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Escoteiros realizam ação de educação ambiental no Horto Florestal Tote Garcia

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A Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano realizou, no último final de semana, uma ação especial de educação ambiental com o grupo de escoteiros Real Parque, que há dois anos frequenta o Horto Florestal Tote Garcia. Desta vez, cerca de 30 participantes, entre eles crianças na fase inicial, classificadas como lobinhos, vivenciaram uma programação diferenciada voltada ao aprendizado e à conscientização sobre o meio ambiente e o papel de cada cidadão na construção de cidades sustentáveis.

A atividade teve início com uma roda de conversa sobre o tema “Cidades Sustentáveis”, abordando a importância da preservação ambiental, da arborização urbana e das ações cotidianas que contribuem para a melhoria da qualidade de vida. Em seguida, os escoteiros participaram de uma oficina prática de produção de mudas, aprendendo sobre o processo de plantio e os cuidados necessários para o desenvolvimento das plantas.

Para encerrar o encontro de forma lúdica e participativa, foi realizada uma gincana ecológica, por iniciativa do próprio grupo, entusiasmado com a experiência. Nela, os jovens foram desafiados a produzir o maior número possível de mudas, unindo diversão, aprendizado e compromisso com o meio ambiente.

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O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, José Afonso Portocarrero, ressaltou que ações de educação ambiental como essa são fundamentais para fortalecer o sentimento de pertencimento e responsabilidade com o meio em que se vive. “Cada gesto de cuidado, cada nova árvore plantada, cada atitude sustentável faz diferença na construção de uma cidade melhor, como todos almejam”, frisou.

A gerente de Educação Ambiental, Zilda Helena Silva, acompanhou o trabalho dos escoteiros e foi responsável pela palestra sobre o tema. Ela destacou que “a ação reforça o compromisso da Secretaria com a educação ambiental e com o estímulo a práticas sustentáveis desde a infância, fortalecendo o vínculo entre a comunidade e os espaços verdes da cidade”.

A programação superou as expectativas tanto dos organizadores quanto dos participantes. “Foi gratificante ver o entusiasmo e a alegria das crianças durante as atividades, demonstrando que iniciativas como essa despertam o interesse e o carinho pelo meio ambiente desde cedo”, observou o diretor de Planejamento Ambiental, Fábio Moura.

Vale ressaltar que a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano conta com uma coordenadoria responsável pela Educação Ambiental, e ações desse tipo serão cada vez mais frequentes, fortalecendo a integração entre a sociedade, o Horto Florestal e a construção de uma cidade mais verde e sustentável.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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