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Idosos compartilham alegria e fortalecem laços em Festa Julina do CCI Padre Firmo

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O Centro de Convivência para Idosos (CCI) Padre Firmo Pinto Duarte Filho promoveu o tradicional baile e a Festa Julina, reunindo idosos, familiares e servidores em um momento de celebração, integração e valorização da cultura popular. Um dos momentos mais aguardados da programação foi a tradicional quadrilha maluca, que arrancou sorrisos e garantiu a participação dos idosos, na manhã desta quarta-feira (8).

A festa também contou com comidas típicas, apresentação teatral e diversas atividades recreativas, reforçando a importância da convivência social, do resgate das memórias afetivas e da preservação das tradições. A animação ficou por conta da dupla Eduardo Braga e Ketylen Reis, que embalou o público com muito forró e um repertório junino.

A gerente do CCI Padre Firmo, Ely Ane Campos de Arruda, destacou que a Festa Julina reúne familiares e idosos de outras unidades em um momento de celebração. Segundo ela, além de fortalecer amizades, a festividade proporciona momentos de alegria compartilhada entre os participantes. “Hoje é só alegria. É mais uma prova de que a pessoa que envelhece feliz também compartilha essa felicidade. Estamos criando novas memórias e escrevendo uma nova história para nós mesmos. Não somos apenas pessoas com mais de 60 anos. Somos pessoas vivendo um momento mágico”, afirmou Ely Ane.

Frequentadora do CCI desde a inauguração da unidade, há 25 anos, Clodomira Lemos, de 86 anos, contou que o espaço faz parte de sua vida e contribui diretamente para sua qualidade de vida. “Esta casa é muito gratificante para nós. Aqui cuidamos da saúde com as atividades físicas, participamos de palestras, oficinas e fazemos muitos amigos. Eu adoro esse baile e nunca perdi uma edição. Em um ano venho vestida de mulher e, no outro, venho fantasiada de homem. É uma brincadeira maravilhosa. A gente se diverte muito.”

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Outro participante assíduo é Vantuir Brás, de 82 anos, que frequenta o centro há cerca de duas décadas. Para ele, os encontros representam momentos de felicidade e convivência. “É bom demais participar. Gosto muito dessas festas, da música, da dança e de encontrar os amigos. Isso traz muita alegria para a gente”, afirmou.

Acompanhando a amiga Cristina, Maria de Lourdes, de 56 anos, elogiou o atendimento oferecido pelo CCI e afirmou que pretende, em breve, participar das atividades. “Ela fala muito bem daqui, é muito bem tratada. Daqui a alguns anos quero estar aqui também, fazendo companhia para ela e participando de tudo isso”, comentou.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, ressaltou que esses momentos de convivência fazem muito bem à saúde, à autoestima e à qualidade de vida. Segundo ela, a determinação do prefeito Abilio Brunini é melhorar cada vez mais os serviços oferecidos nos Centros de Convivência, com melhor estrutura e atendimento cada vez mais acolhedor. “É uma alegria ver nossos idosos felizes, participando, dançando e fortalecendo os laços de amizade. Cuidar da pessoa idosa é garantir respeito, dignidade e oportunidades para que ela viva essa fase da vida com alegria, participação e valorização”, afirmou Hélida.

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Atualmente, o CCI Padre Firmo atende 272 idosos cadastrados, que participam de diversas atividades oferecidas pela unidade, como ginástica, grupos de artesanato, oficinas de crochê, produção artesanal e cursos profissionalizantes, além do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), com rodas de conversa, palestras e ações educativas realizadas em parceria com profissionais das áreas da saúde, educação e outras instituições.

A Festa Julina integra o calendário anual dos Centros de Convivência para Idosos de Cuiabá e será realizada em todas as unidades. A próxima programação acontece nesta sexta-feira (10), no CCI Maria Ignês, com o “Arraiá da Melhor Idade”. Já no dia 30 de julho, será a vez do CCI João Guerreiro receber o “2º Arraiá 60+”.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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