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Dólar ronda estabilidade com expectativa por decisões de Fed e Copom

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O dólar rondava a estabilidade frente ao real nesta segunda-feira, conforme investidores aguardavam as decisões de política monetária de Brasil e Estados Unidos desta semana, de olho ainda nas tensões geopolíticas.

Às 9:53 (horário de Brasília), o dólar à vista avançava 0,03%, a 4,9125 reais na venda.

Na B3, às 9:53 (horário de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,15%, a 4,9145 reais.

No exterior, o índice do dólar –que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas– subia 0,06%, a 103,610.

O foco de investidores estava totalmente voltado para o encontro de política monetária de dois dias do Federal Reserve, que se encerrará na quarta-feira. Apesar da ampla expectativa de manutenção dos juros nesta semana, o mercado está atento a possíveis sinalizações do banco central norte-americano sobre quando começará a cortar os custos dos empréstimos.

Recentemente, muitos operadores do mercado de juros futuros dos EUA –que até o final do ano passado concentravam a maioria das apostas num primeiro corte em março– adiaram para maio a previsão para o início do afrouxamento monetário do Fed.

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Por outro lado, os últimos dados econômicos pintaram um quadro de controle da inflação, com o índice de preços PCE vindo em linha com as expectativas, e de resiliência da economia, com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) superando as previsões no quarto trimestre.

“Essas boas notícias, entretanto, tornam o trabalho mais difícil para o banco central americano… dada a força da economia dos Estados Unidos e a resiliência do mercado de trabalho, acreditamos que (o chair do Fed) Jerome Powell deve argumentar contra as apostas do mercado de uma flexibilização iminente da política monetária”, disse Eduardo Moutinho, analista de mercado do Ebury Bank.

“Considerando que os mercados ainda estão precificando uma chance de 50% de um primeiro corte em março, esperaríamos que a alta do dólar continuasse se os membros do banco contrariarem as perspectivas de tal movimento.”

Enquanto isso, no Brasil, o Banco Central também divulgará o resultado de sua reunião de política monetária na quarta-feira, com visão praticamente consensual de nova redução de 0,50 ponto percentual na taxa Selic, a 11,25%.

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“Esperamos que a reação a esse anúncio seja pequena, já que o espaço para surpresas é limitado e pelo fato de que todos os holofotes vão estar direcionados ao banco central dos Estados Unidos”, disse Moutinho.

Participantes do mercado disseram ainda nesta segunda-feira que os investidores estão monitorando as tensões geopolíticas, depois que os Estados Unidos prometeram responder ao primeiro ataque mortal contra suas forças no Oriente Médio desde o início da guerra de Gaza.

Três militares norte-americanos foram mortos e pelo menos 34 ficaram feridos em um ataque de drone por militantes apoiados pelo Irã no nordeste da Jordânia, perto da fronteira com a Síria, afirmou o Comando Central dos EUA no domingo.

Embora o aumento da tensão geopolítica tenda a impulsionar o dólar globalmente ao elevar a demanda por segurança, também pode acabar aumentando o preço das commodities, o que, em alguns casos, jogaria a favor de divisas emergentes.

Na última sessão, na sexta-feira, o dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9110 reais na venda, em baixa de 0,24%.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio movimentou R$ 45,6 bilhões no primeiro semestre

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O agronegócio de Minas Gerais movimentou R$ 45,6 bilhões com as vendas ao exterior no primeiro semestre de 2026. Com 8,46 milhões de toneladas enviadas a 166 países, o estado manteve a terceira posição entre os maiores exportadores do agro brasileiro, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo.

Os dados foram divulgados no Informativo Conjuntural de julho, publicado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG), com base nos registros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os valores foram convertidos pela cotação de R$ 5,09.

Minas Gerais respondeu por 10,3% das exportações brasileiras do agronegócio entre janeiro e junho. O setor também gerou 40,9% de toda a receita obtida pelo estado com as vendas internacionais, demonstrando a importância das atividades rurais para a economia mineira.

A China permaneceu como o principal destino dos produtos agropecuários do estado. Na sequência aparecem Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. A presença em mercados com diferentes perfis de consumo reduz a dependência de um único comprador e amplia as possibilidades de comercialização para produtores, cooperativas e agroindústrias.

O café continuou como o principal produto da pauta. As vendas somaram R$ 22,9 bilhões e representaram 50,1% de toda a receita do agronegócio mineiro no exterior. Foram embarcadas aproximadamente 10,8 milhões de sacas de 60 quilos no semestre.

O preço médio do café exportado aumentou 4,2% na comparação com o primeiro semestre de 2025. Convertida para a moeda brasileira, a média passou de aproximadamente R$ 2.034 para R$ 2.119 por saca. Essa referência corresponde ao valor do produto embarcado e não ao preço pago diretamente ao cafeicultor.

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A valorização ajudou a sustentar a receita em um período de menor disponibilidade do grão. O volume exportado diminuiu 21,6%, depois dos elevados embarques realizados nos ciclos anteriores e dos efeitos do clima sobre a produção e os estoques.

A perspectiva para os próximos meses é favorecida pela entrada da safra de 2026. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil possa colher 66,2 milhões de sacas, crescimento de 17,1% sobre o ciclo anterior.

Minas Gerais, maior produtor nacional de café, deverá ter participação decisiva nesse avanço. A bienalidade positiva do arábica, a ampliação da área em produção e a recuperação esperada da produtividade podem aumentar a disponibilidade do grão para o mercado interno e para as vendas internacionais.

A soja foi o segundo principal grupo da pauta e apresentou crescimento. As exportações de grão, farelo e óleo movimentaram R$ 10,9 bilhões, alta de 10,2%. O volume chegou a 5,01 milhões de toneladas, avanço de 2,5%.

O resultado do complexo soja mostra que Minas Gerais também amplia sua participação na comercialização de produtos processados. A produção de farelo e óleo agrega valor ao grão, movimenta as indústrias de esmagamento e atende às cadeias de ração animal e biodiesel.

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As carnes também avançaram. Os embarques renderam R$ 4,8 bilhões, crescimento de 13,4% em relação ao primeiro semestre do ano passado. O estado vendeu 247,3 mil toneladas, volume 3,7% maior.

O aumento mais expressivo da receita em relação à quantidade indica melhora no valor médio das carnes exportadas. O movimento favorece frigoríficos, cooperativas e pecuaristas integrados às cadeias que atendem ao mercado internacional.

O complexo sucroalcooleiro, formado principalmente por açúcar e etanol, movimentou R$ 2,7 bilhões, enquanto os produtos florestais renderam R$ 2,6 bilhões. Juntos, café, soja, carnes, produtos sucroalcooleiros e produtos florestais responderam por 96,2% das vendas externas do agronegócio mineiro.

Produtos tradicionais e de maior valor agregado também conquistaram espaço. Queijos, doce de leite, cachaça e doces mineiros movimentaram cerca de R$ 49,4 milhões no semestre. Embora tenham participação menor na pauta, esses produtos abrem oportunidades para pequenas e médias agroindústrias que trabalham com origem, qualidade, tradição e indicação geográfica.

Na comparação com o primeiro semestre de 2025, a receita total das exportações do agro mineiro recuou 9,6% e o volume diminuiu 3%. Ainda assim, o crescimento da soja e das carnes, a valorização média do café e a presença em 166 mercados mantiveram Minas Gerais entre as principais forças do agronegócio exportador brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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