AGRONEGÓCIO

IGP-DI recua 0,50% em março e indica desaceleração da inflação

Publicado em

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) apresentou retração de 0,50% em março, conforme dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Em fevereiro, o indicador havia registrado alta de 1,00%. Com o resultado, o IGP-DI acumula elevação de 0,60% no ano e avanço de 8,57% nos últimos 12 meses. No mesmo período do ano anterior, o índice havia recuado 0,30% em março e acumulava queda de 4,00% em 12 meses.

“Os três componentes do IGP apresentaram desaceleração no mês. No Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), a perda de ritmo foi influenciada pelas quedas nos preços do minério de ferro, da arroba bovina e do arroz. No Índice de Preços ao Consumidor (IPC), destacaram-se as retrações nas passagens aéreas, no arroz e na energia elétrica. Já no Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), os principais fatores negativos foram os vergalhões de aço e os tubos de PVC”, afirmou André Braz, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (FGV IBRE).

IPA apresenta queda de 0,88% em março

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou recuo de 0,88% em março, após ter avançado 1,03% em fevereiro. Ao se analisar os estágios de processamento, verifica-se que o grupo Bens Finais cresceu 0,47%, embora em ritmo inferior ao mês anterior, quando registrou alta de 0,79%.

Leia Também:  Qualidade irregular do trigo e demanda retraída limitam avanços no mercado brasileiro

O índice de Bens Finais (ex), que desconsidera os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, passou de 0,08% em fevereiro para 0,10% em março. Em contrapartida, o grupo Bens Intermediários apresentou queda de 0,29%, após alta de 0,51% no mês anterior. O indicador de Bens Intermediários (ex), que exclui combustíveis e lubrificantes para produção, teve leve alta de 0,01%, inferior à variação de 0,06% registrada anteriormente.

O estágio das Matérias-Primas Brutas teve a maior retração entre os grupos, com queda de 2,10% em março, revertendo o aumento de 1,53% observado em fevereiro.

IPC desacelera para 0,44%

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou alta de 0,44% em março, desacelerando frente à elevação de 1,18% registrada em fevereiro. Entre os oito grupos que compõem o índice, quatro registraram redução em suas taxas de variação: Habitação (de 3,80% para 0,52%), Transportes (de 1,41% para 0,41%), Despesas Diversas (de 1,07% para 0,32%) e Vestuário (de 0,14% para -0,01%).

Em sentido oposto, os grupos Educação, Leitura e Recreação (de -2,54% para -1,21%), Alimentação (de 1,02% para 1,19%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,38% para 0,56%) e Comunicação (de 0,28% para 0,32%) apresentaram aceleração em suas taxas.

Leia Também:  Planejamento: Fundamento da Sucessão Familiar no Agronegócio
Inflação subjacente e difusão de preços

O Núcleo do IPC registrou variação de 0,46% em março, levemente abaixo dos 0,48% observados em fevereiro. Dos 85 itens que compõem o índice, 40 foram excluídos do cálculo do núcleo. Dentre eles, 22 apresentaram variação inferior a 0,12% (limite inferior) e 18 superaram 0,80% (limite superior).

O Índice de Difusão, que mede o percentual de itens com variação positiva, foi de 62,58% em março, recuando 1,94 ponto percentual em relação aos 64,52% registrados no mês anterior.

INCC apresenta leve recuo na taxa de variação

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,39% em março, levemente abaixo dos 0,40% apurados em fevereiro. Entre os três componentes do índice, houve comportamentos distintos:

Materiais e Equipamentos: desaceleração de 0,42% para 0,24%;

  • Serviços: queda de 0,42% para 0,23%;
  • Mão de Obra: aceleração de 0,37% para 0,61%.

Essas variações indicam uma leve moderação nos custos do setor da construção civil, com destaque para a influência da mão de obra no desempenho do índice.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Produtividade do agro dispara quase 10% e consolida revolução digital no campo brasileiro

Published

on

O agronegócio brasileiro vive uma transformação estrutural que já se reflete diretamente nos indicadores de produtividade. Dados recentes do FGV IBRE mostram que a produtividade do trabalho no setor agropecuário avançou 9,9% por hora trabalhada no quarto trimestre de 2025, evidenciando um ritmo de crescimento significativamente superior ao de outros segmentos da economia.

Na mesma base de comparação, a indústria registrou alta de 1,8%, o que coloca o agro em um patamar de expansão aproximadamente cinco vezes maior no período. No acumulado do ano, o setor já soma crescimento superior a 13% nesse indicador, reforçando sua posição como um dos principais vetores de eficiência da economia brasileira.

Digitalização redefine modelo produtivo no campo

O avanço da produtividade no agro está diretamente ligado à mudança no modelo de produção. Historicamente baseado na experiência prática e em decisões reativas, o setor passou a operar com base em dados estruturados, integrando tecnologias como sensores, conectividade, inteligência artificial e sistemas de gestão.

Esse novo padrão ganha visibilidade em eventos como a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), onde soluções voltadas à digitalização da produção têm sido apresentadas como o novo pilar da operação agrícola.

Dados, genética e gestão explicam salto de eficiência

De acordo com especialistas, o desempenho do setor é resultado de uma combinação de fatores estratégicos. Entre os principais estão:

  • Uso intensivo de dados: decisões orientadas por informação substituem práticas baseadas em percepção
  • Avanços genéticos: ganhos expressivos em produtividade de culturas e rebanhos
  • Gestão profissional: produtores passam a atuar com planejamento, controle e visão empresarial
  • Pressão global: competitividade internacional exige eficiência contínua
Leia Também:  Oferta restrita mantém preços do milho firmes em fevereiro no mercado brasileiro

Instituições como a Embrapa e a Epamig têm papel central nesse avanço, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico e científico aplicado ao campo.

Tecnologia vai além da mecanização

A mecanização, antes principal símbolo de modernização, deixou de ser o diferencial competitivo. Hoje, o ganho de eficiência está na inteligência embarcada nas operações.

Máquinas agrícolas passaram a operar como sistemas conectados, capazes de receber dados via satélite, ajustar operações em tempo real e executar tarefas com precisão. O foco mudou da força mecânica para a capacidade de interpretar dados e otimizar resultados.

Inovação no campo ganha escala com novas tecnologias

Na prática, a transformação digital no agro já é visível em diversas frentes:

  • Tratores autônomos com navegação por georreferenciamento
  • Drones para monitoramento em tempo real das lavouras
  • Sensores de solo para análise de umidade e nutrientes
  • Softwares de gestão integrando dados operacionais, financeiros e logísticos

Essas tecnologias permitem decisões mais rápidas, precisas e com menor margem de erro ao longo de todo o ciclo produtivo.

Investimentos em tecnologia aceleram transformação

O avanço da produtividade também acompanha o aumento dos investimentos no setor. Segundo dados da CNA em parceria com o Cepea/USP, os aportes em tecnologia no agronegócio devem atingir R$ 25,6 bilhões em 2025, crescimento de 21% em relação ao ano anterior.

Leia Também:  Brasil desponta no mercado de crédito de carbono no agronegócio

Quase metade desse volume é destinada a soluções digitais, como coleta e análise de dados, integração de sistemas e aplicações de inteligência artificial.

Desafio ainda é ampliar acesso e conectividade

Apesar dos avanços, a adoção de tecnologia ainda ocorre de forma desigual. Grandes produtores lideram esse movimento, enquanto médios e pequenos enfrentam desafios relacionados a custo e, principalmente, infraestrutura.

A conectividade no campo segue como um dos principais gargalos. Sem acesso à internet de qualidade, a digitalização plena da produção ainda encontra limites em diversas regiões do país.

Por outro lado, o crescimento das agtechs, o apoio de cooperativas e a popularização de soluções via dispositivos móveis indicam uma tendência de democratização do acesso à tecnologia, ampliando o alcance da revolução digital no campo brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA