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Avaliações do 2º Concurso Brasileiro de Vinhos de Mesa Reúnem Especialistas na Serra Gaúcha

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Entre os dias 14 e 16 de agosto, o Laboratório de Análise Sensorial da Embrapa Uva e Vinho, localizado em Bento Gonçalves (RS), será o cenário da avaliação sensorial das 180 amostras inscritas na segunda edição do Concurso Brasileiro de Vinhos de Mesa (CBVM). Este concurso tem como objetivo destacar a qualidade dos vinhos de mesa produzidos no Brasil, com amostras provenientes de estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Pernambuco sendo avaliadas às cegas por um painel de jurados especializados.

Valorização do Vinho de Mesa

Luciano Rebellatto, presidente do Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS), ressalta que o vinho de mesa é um elemento fundamental da identidade cultural e econômica do Brasil. “O vinho de mesa representa a maior parte do consumo nacional e carrega a tradição de gerações de vitivinicultores que dedicam sua paixão e expertise para oferecer qualidade à mesa dos brasileiros. Este concurso celebra e valoriza essa importante categoria,” afirma Rebellatto.

Importância da Avaliação e Desenvolvimento

Adeliano Cargnin, chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, acrescenta que o concurso é uma ferramenta essencial para avaliar a crescente qualidade dos vinhos de mesa brasileiros. “A Embrapa valoriza este segmento e tem se empenhado no desenvolvimento de cultivares de uva e na orientação de produtores para aprimorar a qualidade dos vinhos. Os resultados deste concurso refletirão o progresso alcançado,” observa Cargnin.

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Apoio e Objetivos do Evento

O concurso conta com o apoio de diversas entidades, incluindo a Associação Gaúcha de Vinicultores (AGAVI), a Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho), e o Sindivinho-RS, entre outras. O objetivo é selecionar os melhores vinhos de mesa do país e promover a valorização desta categoria.

Processo de Avaliação

Zoraida Lobato, idealizadora do concurso, destaca que o evento visa auxiliar o consumidor na escolha de vinhos de qualidade. “Os vinhos que recebem o selo do concurso foram avaliados e reconhecidos por uma comissão de especialistas. Isso proporciona aos consumidores uma garantia adicional de qualidade,” explica Lobato.

O presidente do Concurso, jornalista Eduardo Viotti, enfatiza que o processo de apuração é independente e transparente. A ficha de degustação segue padrões internacionais, avaliando aspectos visuais, olfativos e gustativos dos vinhos. Todos os produtos inscritos recebem uma nota final, mesmo que não sejam premiados. Medals e diplomas serão concedidos a um terço dos vinhos inscritos, e os resultados serão divulgados em 22 de agosto.

Jurados Confirmados
  1. Adriano Mazzarolo – Enólogo da Embrapa Uva e Vinho, responsável pelo Laboratório de Inovação Enológica.
  2. Amarildo Nespolo – Auditor Fiscal Federal Agropecuário e especialista em fiscalização de vinhos.
  3. Bruno Cisilotto – Tecnólogo em Viticultura e Enologia, com experiência em ensino e pesquisa.
  4. Giuliano Elias Pereira – Pesquisador em enologia da Embrapa, com doutorado em Viticultura e Enologia.
  5. Irineu Guarnier – Jornalista e sommelier internacional, especializado em vinhos.
  6. João Carlos Taffarel – Analista da Embrapa com experiência em vitivinicultura e análise sensorial.
  7. Leo Duc da Conceição – Pesquisador da Embrapa, coordenador do Banco de Germoplasma de Uva.
  8. Mauro Zanus – Engenheiro Agrônomo da Embrapa, com vasta experiência em pesquisa de vitivinicultura.
  9. Raquel Bondan de Lima Colombo – Tecnóloga em Viticultura e Enologia, especialista em gestão vitivinícola.
  10. Vinicius Caliari – Químico Industrial e pesquisador em enologia, coordenador de projetos para melhorar a qualidade dos vinhos de Santa Catarina.
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O Concurso Brasileiro de Vinhos de Mesa continua a ser um evento crucial para o reconhecimento e aprimoramento da produção vinícola no Brasil, promovendo a qualidade e a diversidade dos vinhos nacionais.

Com informações do Concurso Brasileiro de Vinhos de Mesa

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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