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hEDGEpoint atualiza estimativa de safra de soja 23/24 brasileira pra 150,1M ton

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Desta vez, no entanto, parece que as mudanças estão ficando menores mês a mês. Uma divergência importante permanece no mercado. Enquanto o USDA mantém um número alto 156M ton (-1M ton M/M), a Conab reduziu suas estimativas para 149,4M ton (-6M ton M/M), o que está mais em linha com outros agentes.

“Após esses importantes relatórios, pretendemos atualizar nosso número de safra e mostrar um pouco do que está por trás dele. Primeiro, vamos entregar o ouro: o número da safra de fevereiro da hEDGEpoint é de 150,1M ton, abaixo dos 153,4M ton de janeiro. A consolidação adicional das perdas devido ao mal começo da safra foi um motivo. Entretanto, as condições climáticas foram melhores em janeiro, o que ajudou a estancar o sangramento”, afirma Pedro Schicchi, analista de Grãos & Oleaginosas da hEDGEpoint Global Markets.

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“Durante a revisão do mês passado, estávamos bem no “olho do furacão”. Desta vez, embora ainda não estejamos fora de perigo, a quantidade de lavouras que já atingiram a maturidade ou foram colhidas é muito maior.

Ainda assim, há uma parcela significativa da safra nos estágios reprodutivos. Isso é especialmente verdadeiro para os estados produtores nos extremos (Rio Grande do Sul e MATOPIBA), que plantam e colhem mais tarde do que os outros. A consequência é que, como uma menor parcela da produção está “em risco”, as mudanças em novas revisões nos números de safra devem começar a diminuir”, explica o analista.

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As condições climáticas em janeiro representaram uma melhora em relação a dezembro na maioria das regiões, o que, sem dúvida, ajudou a evitar mais perdas em nível nacional. As temperaturas foram mais amenas durante o mês e a precipitação foi maior, em média, embora não em todas as regiões.

“Entrando em fevereiro, as precipitações continuam favoráveis, embora não em todos os lugares. Entre as duas regiões com a maior parcela de culturas “em risco”, os níveis médios de precipitação ao longo do mês são melhores no MATOPIBA, em comparação com o Rio Grande do Sul. As temperaturas mais quentes do que o normal continuam a ser a norma neste ciclo”, observa.

Em média, uma planta de soja precisa de ~8 mm/dia de chuva para prosperar nos estágios reprodutivos de seu desenvolvimento.

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NDVI

Por fim, o último input considerado em nossos modelos é o Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI). O NDVI é usado para quantificar o “quão verde” está a vegetação e é útil para entender a densidade da vegetação e avaliar as mudanças na saúde das plantas (USGS). Embora não seja perfeita, a medida tem uma boa correlação com a produtividade.

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“Vários blocos de estados importantes no Brasil, apesar de piores do que no ano passado, permaneceram próximos da média de 20 anos durante toda a temporada. Exemplos são Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. É claro que isso é verdade no conjunto, mas pode não ser verdade quando se fala de regiões específicas dentro desses estados. Os extremos (MATOPIBA e Rio Grande do Sul) tiveram um início de temporada muito ruim, mas se recuperaram quando chegamos a janeiro e as condições climáticas melhoraram”, pontua.

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Em resumo, o fim das contas é que, na opinião da hEDGEpoint, os números continuam caindo, e não sem razão. No entanto, condições melhores estancaram o sangramento até certo ponto e, com uma parcela menor da produção em risco, as alterações nas estimativas devem começar a diminuir à medida que avançamos.

Fonte: hEDGEpoint Global Markets

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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