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Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá inicia 2ª Semana de Saúde e Meio Ambiente

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A 2ª edição da Semana Interna de Saúde e Meio Ambiente (SISMA) começou nesta segunda-feira (23) no Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC). O evento, que segue até o fim da semana, busca integrar os profissionais da unidade às práticas sustentáveis e reforçar a importância do manejo correto dos resíduos hospitalares.

Conforme a engenheira sanitarista Salma de Oliveira, coordenadora do projeto por meio da Gerência de Resíduos Sólidos do HPSMC, a SISMA é uma oportunidade de apresentar os trabalhos desenvolvidos no hospital e reforçar o compromisso com a Agenda 2030 do governo. A Agenda 2030, também conhecida como Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), é um plano global adotado pela ONU para promover o desenvolvimento sustentável até 2030.

“Na SISMA, a gente mostra todos os trabalhos que envolvem aqui o Pronto Socorro. Nessa edição, estamos cumprindo a Agenda 2030 e destacamos que, hoje, conseguimos reciclar nove tipos de resíduos no hospital. Muitos pensam que aqui não há como reciclar, mas já reciclamos nove tipos, minimizando o impacto ambiental”, disse Salma.

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Entre as novidades deste ano está a integração dos estudantes que frequentam a unidade. “Os alunos que entram aqui no hospital agora passam por um alinhamento, para que eles conheçam os projetos que desenvolvemos. Isso é fundamental para que os futuros profissionais entendam a importância dessas iniciativas.”

A engenheira explicou que, além da própria equipe do hospital, a programação conta com a presença de engenheiros da SEMA e representantes de outras unidades parceiras.

“Teremos a visita do HMC, do Hospital Santa Helena e do Hospital São Benedito, que vão compartilhar suas experiências e ouvir sobre o que estamos fazendo aqui. Também vamos reforçar o nosso Plano de Iniciamento de Vistas de Saúde, que tem 455 páginas e é atualizado anualmente com todos os projetos desenvolvidos,” detalhou.

A secretária municipal de Saúde, Dra Lúcia Helena Barboza Sampaio, participou da abertura e reforçou a importância do evento para a sustentabilidade e a qualidade do atendimento.

“O Pronto Socorro é um dos hospitais mais antigos da cidade e atende um volume elevado de internações. Essa semana que trata da adequação do descarte e do manejo correto dos resíduos sólidos é fundamental para tornar o hospital cada vez mais ambientalmente viável e sustentável. Estamos muito felizes em ver que os colaboradores e servidores estão envolvidos e motivados. Isso faz toda a diferença,” declarou.

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A programação da SISMA segue até sexta-feira (28), com palestras, workshops e visitas técnicas que visam fortalecer a consciência ambiental entre os profissionais do HPSMC e estimular a troca de boas práticas entre as unidades parceiras.

#PraCegoVer

A imagem mostra um grupo de pessoas, todas uniformizadas de verde, durante um evento que acontece dentro do Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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