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GLOBALG.AP Tour no Brasil: certificação é o caminho para a sustentabilidade

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O Brasil é um dos maiores produtores agrícolas do mundo e também está na agenda internacional de eventos do setor. Nos dias 30 e 31 de outubro, aconteceu a primeira edição da GLOBALG.AP Tour no país, promovida pela GlobalG.A.P., entidade responsável pelo sistema de certificação internacional para produção e comercialização de alimentos. A iniciativa, que passará por 44 países em 6 continentes, foi realizada em parceria com a PariPassu, empresa referência em soluções de tecnologia para a cadeia agroalimentar.

No painel sobre Exportação de Frutas: Como o Brasil está Posicionado?, que contou com a participação de Jorge Souza (ABRAFRUTAS); Leonardo Machado (APEX); Guy Crouzet (Greenyard); e Matheus Witzler (Sbcert); a diretora da Associação Abacates do Brasil, Lígia Falanghe Carvalho, destacou a importância das certificações para o aprimoramento da produção e gestão da propriedade.

“Há alguns anos, a visão inicial da certificação era somente para atestar ao comprador que fazíamos tudo certo e, assim, só com a finalidade de vender. Hoje, percebemos uma evolução do conceito de certificação e melhoria contínua no Brasil. Entendo que a certificação traz um processo de melhoria contínua e isso foi incorporado ao processo produtivo. Todo produtor que vem trabalhar conosco, a primeira recomendação é ‘inicie seu processo de certificação’, para entender como fazer a gestão da propriedade de maneira consciente, produtiva e econômica”, comenta Lígia.

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Já Leonardo Machado, especialista da APEX, destacou que a certificação é uma estratégia que abre as portas do mercado internacional e também contribui para a sustentabilidade do negócio dentro do mercado nacional. “Para se ter uma ideia, a diferença no valor de venda de uvas certificadas para aquelas que não possuem nenhum atestado de qualidade, é de 30% a 40% a mais. Já observamos casos de uva não-certificada sendo vendida fora da época a R$ 2 o quilo, isso não paga nem a produção. É preciso mudar a mentalidade em relação à exportação no país, é preciso que ela seja incentivada e faça parte da estratégia. Para ter sucesso no mercado internacional, é preciso manter a presença do Brasil de maneira constante, separar parte da produção para o mercado internacional e não apenas direcionar o excedente de produção”, destacou.

Participaram também do evento representantes da indústria química e biológica e representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). A programação contou com a palestra de Márcio Milan, da Associação Brasileira de Supermercados (Abras); juntamente com Enrico Ameghino (CENCOSUD Retail Peru); Gledciani Teodoro (Grupo Giassi & Cia) e Heidy Milan (PariPassu) no painel sobre Estratégias de varejo para atender o mercado local.

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“Reunimos todos os elos da cadeia de alimentos, desde produtores, distribuidores, varejistas e também associações representativas, para olhar para as boas práticas agrícolas e aquilo que está sendo exigido pelo mercado local e internacional atualmente”, comenta Giampaolo Buso, diretor-executivo da PariPassu, associada anfitriã do GLOBALG.A.P. TOUR STOP Brazil.

Fonte: Dialetto

Fonte: Portal do Agronegócio

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Doenças respiratórias dos bovinos (DRB) exigem prevenção, manejo e resposta rápida para reduzir perdas na pecuária

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O complexo de doenças respiratórias dos bovinos (DRB) permanece entre os principais desafios sanitários da pecuária moderna, especialmente em sistemas intensivos de produção. Apesar disso, sistemas extensivos também estão sujeitos à enfermidade em situações de estresse, como mudanças bruscas de temperatura, transporte de longa distância e outras condições que comprometem a imunidade dos animais.

De origem multifatorial, a DRB afeta diretamente o desempenho zootécnico, o bem-estar animal e pode levar à mortalidade, resultando em prejuízos econômicos significativos quando não há prevenção e tratamento adequados.

DRB resulta da interação entre agentes infecciosos, ambiente e manejo

O desenvolvimento da doença está associado à combinação entre agentes infecciosos, condições ambientais, práticas de manejo e resposta imunológica dos animais.

Entre os principais agentes bacterianos envolvidos estão:

  • Mannheimia haemolytica
  • Pasteurella multocida
  • Histophilus somni
  • Mycoplasma bovis

Esses microrganismos estão frequentemente associados a quadros respiratórios graves e processos inflamatórios pulmonares, que podem evoluir para lesões severas quando não controlados adequadamente.

Segundo a médica-veterinária e gerente da linha de produtos da Unidade de Pecuária da Ceva Saúde Animal, Baity Leal, esses agentes podem estar presentes nas vias respiratórias sem causar doença, mas se tornam problemáticos em situações de desequilíbrio imunológico.

“O problema ocorre quando há queda de imunidade ou estresse, permitindo que as bactérias se multipliquem e alcancem o trato respiratório inferior”, explica.

Fatores de estresse aumentam ocorrência da doença no campo

A DRB tende a se manifestar com maior frequência em momentos críticos da produção, como:

  • Transporte de longa distância
  • Jejum prolongado
  • Mistura de animais de origens diferentes
  • Formação recente de lotes
  • Alta densidade de animais
  • Ventilação inadequada
  • Poeira, lama e excesso de umidade
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Em sistemas intensivos, como confinamentos de gado de corte e propriedades leiteiras, a proximidade entre os animais e a qualidade do ambiente aumentam a pressão de infecção.

A doença também pode atingir bovinos a pasto, especialmente quando submetidos a estresse ou condições que comprometem a imunidade.

Sinais clínicos da DRB exigem atenção imediata no rebanho

Os principais sintomas observados incluem:

  • Febre
  • Secreção nasal
  • Lacrimejamento
  • Tosse
  • Dificuldade respiratória
  • Apatia
  • Redução do consumo de alimento
  • Queda no desempenho produtivo

Em animais jovens, como bezerras leiteiras, os impactos são ainda mais severos, podendo comprometer desenvolvimento, reprodução e produtividade futura.

Impactos econômicos reforçam importância da prevenção

Além das perdas diretas com medicamentos e mão de obra, a DRB provoca impactos indiretos relevantes, como:

  • Redução do ganho de peso
  • Piora da conversão alimentar
  • Maior tempo de recuperação
  • Desuniformidade dos lotes
  • Aumento da mortalidade

Esses fatores tornam a doença um problema sanitário e econômico relevante em diferentes sistemas produtivos.

Prevenção depende de manejo, ambiência e vacinação

A prevenção da DRB envolve um conjunto de práticas integradas, incluindo:

  • Controle de poeira, umidade e ventilação
  • Organização adequada de lotes
  • Redução de estresse durante o manejo
  • Período de adaptação para animais recém-chegados
  • Cuidados com colostragem em bezerros
  • Higienização e cura correta do umbigo
  • Programas de vacinação estruturados

Para Baity Leal, a prevenção deve fazer parte da rotina da fazenda.

“A DRB não é apenas um problema de confinamento. Sempre que há impacto na imunidade e no conforto dos animais, o risco aumenta”, reforça.

Diagnóstico precoce e tratamento rápido são decisivos para o controle

Quando a doença se instala, a rapidez na identificação e no início do tratamento é determinante para reduzir danos pulmonares e perdas produtivas.

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O tratamento envolve o controle da infecção bacteriana, da inflamação e dos sintomas clínicos, garantindo melhor recuperação do animal.

“O tratamento precisa ser iniciado no momento certo e mantido pelo período adequado, com controle da infecção e da inflamação para favorecer a recuperação”, explica a especialista.

Terapias combinadas ganham espaço no controle da DRB

Soluções que associam ação antimicrobiana e anti-inflamatória vêm sendo incorporadas às estratégias de manejo sanitário.

Entre elas está o Zeleris®, da Ceva Saúde Animal, que combina:

  • Florfenicol, antibiótico de amplo espectro
  • Meloxicam, anti-inflamatório, analgésico e antipirético

O produto atua contra principais agentes da DRB, como Mannheimia haemolytica, Pasteurella multocida e Histophilus somni, além de controlar febre, dor e inflamação por período prolongado, contribuindo para a recuperação clínica dos animais.

O uso deve sempre seguir orientação veterinária e protocolos de uso responsável de antimicrobianos.

Sanidade respiratória como pilar da pecuária moderna

Para especialistas, o avanço no controle da DRB está diretamente ligado à profissionalização da pecuária e à adoção de protocolos sanitários mais estruturados.

“A redução do impacto das doenças respiratórias depende de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento bem conduzido”, conclui Baity Leal.

Em um cenário de intensificação produtiva, a DRB segue como um dos principais pontos de atenção da pecuária, exigindo integração entre manejo, ambiência, sanidade e tecnologia para preservar desempenho, bem-estar e rentabilidade dos rebanhos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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