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IFPA Lança Campanha para Incentivar o Consumo de Banana e Uva em Alta na Safra

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O período de safra da banana e da uva, duas frutas que são verdadeiras queridinhas do brasileiro e de consumidores ao redor do mundo, traz uma oportunidade especial. A IFPA, entidade global que representa a indústria de produtos frescos, lançou a Campanha de Sazonalidade voltada para estimular o consumo dessas frutas no varejo.

Para apoiar os comerciantes, a IFPA oferece um kit gratuito que inclui materiais para redes sociais, com informações sobre os benefícios das frutas, imagens atrativas, folhetos, um e-book de receitas e vídeos, facilitando a execução de campanhas de marketing.

A safra de banana de 2024, no entanto, apresentou uma considerável instabilidade. Rafaela Fava, diretora da Frutas Fava, um dos maiores produtores de banana do Brasil e conselheira da IFPA, explica que o início do ano foi marcado por uma produção abundante e preços baixos, resultado da alta oferta. “Contudo, a partir de maio, a situação mudou drasticamente. Secas intensas, seguidas por um período de frio, afetaram negativamente tanto a produção quanto a qualidade das bananas. A seca reduziu a produção e elevou os preços, enquanto o frio comprometeu a aparência das frutas. Embora a região norte de Minas Gerais tenha mantido uma produção de boa qualidade, a média nacional foi prejudicada. Estima-se que a produção continuará instável até dezembro, com uma recuperação gradual e redução dos preços”, conclui Rafaela.

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A safra de uva de 2024 enfrentou desafios ainda mais severos. Junior Silveira, sócio-diretor da Xportare, destaca que as chuvas excessivas no primeiro semestre causaram diversos problemas para os produtores. “As uvas maduras racharam, a floração foi afetada pela umidade excessiva e o aumento de doenças foi uma consequência direta desse cenário. Como resultado, a produção de uva em 2024 deve apresentar uma redução de 20% a 30% em comparação aos anos anteriores. Apesar da diminuição na produção, a qualidade das uvas está sendo considerada boa, e os preços no mercado interno e externo estão elevados”, explica Junior.

Tanto a banana quanto a uva enfrentaram dificuldades significativas em 2024, especialmente devido às condições climáticas adversas. No entanto, essas frutas permanecem essenciais para a economia brasileira e possuem um mercado consumidor robusto.

A Campanha de Sazonalidade da IFPA visa enfrentar os desafios enfrentados por essas culturas. Para acessar o kit gratuito das campanhas de Sazonalidade da Banana e da Uva, os varejistas podem acessar os links: UVA – Campanha de Uva 2024 e BANANA – Campanha de Banana 2024. Utilizando os materiais da campanha, os varejistas contribuem para a promoção da educação e fortalecimento do setor de frutas, flores e legumes no Brasil.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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