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Governo Federal Anuncia Convênios para Fortalecer Exportações do Setor Agropecuário

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Nesta terça-feira (17), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou da cerimônia de assinatura de convênios entre o Sebrae, entidades setoriais e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O evento, realizado no Palácio do Planalto, contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin.

O presidente Lula destacou a importância de transformar a política nacional e fazer o dinheiro circular mais amplamente: “É crucial que o dinheiro, quando disponível, não fique concentrado nas mãos de poucos, mas sim, que gere benefícios para mais pessoas”, afirmou.

O acordo firmado entre a ApexBrasil e o Sebrae prevê um investimento de aproximadamente R$ 175 milhões. Este montante visa estimular cooperativas, micro e pequenas empresas (MPE), especialmente nas regiões Norte e Nordeste, a iniciar ou aprimorar suas estratégias de exportação.

Juntamente com outros 23 convênios a serem firmados, o total de investimentos alcança R$ 537 milhões. Esta iniciativa beneficiará cerca de 19 mil empresas ao longo dos próximos dois anos.

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Durante o evento, o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou os recordes das exportações brasileiras em 2023. O país exportou US$ 340 bilhões, com um saldo na balança comercial de US$ 98,9 bilhões. “Enquanto o comércio exterior mundial cresceu 0,8%, o Brasil teve um crescimento de 8,2%, superando em dez vezes a média global”, ressaltou Alckmin.

Para o setor agropecuário, os investimentos totalizam R$ 75 milhões, com expectativa de gerar mais de R$ 185 bilhões em exportações entre 2024 e 2025. Serão firmados sete convênios para ampliar a presença internacional dos seguintes setores: arroz beneficiado; chocolate, balas, doces e amendoim; carne bovina; frutas e polpas congeladas; máquinas, equipamentos, insumos e tecnologia para produção de etanol e açúcar; etanol e farelo de milho; e produtos para animais de estimação.

O ministro Carlos Fávaro enfatizou que esses recursos irão impulsionar ainda mais o agronegócio brasileiro, que já é um dos principais exportadores globais em vários produtos. “Esses investimentos são um incentivo para os produtores rurais e para o Governo Federal”, afirmou.

Roberto Serroni Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, também destacou a importância dos convênios. “A assinatura desses acordos fortalece as exportações brasileiras e valoriza o trabalho de mulheres, microempreendedores e da agricultura familiar. É uma retomada do diálogo entre o setor produtivo e o Governo Federal para aumentar as exportações do agronegócio”, disse Perosa.

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Alinhada com a Política Nacional da Cultura Exportadora, a nova parceria visa desenvolver novos produtos e metodologias para apoiar empreendedores que desejam exportar. As ações previstas incluem a promoção de negócios brasileiros em feiras internacionais, rodadas de negócios com compradores globais, missões de importadores ao Brasil para conhecer a produção nacional, além de estudos de mercado, defesa de interesses e acesso a novos mercados.

O presidente da Apex, Jorge Viana, ressaltou a relevância das exportações para a economia nacional. “Temos 22 setores da economia brasileira voltados para exportação, abrangendo desde frutas e cultura até a indústria e o agronegócio. Os resultados são extraordinários e continuam a surpreender”, concluiu Viana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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