também:  Governos e instituições científicas são melhores fontes sobre vacinas

Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA