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Prefeito recebe o poeta e historiador Moisés Martins na véspera do aniversário de Cuiabá

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Em clima de memória, afeto e poesia, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, recebeu nesta segunda-feira (7) a visita do poeta, historiador e ex-vereador Moisés Martins. A ocasião foi marcada por um encontro simbólico: às vésperas do aniversário de 306 anos da capital mato-grossense, um dos nomes mais representativos da cultura cuiabana foi até a sede do Executivo municipal compartilhar histórias, versos e impressões sobre a cidade que ele acompanha há mais de seis décadas.

Aos 87 anos, Moisés Martins é uma referência viva da história e da identidade cuiabana. Durante a visita, ele relembrou causos dos tempos em que foi vereador, ainda nos anos 1960, e emocionou o prefeito e sua equipe com relatos que misturam política, cultura e o espírito hospitaleiro de Cuiabá. “Moisés carrega nas palavras e no olhar a alma dessa cidade. Tê-lo aqui, na véspera de um aniversário tão simbólico, é um presente”, declarou Brunini.

O poeta aproveitou o encontro para recitar versos de sua autoria, destacando um que causou grande impacto no gabinete:
“Cuiabá vive dos que vivem nela” – frase que sintetiza o sentimento de pertencimento e a importância do cuidado com a cidade e sua gente. Em outro momento, chamou Cuiabá de “uma cidade futurista”, destacando que, apesar de enraizada em tradições centenárias, a capital se projeta com modernidade e esperança.

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A trajetória de um guardião da memória

Nascido em Cuiabá, Moisés Martins é autor de obras fundamentais para a compreensão da história e da cultura regional. Entre seus títulos mais conhecidos estão:
• “Histórias de Cuiabá Antiga”
• “Versos do Porto”
• “Cuiabá – Capital dos Meus Sonhos”
• “A Cidade e os Homens”
• “Memórias de um Poeta-Vereador”

Sua produção mescla registros históricos com lirismo popular, sendo considerado um dos principais cronistas poéticos da vida cuiabana. Ao longo das décadas, Moisés contribuiu com projetos culturais, participou de debates sobre patrimônio e ajudou a preservar a oralidade e os saberes populares da região.

Um encontro entre gerações

Durante a visita, Moisés desejou sorte à gestão do prefeito Abilio Brunini e disse esperar que a cidade continue trilhando um caminho de desenvolvimento com responsabilidade social e cultural. “Cuiabá é feita de quem sonha, de quem trabalha e de quem conta sua história. Que ela continue viva e pulsante nos corações de quem a governa e de quem a vive”, disse o poeta antes de se despedir.

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O encontro encerrou-se com um abraço entre gerações: o historiador que testemunhou a transformação da cidade e o prefeito que conduz seu presente. Um momento simbólico para marcar o início das comemorações de mais um ano da querida Cuiabá.

#PraCegoVer

A imagem mostra o poeta e historiador Moisés Martins ao lado do prefeito Abilio Brunini.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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