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Tarifa de 50% dos EUA pode reduzir PIB do Brasil em até 0,41%, alerta FGV Agro

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A decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 50% sobre produtos brasileiros pode gerar impactos expressivos na economia nacional. De acordo com uma nota técnica divulgada pelo Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro), a medida pode resultar em uma retração de até 0,41% no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

Redução drástica nas exportações para os EUA

Os pesquisadores Angelo Gurgel, Cícero Lima e Leonardo Munhoz estimam que a tarifa extra provocaria uma queda de até 75% nas exportações do agronegócio brasileiro para os Estados Unidos, o que representa uma perda aproximada de US$ 9 bilhões. A medida tornaria os produtos brasileiros significativamente menos competitivos em comparação com os concorrentes internacionais, encarecendo-os no mercado norte-americano.

Agronegócio representa parcela significativa das exportações para os EUA

Cerca de 30% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos são provenientes do agronegócio, o que corresponde a aproximadamente US$ 12,1 bilhões. Entre os principais produtos exportados estão café em grão, carne bovina e pastas químicas de madeira. Os pesquisadores da FGV destacam ainda que alguns itens já enfrentam tarifas elevadas, como o suco de laranja (10,94%) e o açúcar (19,79%).

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Efeitos internos: preços mais altos e possível queda no consumo

Segundo a FGV Agro, a imposição das novas tarifas tende a elevar os preços ao consumidor final nos Estados Unidos, o que pode afetar a demanda pelos produtos brasileiros e, consequentemente, reduzir o consumo. O cenário é preocupante, especialmente diante da importância estratégica do mercado norte-americano para o setor exportador brasileiro.

Importações agrícolas brasileiras dos EUA também podem ser afetadas

Os Estados Unidos também têm participação relevante nas importações agrícolas do Brasil, representando 2,5% do total, com compras avaliadas em US$ 1 bilhão. Essas importações são compostas, principalmente, por insumos como sementes, lactoalbumina, enzimas e rações — produtos essenciais para a cadeia produtiva agrícola brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expoleite 2026 terá debates sobre economia, mercado de grãos e comunicação no agro com especialistas renomados

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A 52ª edição da Expoleite, uma das mais tradicionais feiras da pecuária leiteira brasileira, já tem definidos os nomes que comandarão as principais palestras do evento. Promovida pela Capal Cooperativa Agroindustrial, a feira será realizada entre os dias 2 e 4 de julho, no Parque de Exposições Capal, em Arapoti, nos Campos Gerais do Paraná.

Com foco na capacitação dos produtores rurais e na disseminação de informações estratégicas para o setor, a programação técnica deste ano abordará temas como cenário econômico global, mercado de grãos, gestão de riscos e comunicação do agronegócio com a sociedade.

Alexandre Mendonça de Barros analisará tendências econômicas para o agro

Entre os palestrantes confirmados está Alexandre Mendonça de Barros, uma das principais referências do país em economia do agronegócio.

Engenheiro agrônomo e doutor em Economia Aplicada pela ESALQ/USP, o especialista atua como líder em Agronegócios da EY Brasil e integra importantes conselhos e comitês ligados ao setor agropecuário.

Durante sua participação na Expoleite 2026, Barros apresentará uma análise sobre o cenário macroeconômico, destacando tendências, desafios e oportunidades para as cadeias produtivas do agronegócio diante das transformações do mercado global.

Comunicação e valorização do produtor rural ganham espaço na programação

Outro destaque da feira será a participação do produtor rural e influenciador digital Murilo Groth, que reúne mais de três milhões de seguidores nas redes sociais e se tornou uma das vozes mais influentes na comunicação do agro brasileiro.

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Em sua palestra, Groth abordará a importância da aproximação entre o campo e a sociedade, além dos desafios enfrentados pelos produtores para comunicar a realidade da atividade agropecuária em um ambiente cada vez mais conectado.

A proposta é discutir estratégias para fortalecer a imagem do setor, ampliar o entendimento da população sobre a produção de alimentos e valorizar o papel do produtor rural na economia e na segurança alimentar.

Mercado de grãos também estará em pauta

A programação técnica da Expoleite contará ainda com a tradicional palestra voltada ao mercado de grãos.

O consultor de gestão de riscos da StoneX, Guilherme Cioccari, retorna ao evento para apresentar uma análise atualizada sobre o cenário das commodities agrícolas, perspectivas de preços e fatores que podem impactar a comercialização nas próximas safras.

A expectativa é oferecer aos produtores informações que contribuam para decisões mais assertivas em relação à produção, comercialização e proteção de margens diante da volatilidade dos mercados.

Julgamento de gado leiteiro segue como atração principal

Além da programação técnica, a Expoleite mantém como um de seus principais atrativos o tradicional julgamento de gado leiteiro, reconhecido pela qualidade genética dos animais apresentados.

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As inscrições para participação seguem abertas até o dia 12 de junho. Os criadores interessados devem realizar o cadastro por meio dos formulários disponibilizados pela Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa, tanto para os animais da variedade Preto e Branco (PB) quanto Vermelho e Branco (VB).

Os regulamentos e demais orientações estão disponíveis nos canais oficiais da entidade.

Expoleite reforça protagonismo da pecuária leiteira dos Campos Gerais

Reconhecida nacionalmente como uma das mais importantes vitrines da genética leiteira brasileira, a Expoleite reúne produtores, técnicos, empresas e lideranças do setor para apresentar avanços em tecnologia, manejo, nutrição, genética e gestão.

A edição de 2026 reforça o papel da feira como espaço estratégico para troca de conhecimento, geração de negócios e fortalecimento da cadeia produtiva do leite, destacando a excelência dos rebanhos e a força da pecuária leiteira desenvolvida nos Campos Gerais do Paraná.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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