AGRONEGÓCIO

Impulsionando a transformação digital na produção de frutas em Roraima

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A Dimitra Incorporated, uma empresa líder em sistemas empresariais baseados em blockchain para AgTech, impulsionando a agricultura produtiva, inteligente e inclusiva, está colaborando com a ABRAFRUTAS. RORAIFRUTAS e CERES. Juntas, elas desenvolveram um projeto com o Governo do Estado de Roraima, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE/RR) do Brasil e a Federação da Agricultura e Pecuária de Roraima (FAERR).

Essas organizações têm como objetivo implementar tecnologias sustentáveis na produção de frutas em Roraima. Além disso, será focado na disseminação de soluções tecnológicas que promovam a transformação digital na agricultura, impulsionando o financiamento rural e aprimorando a sustentabilidade social, econômica e ambiental do setor.

Compromisso com a Transformação Digital

Localizado na região amazônica, Roraima é o estado com a maior taxa de crescimento agrícola. Representa a nova fronteira agrícola do agronegócio brasileiro. Roraima possui características ideais e potencial para um modelo de desenvolvimento sustentável. Esse modelo se baseia em pequenos agricultores, agricultura familiar e indígena, agronegócio, comércio, serviços e turismo.

Durante a EXPOFERR 2023, as partes envolvidas firmaram um acordo para promover a transformação digital e o financiamento rural para produtores de frutas no estado. Esse acordo representa um compromisso com o desenvolvimento tecnológico e o crescimento econômico sustentável na região.

Diego Costa, Diretor da Dimitra para a América Latina, destaca a importância de colaborar com parceiros tão importantes: “É uma honra para nós trabalhar com instituições de alta respeitabilidade em todo o Brasil, como a FAERR/SENAR System, SEBRAE e ABRAFRUTAS, e colaborar com um governo que demonstra maturidade tecnológica e uma notável inclinação para a inovação.”

A Importância da Cooperação

Primeiramente, temos a FAERR, representando os produtores rurais de Roraima. Eles se concentram em fornecer orientação estratégica, defesa de direitos e oportunidades de desenvolvimento agrícola. Trabalham em parceria com a CNA e o SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), ambas federações estaduais que visam fortalecer o setor rural e capacitar os produtores.

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Outra organização que trabalha para promover mudanças é o SEBRAE. Essa organização impulsiona micro e pequenas empresas, estimulando a competitividade e o crescimento sustentável. Além disso, com programas de treinamento, acesso ao crédito e promoção da educação empreendedora desde cedo, trabalha em parceria financeira para desenvolver habilidades.

Por último, mas não menos importante, temos a Abrafrutas, composta por aproximadamente 80 produtores associados de exportação. Na realidade, esses produtores representam cerca de 80% do volume total de frutas frescas exportadas pelo Brasil. Focada em unir produtores e processadores, a organização busca continuamente aprimorar a comercialização e realizar campanhas promocionais por meio de suas empresas associadas.

O projeto colaborativo tem como objetivo fornecer tecnologia e assistência técnica aos agricultores. Os agricultores estão sendo introduzidos a métodos inovadores para financiar novas áreas, reabilitar áreas degradadas e implementar variedades mais produtivas. Embora o setor de cacau seja inicialmente o foco principal, há planos de expansão para outras culturas.

Como funcionará?

Por meio de imagens de satélite e sensoriamento remoto, a primeira fase do projeto analisará a adequação das regiões de Roraima para a produção de cacau, identificando as áreas mais propícias à produção.

Em seguida, será desenvolvido um plano de negócios. Ele identificará todos os custos necessários para o plantio e manutenção do cacau. Isso inclui tecnologia, sensores, mudas, fertilizantes e assistência técnica. Com isso em mente, todos os aspectos tecnológicos serão fornecidos pela Dimitra, disponibilizando a Plataforma Cacau Conectado para os agricultores.

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Tokenização no setor de cacau

Após identificar os custos de produção e mapear os produtores que implementarão novas áreas de cacau, serão estruturados vários projetos de financiamento coletivo. Cada unidade de investimento, representando uma área definida, será mapeada e transformada em um ativo digital (NFT), permitindo que os produtores levantem os recursos necessários de investidores trazidos por instituições e investidores de criptomoedas de todo o mundo.

Nesse cenário, o token DMTR desempenhará um papel crucial na facilitação desse financiamento, permitindo que investidores se tornem parceiros de produtores rurais brasileiros usando DMTRs, recebendo uma parte dos lucros enquanto ajudam a preservar a natureza rica em biodiversidade da região.

Além disso, as partes buscarão estabelecer parcerias com uma vasta rede de lojas e fornecedores de insumos e equipamentos. Os produtores podem adquirir pontos (DMTRs) para acessar descontos ao comprar produtos necessários para suas operações agrícolas.

“A RORAIFRUTAS está comprometida em promover soluções tecnológicas que impulsionam o desenvolvimento sustentável do cultivo de frutas em Roraima. É uma oportunidade única e inovadora para nós trabalharmos com a Dimitra e inserir os agricultores de Roraima no mundo digital, mesclando diferentes universos que se complementam de forma única. O estado de Roraima e a região amazônica apresentam condições únicas e um interesse coletivo em promover a agricultura sustentável, contribuindo para a produção de alimentos, combatendo a fome e, ao mesmo tempo, preservando e recuperando a floresta com práticas de cultivo de frutas e agroflorestais”, finaliza Ilaine Henz, presidente da RORAIFRUTAS, entidade que representa a ABRAFRUTAS em Roraima.

Fonte: Dimitra

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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