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Mercado aguarda decisões de juros e dólar recua; Ibovespa avança

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Nesta segunda-feira (16), o dólar opera em queda, enquanto o Ibovespa registra alta. Os investidores estão atentos às decisões de política monetária previstas para esta semana, com destaque para as reuniões do Federal Reserve (Fed) e do Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil, que ocorrem na chamada “Superquarta”.

Na última sexta-feira, a moeda norte-americana encerrou em queda de 0,92%, cotada a R$ 5,5672. O Ibovespa, por sua vez, subiu 0,64%, fechando em 134.882 pontos.

Expectativa por novas decisões de juros

O mercado vive a expectativa da “Superquarta”, considerada a mais importante de 2024. A expectativa dos investidores é que o Federal Reserve inicie um ciclo de cortes na taxa de juros dos Estados Unidos. No Brasil, espera-se que o Copom eleve a taxa Selic, em um esforço para controlar a inflação.

Além das decisões de juros, o mercado deve acompanhar indicadores econômicos ao longo da semana, como dados da indústria e do varejo nos Estados Unidos, e de arrecadação fiscal no Brasil.

Cotações do dólar

Às 10h11, o dólar registrava queda de 0,40%, sendo negociado a R$ 5,5450. Na sexta-feira anterior, a moeda norte-americana encerrou cotada a R$ 5,5672, com uma queda semanal acumulada de 0,41%, perda mensal de 1,16% e avanço de 14,73% no ano.

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Ibovespa em alta

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subia 0,27% no mesmo horário, aos 135.244 pontos. Na sexta-feira, o índice acumulou alta semanal de 0,23%, queda de 0,83% no mês e uma valorização de 0,52% no ano.

Cenário econômico e movimentação dos mercados

A semana começa com grande expectativa no mercado financeiro, à medida que os investidores aguardam as decisões de juros do Brasil e dos Estados Unidos. O Banco Central do Brasil divulgou, na última sexta-feira, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) de julho, considerado uma prévia do PIB. O índice apresentou uma leve contração de 0,4%, após um crescimento de 1,40% em junho, mas acumulou alta de 2,6% no ano e 2,0% em 12 meses.

Além disso, dados recentes do IBGE mostram que o setor de serviços cresceu 1,2% em julho, atingindo 15,4% acima do nível pré-pandemia. O varejo também superou expectativas, com alta de 4,4% no mês de julho.

Outro ponto de atenção é a inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou uma deflação de 0,02% em agosto, a primeira registrada em 2024, mas a inflação anual segue próxima do teto da meta, com alta acumulada de 4,24% em 12 meses.

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Apesar dessa deflação pontual, o mercado mantém suas expectativas de aumento nos preços no futuro, além de preocupações com o cenário fiscal brasileiro. Essas questões reforçam as previsões de que o Banco Central possa aumentar novamente a taxa Selic, que atualmente está em 10,50% ao ano.

Projeções e decisões globais

No cenário internacional, a atenção dos investidores está voltada para a reunião do Federal Reserve, que deve anunciar o primeiro corte de juros desde 2020. Também são aguardadas as decisões de política monetária de outros importantes bancos centrais, como o Banco da Inglaterra (BoE), o Banco do Japão (BoJ) e o banco central da China.

Além disso, dados de produção industrial e vendas no varejo dos Estados Unidos podem influenciar as decisões e o comportamento dos mercados ao longo da semana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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