AGRONEGÓCIO
Há uma avenida de crescimento para a indústria de orgânicos no Brasil, aponta única pesquisa deste setor feita pela Organis. O panorama mais detalhado revela crescimento, entraves e marcas orgânicas mais lembradas pelos consumidores!
Publicado em
8 de novembro de 2023por
Da RedaçãoO Panorama do Consumo de Orgânicos no Brasil 2023, única e completa pesquisa do tipo no país, apresentado pela Organis, revelou em sua mais recente edição que o consumo de produtos orgânicos obteve crescimento de 16% no número de consumidores. A pesquisa traz um detalhado diagnóstico sobre os hábitos dos consumidores dos orgânicos. A pesquisa, bianual e também reconhecida como material de consulta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, foi idealizada e encomendada pela Organis, Associação de Promoção dos Orgânicos, à Brain Inteligência Estratégica, que realizou a pesquisa, viabilizada graças à parceria da Organis com a BioBrazil Fair, Mercado Diferente e QIMA IBD. Com uma visão contemporânea, mas sem abandonar valores e conhecimentos de sua origem, a Organis promove, desenvolve e representa o movimento empresarial deste setor, fomentando ainda toda essa cadeia produtiva.
Segundo o Panorama, o fortalecimento do hábito de consumir produtos orgânicos contou com outros fatores, além da consciência do bem-estar proporcionado por eles. De 2021 para 2023, cresceu de maneira significativa a importância da aparência dos produtos como critério de escolha, mantendo-se, na sequência, critérios como o preço e a embalagem. “No auge da pandemia, foi registrado um crescimento robusto no consumo de produtos orgânicos, nada mais do que natural, já que poucos saíam de casa nesse período, hábito fortalecido com o advento do home-office. Ao ficarem mais em casa, as pessoas passaram a prestar mais atenção na qualidade dos ingredientes das refeições”, explica Cobi Cruz*, diretor-executivo da Organis, idealizador e coordenador da série de pesquisas. “Mas a grata surpresa trazida pelos dados da edição mais recente é que esse consumo cresceu, mesmo com a flexibilização da quarentena. Os números comprovam que, ao voltar à rotina anterior, as pessoas mantiveram o consumo de orgânicos; o que se deve à percepção de que esses produtos beneficiam a saúde e o meio-ambiente. É o avanço constante do que definimos como Atmosfera Orgânica, que concentra nossa visão de que a sustentabilidade é a melhor opção para os negócios do futuro, talvez a única.”
Comparando números do último panorama de 2021 para esse atual de 2023, verifica-se que cresceu de maneira significativa a importância da aparência dos produtos como critério de escolha, mantendo-se, na sequência, critérios como o preço e a embalagem. “Consumidores novos elogiaram a forma de apresentação das frutas e verduras orgânicas nos pontos de venda, classificada como ‘bonita’, uma clara valorização dos esforços do setor no aspecto da comunicação visual em relação ao passado recente”, analisa Cobi, que tem 30 anos de trabalho no setor de orgânicos nacional e internacional. Acesse a pesquisa na íntegra: https://organis.org.br/pesquisa-consumidor-organico-2023/
Há uma avenida de crescimento para a indústria de orgânicos, mostra a pesquisa. Segundo o levantamento, 54% dos que se declararam consumidores usuais apontaram o fator preço como o principal motivo para não consumirem orgânicos em maior quantidade. Desses, um percentual significativo, 43% dos entrevistados, declara que está muito disposto a aumentar o consumo. Entre os não-consumidores de orgânicos, 13% disseram estar muito dispostos a passar a consumir.
Uma das principais informações trazidas pela edição 2023 do Panorama foi que 36% dos brasileiros declararam-se consumidores de orgânicos. Trata-se de uma grande conquista, dadas às incertezas econômicas enfrentadas pelo Brasil ao longo de 2021 e 2022, que fizeram aumentar a percepção de que os produtos orgânicos são mais caros. Uma das explicações para o fenômeno é que a maioria dos consumidores de orgânicos considera que existem boas razões para os preços mais elevados dos produtos e acham razoável pagar em torno de 20% a mais pelos produtos, em relação aos convencionais.
“A boa perspectiva, que virá na esteira da intenção dos pesquisados em aumentar o consumo de produtos orgânicos, é que, com sua popularização, a tendência é que os preços se tornem mais atraentes e mais empresas e produtores entrem nesse circuito”, argumenta Cobi. “Com o aumento da escala, os custos são diluídos, alimentando um círculo virtuoso que o setor precisa bem aproveitar, investindo em inovação, design e, sobretudo, presença e comunicação para credibilidade, valorização com informação do valor que essa cadeia entrega ao meio ambiente, e a saúde humana”.
Marcas orgânicas mais conhecidas pelos consumidores brasileiros!
As marcas Terra Livre, Mãe Terra, Korin, Coopernatural, Native e Flormel são as mais lembradas do universo orgânico, todas com aumento na lembrança dos consumidores em relação a 2021. Embora ainda apontem certa dificuldade de acesso aos orgânicos, melhorou a percepção dos consumidores quanto à facilidade de encontrar os produtos em seu dia-a-dia. Uma das principais bandeiras erguidas pela Organis é ampliar a presença dos produtos orgânicos no chamado “comércio tradicional”, prateleiras de supermercados, eventos, feiras e outros pontos de venda, facilitando o acesso ao consumidor e dando aos diversos setores do comércio um novo e charmoso atrativo.
Ao longo de 76 páginas, a pesquisa mapeia de forma detalhada, mas de rápida e fácil compreensão com design criativo e cativante que propicia extrema praticidade e facilidade à sua consulta, constitui o documento mais completo do país em informações de interesse para toda a cadeia da indústria dos orgânicos dos mais diversos setores, o perfil do consumidor sob diversos pontos de vista, como financeiro e econômico, grau de escolaridade, sexo, região, preferências por tipos de produtos e volumes consumidos, demandas etc. A pesquisa foi realizada entre 19 de abril e 10 de maio de 2023, com um universo de 1.400 pessoas pesquisadas no total, entre consumidores e não-consumidores de produtos orgânicos de diversos municípios do país.
*Cobi Cruz é designer e diretor de arte, e um profissional envolvido com o setor de orgânicos há 30 anos. É um dos fundadores da Escola Waldorf Turmalina de Curitiba, quando mergulhou nos estudos da antroposofia, movimento que também criou a primeira e maior certificadora atual brasileira de orgânicos. É membro da Comissão de Produção Orgânica, CPOrg, Conselheiro do Consea, Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Conselheiro do Instituto Giro de Logística Reversa, e consultor de outras instituições importantes que mantém o seu legado de atuação a projetos de sustentabilidade e de qualidade do que é saudável ao meio ambiente, e à saúde humana. Tem trânsito internacional, pois por doze anos consecutivos viajou pelas principais feiras de negócios e mercados de orgânicos do mundo, como a BioFach em Nuremberg e a Expo West, da Califórnia representando marcas orgânicas brasileiras, atividades importantes para o desenvolvimento atual da Organis. Atuou em diversas agências de propaganda no Brasil e na América do Sul, e desenvolveu marcas para diversas instituições deste setor. Em 2015 foi premiado com o Gran Prix Top Marketing pelo reposicionamento e design de marca relevante deste setor promovido pela ADVB-PR. Com toda sua trajetória profissional, Cobi Cruz é atualmente o diretor executivo da Organis, entidade criada para representar e fortalecer o crescimento empresarial dos produtos orgânicos no Brasil e no mundo. Saiba mais: www.organis.org.br
Fonte: Galeria de Comunicações
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mato Grosso adia para 2035 o fim do uso de biomassa nativa e amplia metas de reflorestamento
Published
8 minutos agoon
18 de junho de 2026By
Da Redação
O Governo de Mato Grosso oficializou a prorrogação do prazo para a eliminação do uso de vegetação nativa como fonte de biomassa nas atividades industriais do estado. A mudança foi formalizada por meio de um novo Termo de Compromisso Ambiental (TCA), assinado em 10 de junho entre o Executivo estadual e o Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT).
Pelas novas regras, as indústrias de grande consumo de biomassa, incluindo usinas de etanol de milho, terão até 2035 para concluir a substituição da matéria-prima oriunda de vegetação nativa por fontes provenientes de florestas plantadas ou de áreas autorizadas sob Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS), conforme previsto no Código Florestal Brasileiro.
Prazo é ampliado em relação ao acordo anterior
O novo entendimento modifica o cronograma estabelecido anteriormente em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em junho deste ano. Na versão inicial, o estado havia assumido o compromisso de encerrar o uso de biomassa nativa até 2034.
O acordo anterior previa uma redução gradual da participação da vegetação nativa na matriz de biomassa industrial, com limite de 50% em 2030, 40% em 2031, 30% em 2032 e 10% em 2033.
Com a atualização do compromisso, o cronograma foi flexibilizado. A única meta intermediária estabelecida determina que o uso de biomassa nativa seja reduzido para 40% em 2034, com a eliminação total prevista somente no ano seguinte.
Governo estabelece metas para expansão florestal
Além da alteração no prazo, o governo estadual definiu novas metas para fortalecer a oferta de matéria-prima renovável destinada ao setor industrial.
Entre os objetivos previstos no termo estão:
- Implantação de pelo menos 700 mil hectares de florestas plantadas até 2040;
- Ampliação da área de manejo florestal sustentável para, no mínimo, 6,5 milhões de hectares até 2040;
- Estímulo à produção de biomassa renovável para atender à crescente demanda da indústria mato-grossense.
A medida busca garantir segurança no abastecimento energético das indústrias e reduzir a pressão sobre os remanescentes de vegetação nativa.
Regras diferenciam indústrias existentes e novos projetos
O acordo estabelece tratamento distinto para empreendimentos já em operação e para novos investimentos.
As indústrias atualmente instaladas no estado seguirão o cronograma de transição definido no TCA. Já os empreendimentos em construção ou em fase de ampliação deverão apresentar planos demonstrando que utilizarão exclusivamente biomassa proveniente de florestas plantadas ou de manejo florestal sustentável.
A exigência pretende assegurar que os novos projetos industriais sejam compatíveis com a política estadual de transição para fontes renováveis de biomassa.
Governo terá prazo para regulamentar medidas
O termo também estabelece uma série de etapas para regulamentação das novas diretrizes.
De acordo com o documento:
- O governo estadual deverá publicar decreto regulamentador em até 30 dias;
- A Secretaria de Estado de Agricultura terá prazo de 60 dias para editar norma complementar;
- As empresas abrangidas pelas novas regras deverão ser oficialmente notificadas em até 90 dias.
O compromisso é resultado de um inquérito instaurado pelo Ministério Público de Mato Grosso em 2024 para avaliar o cumprimento da legislação ambiental relacionada ao uso de biomassa no estado.
Mato Grosso busca ampliar base de florestas plantadas
Atualmente, Mato Grosso possui menos de 200 mil hectares de florestas plantadas destinadas à produção de biomassa e madeira renovável.
Desse total, pouco mais de 100 mil hectares pertencem à FS, empresa que declara autossuficiência no fornecimento de matéria-prima proveniente de florestas cultivadas. A companhia também utiliza áreas de bambu, que representam pouco mais de 10% de sua base florestal.
A ampliação da área de reflorestamento é considerada estratégica para sustentar o crescimento da indústria de etanol de milho, da produção de energia renovável e de outros segmentos industriais que dependem intensivamente de biomassa em Mato Grosso.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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