AGRONEGÓCIO
Governança no Campo: Como a Gestão Financeira Virou Chave para Acessar Crédito Rural
Publicado em
1 de agosto de 2025por
Da Redação
O agronegócio brasileiro se prepara para um novo ciclo de investimentos, com o Plano Safra 2025/26 destinando impressionantes R$ 605 bilhões ao setor. Desse total, R$ 414,7 bilhões são para custeio e comercialização, e R$ 101,5 bilhões para investimentos, contando ainda com a robusta participação do BNDES, que injetará R$ 70 bilhões — 5% a mais que no ciclo anterior. No entanto, em meio a essa injeção de recursos, uma nova realidade se impõe: bancos e investidores estão cada vez mais seletivos, exigindo dos produtores rurais uma gestão estruturada e transparente para conceder acesso às melhores condições de crédito.
A Exigência dos Bancos: Transparência e Dados Organizados
Com o aumento da demanda por crédito e a maior seletividade do mercado, a governança e a regularidade fiscal se tornaram pilares fundamentais. Para conseguir financiamentos vantajosos, o produtor precisa apresentar dados financeiros organizados, históricos de safra consistentes e informações claras sobre a operação da fazenda. Essa nova demanda impulsiona a adoção de tecnologias e serve de alerta para aqueles que ainda não investem em ferramentas de gestão.
A Solução Digital: Plataformas como o +G3 da Connectere
Diante desse cenário, plataformas digitais como o sistema +G3 da Connectere Agrogestão surgem como aliadas estratégicas. A ferramenta centraliza em um único ambiente:
- Fluxo de caixa detalhado.
- Histórico de safras e produtividade.
- Controle de endividamento.
- Previsão de gastos e receitas.
- Relatórios gráficos e indicadores de desempenho.
O +G3 também audita registros automaticamente e gera relatórios em linguagem acessível, facilitando o diálogo com contadores, bancos e investidores. “Quem tem gestão profissionalizada consegue melhores condições e mais segurança nos investimentos”, destaca Marcelo Lagemann, CEO da Connectere.
Primeiros Passos: Organização Mesmo Sem Sistema Digital
Para produtores que ainda não utilizam uma ferramenta digital, é possível iniciar a organização da gestão com medidas simples e progressivas:
- Centralize informações: Utilize planilhas ou cadernos organizados para registrar datas, volumes, preços e custos detalhados por cultura.
- Registre receitas e despesas: Faça um controle mensal de todas as entradas e saídas para começar a montar um fluxo de caixa.
- Separe contas: Mantenha as finanças da fazenda separadas das contas pessoais para uma visão clara dos resultados da atividade rural.
- Monte um histórico de produtividade: Registre o desempenho por talhão; esses dados ajudam a justificar investimentos e projetar resultados.
- Acompanhe o endividamento: Anote valores, taxas, prazos e garantias de cada operação de crédito.
- Consulte o contador: Compartilhe os dados organizados e peça apoio na geração de relatórios simples de desempenho.
Essas práticas fundamentais ajudam a construir uma base de dados confiável, que se torna um diferencial competitivo na busca por crédito, mesmo antes da adoção de tecnologias avançadas.
Gestão como Vantagem Estratégica e Compliance
Produtores que utilizam sistemas como o +G3 relatam que a estruturação automática dos dados é decisiva nas negociações com instituições financeiras. A apresentação de históricos detalhados e a comprovação da regularidade fiscal já resultaram na aprovação de operações com prazos mais longos e sem a necessidade de garantias adicionais.
Essa gestão estruturada também atende às diretrizes do Banco Central, que ampliou as exigências de compliance para a concessão de crédito rural. Ao fornecer relatórios auditáveis, simulações de cenários e centralização de dados, a Connectere capacita o produtor a se posicionar com maior confiança no mercado financeiro.
Transformando Dados em Decisões Inteligentes
Independentemente de usar um sistema ou métodos manuais, a gestão baseada em dados permite tomadas de decisão mais seguras e eficientes:
- Identificar gargalos: Acompanhe o fluxo de caixa para encontrar pontos de melhoria na rentabilidade.
- Planejar safra: Baseie o planejamento futuro em resultados de safras anteriores.
- Simular cenários: Antecipe medidas de proteção financeira ao simular cenários de preços e custos.
- Monitorar indicadores: Acompanhe métricas como custo por hectare e margem dos negócios.
- Apresentar evolução: Demonstre de forma clara o desenvolvimento da fazenda a bancos e investidores.
Em um cenário de crescentes exigências e fiscalizações, a gestão deixou de ser um diferencial e se tornou um requisito básico para o sucesso. A profissionalização da administração da fazenda, aliada a dados confiáveis e uma visão estratégica, é o caminho mais seguro para garantir acesso ao crédito rural em melhores condições e impulsionar o crescimento sustentável do agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento
Published
6 dias agoon
8 de outubro de 2026By
Da Redação
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.
A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.
O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.
A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.
“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.
“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.
Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.
Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.
Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.
Fonte: Pensar Agro
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