Dois municípios de Goiás estão no ranking dos 10 mais ricos no setor do agronegócio; é o que revelou um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os municípios são Rio Verde e Jataí, que ocupam respectivamente a quarta e a oitava posição na lista.
O instituto chegou a essa classificação por meio da pesquisa pelos municípios com a maior produção de grãos, dos cálculos do investimento nas lavouras e dos rendimentos gerados por ela. Por meio dessa análise, foi revelado que os agricultores de Rio Verde, no sudoeste goiano, alcançaram juntos um lucro de R$ 7,9 bilhões.
O lucro somado dos agricultores de Jataí, no sul goiano, alcançou a casa dos R$ 6,2 bilhões.
Outro município que merece menção honrosa, por estar na décima primeira posição do ranking, é Cristalina, que fica no entorno do Distrito Federal. O lucro da cidade foi de R$ 5,4 bilhões, e, junto das outras mencionadas, foi uma das responsáveis pelos R$ 830 bilhões a mais alcançados pelo agronegócio brasileiro em 2022.
Panorama
Goiás tem 14 municípios na lista dos 100 mais ricos do agro, de acordo com o IBGE. Isso torna o estado o segundo que mais contribui no setor, sendo superado apenas por Mato Grosso, que tem 41 municípios no ranking. O Centro-Oeste, em conjunto, tem 67 municípios na lista.
Uma matéria publicada pela revista Piauí, também feita com base em dados do IBGE, revela que Goiás e o Centro-Oeste como um todo também são destaque na criação de bovinos. O estado, junto do Mato Grosso, possui mais bois do que a Argentina, de acordo com a revista.
No ranking geral de rebanho bovino, Goiás está na terceira posição, atrás de Mato Grosso e Pará. A criação de bovinos goianos tem uma participação de 10,4% no rebanho nacional. Mato Grosso tem 34,2 milhões de bois, e Goiás, 24,4 milhões, somando 58,6 milhões. A Argentina tem 54,2 milhões de bois.
Papel do IBGE
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística participa do crescimento do agronegócio, publicando dados anualmente, semestralmente e trimestralmente sobre o agronegócio brasileiro, o que permite ao agricultor estadual e municipal ver quais estratégias têm funcionado e o que tem se colocado como obstáculo à produção.
Além do Censo Agropecuário, o IBGE faz também levantamentos, como Produção Agrícola Municipal (PAM); Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM); Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA); Pesquisa de Estoques; e Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física – Divulgação Regional.
Para fazer esses levantamentos ao longo de todo o território nacional, o instituto necessita recrutar pesquisadores. Essa contratação geralmente ocorre, principalmente, por meio do concurso do IBGE.
Fonte: Conversion + Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio