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IICA, VCMI e Climate Focus lançam proposta de política para alavancar os mercados agropecuários e de carbono azul de alta integridade na América Latina e no Caribe

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A Iniciativa para a Integridade dos Mercado Voluntários de Carbono (VCMI), o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e a Climate Focus têm o prazer de lançar um policy brief com o objetivo de ajudar aos elaboradores de políticas na região da América Latina e do Caribe (ALC) a entenderem como os mercados voluntários de alta integridade de carbono podem apoiar a ação climática e promover a resiliência nos sistemas de produção de alimentos da região.

De acordo com pesquisas executadas por meio dessa parceria, o setor agropecuário de ALC oferece um potencial imenso para atrair investimento privado para a ação climática e a resiliência por meio do mercado voluntário de carbono, principalmente nas áreas da pecuária, agrossilvicultura, produção de arroz e carbono azul. O financiamento do carbono pode ser mobilizado para acelerar a transformação dos sistemas de produção agropecuária em ecossistemas altamente resilientes, ricos em carbono, produtivos e diversificados.

O projeto continuará fornecendo uma série de documentos de política, destinados a impulsionar o diálogo e o intercâmbio de ideias entre os líderes do setor agropecuário e os elaboradores de políticas nas Américas. Ele fornecerá informações para o desenvolvimento de políticas futuras e contribuirá para a criação de um ambiente que possibilita o investimento financeiro em carbono, ajudando os governos a considerar de forma efetiva as oportunidades e riscos quando se envolverem com desenvolvedores de projetos e investidores.

O policy brief foi desenvolvido com o objetivo de promover ações que possam aumentar o acesso do setor agropecuário a formas inclusivas, transparentes e de alta integridade de financiamento climático. No mês passado, em São José, Costa Rica, os ministros de agricultura da ALC concordaram, por meio de uma declaração conjunta, que essas ações poderiam incluir “financiamento privado por meio de mecanismos como mercados voluntários de carbono, fundos verdes e garantias, entre outros”.

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Manuel Otero, Diretor Geral do IICA, declarou que “o financiamento climático internacional é crítico para que os países da América Latina e do Caribe avancem de forma mais firme e rápida para sistemas agroalimentares mais resilientes, eficientes e sustentáveis. Mercados voluntários de carbono efetivos permitiriam que agricultores da região sejam reconhecidos pelos seus esforços na redução de emissões e melhor gerenciamento da biodiversidade, água e solo, um apelo que o IICA tem feito por meio de iniciativas como Solos Vivos das Américas, liderada em parceria com o cientista renomado Rattan Lal, laureado com o Prêmio Mundial de Alimentação de 2020; e Água e Agricultura, lançada em 2023. Esses programas, bem como a necessidade de desenvolver uma forma de canalizar melhor o financiamento do setor privado para a ação climática, foram apoiados pelos Ministros do hemisfério na mais recente reunião da Junta Interamericana de Agricultura”.

Mark Kenber, Diretor Executivo da VCMI, comentou que “o setor agropecuário na ALC contém um enorme potencial não explorado para atrair capital privado por meio dos mercados voluntários de carbono (MVC), facilitando a transição para sistemas de produção de alimentos de baixas emissões de carbono e altamente resistentes ao clima. O sucesso do investimento em MVC na ALC dependerá do apoio dos governos regionais para o fortalecimento da capacidade institucional essencial para criar um ambiente que possibilita investimentos financeiros de carbono de alta integridade. Na VCMI, o nosso trabalho por meio da Estratégia de acesso se concentra em apoiar regiões e países anfitriões nas suas decisões sobre se envolver com os MVCs e como fazê-lo para maximizar os benefícios para o clima, as comunidades locais e a natureza”.

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Charlotte Streck, Fundadora da Climate Focus, enfatizou que “é hora de o setor agrícola ser beneficiado pelo financiamento do carbono. Em comparação com outros setores, os mercados de carbono falharam na agricultura no passado, principalmente por causa de desafios relacionados à agregação e ao monitoramento. No entanto, com a ajuda do IICA, os governos podem desenvolver e apoiar programas agrícolas transformadores de maior escala que combinem a mitigação e os benefícios econômicos, bem como melhorar a resiliência dos sistemas de produção agropecuária e os meios de vida”.

Fonte: IICA

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de café na Ásia enfrenta escassez de oferta e preocupa traders com riscos climáticos do El Niño

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O mercado de café no Sudeste Asiático segue operando com oferta restrita e baixa liquidez nas últimas semanas, em um cenário marcado pela retenção de vendas no Vietnã, atrasos na colheita da Indonésia e crescente preocupação com os impactos climáticos associados ao possível retorno do fenôeno El Niño. A avaliação é da Hedgepoint Global Markets, que monitora o comportamento do mercado global da commodity.

Segundo a análise, o Vietnã — maior produtor mundial de café robusta — registrou forte desempenho nas exportações até abril da safra 2025/26, embarcando 18,6 milhões de sacas, volume 23,9% superior ao observado no mesmo período do ciclo anterior.

Vietnã reduz disponibilidade de café após vendas aceleradas

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, os produtores vietnamitas aproveitaram os preços elevados, a maior oferta da safra e a menor presença do Brasil nas exportações nos últimos meses para intensificar as vendas no início da temporada.

Com grande parte da produção já comercializada e o país entrando no período de entressafra, os produtores passaram a reduzir o ritmo de novos negócios, diminuindo a disponibilidade de café no mercado internacional.

Esse movimento levou compradores a buscar alternativas na Indonésia. No entanto, o país também enfrenta dificuldades de oferta.

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Chuvas atrasam colheita de café na Indonésia

As chuvas intensas registradas nas últimas semanas provocaram atrasos no início da colheita da safra 2026/27 da Indonésia, reduzindo a disponibilidade imediata do produto e limitando os volumes exportados.

“A safra 26/27 da Indonésia tinha previsão de começar em abril, com volumes maiores chegando ao mercado a partir de maio. No entanto, chuvas intensas ao longo do mês passado atrasaram o início da colheita, limitando a disponibilidade de café”, afirma Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

Oferta restrita sustenta preços do café robusta

O cenário de menor disponibilidade na Ásia também tem sustentado os preços internacionais do café robusta, principalmente porque a entrada da safra brasileira 2026/27 ainda ocorre de forma lenta, apesar da expectativa de produção recorde.

Outro fator que contribui para o suporte das cotações é o fortalecimento do real frente ao dólar, condição que reduz o interesse de produtores brasileiros em acelerar vendas no curto prazo.

El Niño amplia preocupações para próximas safras

Além das restrições imediatas de oferta, o clima segue no radar do mercado cafeeiro global. No Vietnã, abril registrou chuvas abaixo da média após um março mais úmido, aumentando as preocupações sobre a floração e o desenvolvimento das lavouras.

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As atenções do mercado se concentram na possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño ao longo do segundo trimestre, fenômeno que pode afetar a disponibilidade hídrica nas regiões produtoras.

“Até o momento, nenhum impacto negativo foi relatado, e chuvas adicionais são esperadas nos próximos dias, o que deve proporcionar algum alívio aos agricultores”, destaca Laleska Moda.

Segundo a analista, os maiores riscos climáticos ainda estão concentrados nas próximas temporadas.

“Os principais riscos são vistos atualmente para a safra 27/28, já que o El Niño poderia restringir a disponibilidade de água para irrigação e atrasar a floração do café”, afirma.

Mercado segue atento à oferta global de café

Com estoques reduzidos no Vietnã, atraso da colheita na Indonésia e incertezas climáticas para os próximos ciclos, o mercado internacional de café segue monitorando de perto a evolução da oferta asiática.

A combinação entre menor disponibilidade imediata e riscos climáticos futuros mantém o setor em alerta e reforça a volatilidade nas cotações globais do café robusta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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