AGRONEGÓCIO

Getap abre inscrições para Concurso de Produtividade do Milho Verão 2025

Publicado em

Estão abertas as inscrições para a edição 2025 do Concurso de Produtividade do Milho Verão, organizado pelo Grupo Tático de Aumento de Produtividade (Getap). O concurso, que celebra os agricultores de alta performance na produção de milho, oferece a oportunidade de reconhecimento nacional e, nesta edição, também permitirá a participação em uma nova categoria de destaque regional. Os produtores interessados podem se inscrever até o dia 30 de novembro, com os vencedores sendo anunciados durante o Fórum Getap, previsto para o próximo ano.

Novidade regional democratiza o concurso

A grande inovação desta edição é a inclusão de uma categoria regional, cujo objetivo é proporcionar condições mais justas de avaliação entre os participantes, considerando as características climáticas e de solo de diferentes regiões do país. Essa regionalização, baseada em estudos da Embrapa, não segue a divisão por estados, mas agrupa áreas com condições similares. As regiões foram classificadas da seguinte forma: Norte (Maranhão, Piauí, Tocantins, Bahia e Pará), Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e sul de Mato Grosso do Sul), Centro (Minas Gerais e Goiás) e Oeste (Mato Grosso, norte de Mato Grosso do Sul e Rondônia).

Leia Também:  Rio Fortuna: Produtores rurais são capacitados para uma eficiente inseminação artificial

Segundo Gustavo Resende Capanema, coordenador técnico do Getap, essa novidade atende a um antigo pedido dos produtores e da equipe técnica, mas o grande vencedor nacional continuará a ser eleito da mesma forma que nas edições anteriores.

Inscrições e critérios de participação

Os interessados podem se inscrever diretamente pelo site do Getap (www.getap.agr.br), onde é possível cadastrar uma ou mais áreas com apenas um fornecimento de dados. Alternativamente, as inscrições também podem ser realizadas por meio dos patrocinadores do evento, como Bayer, Corteva, ICL, Stoller e Ubyfol, que disponibilizam cupons de inscrição gratuita. Para agricultores independentes, há a opção de usar um código específico para isentar-se do custo de inscrição, porém, os custos das auditorias não estão incluídos.

Os critérios de seleção permanecem os mesmos, com auditorias conduzidas pela equipe técnica do Grupo Somar. Serão avaliados indicadores como produtividade, população obtida, número de grãos e peso por espiga. A régua de corte para produtores independentes foi definida em 240 sacas por hectare para áreas de sequeiro e 270 sacas por hectare para áreas irrigadas. Produtores patrocinados, entretanto, não precisam atender a essa régua de corte. Ao final, todos os participantes receberão um relatório técnico comparando seus resultados com a média dos demais competidores.

Leia Também:  Inscrições para 2ª Copa dos Servidores Públicos Municipais de Futebol Sete estão abertas
Mais informações sobre o concurso

O Getap é uma iniciativa que reúne especialistas do agronegócio para promover discussões sobre o manejo eficiente do milho, incentivando práticas que aumentem a produtividade e a sustentabilidade do cultivo no Brasil. O concurso de produtividade é uma das ações que integram essa estratégia. A organização do evento conta com o apoio de entidades renomadas, como a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) e a Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo).

Capanema destaca a importância do concurso, afirmando que ele “reconhece os produtores que alcançam os mais altos níveis de produtividade, integrando tecnologia, rentabilidade e sustentabilidade em suas práticas.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Semi-hidroponia impulsiona produção de tomate com mais produtividade, qualidade e sustentabilidade

Published

on

A busca por sistemas de cultivo mais eficientes e sustentáveis tem impulsionado a adoção da semi-hidroponia na produção de tomate no Brasil. A tecnologia vem se consolidando como uma alternativa capaz de aumentar a produtividade, melhorar a qualidade dos frutos e reduzir problemas fitossanitários, especialmente aqueles relacionados ao solo.

De acordo com o especialista em agronegócio Felipe Vicentini Santi, que atua nas áreas de grãos e horticultura, o sistema semi-hidropônico tem proporcionado resultados expressivos no cultivo de diferentes variedades de tomate, como caqui, italiano, cereja e grape. Entre os principais avanços observados estão a maior uniformidade das plantas, ciclos produtivos mais longos e ganhos significativos de rendimento em comparação aos sistemas convencionais.

Nutrição precisa favorece o desenvolvimento das plantas

Na semi-hidroponia, as plantas recebem uma solução nutritiva composta por água e fertilizantes, formulada para atender de forma precisa às necessidades da cultura em cada fase do desenvolvimento.

Esse controle nutricional permite maior equilíbrio no fornecimento dos nutrientes essenciais, favorecendo o crescimento vigoroso das plantas e a expressão máxima do potencial produtivo.

Além dos ganhos agronômicos, o sistema também promove maior eficiência no uso dos recursos naturais, reduzindo desperdícios de água e fertilizantes e contribuindo para uma produção mais sustentável.

Principais vantagens da semi-hidroponia no cultivo de tomate

Entre os benefícios observados pelos produtores que adotam o sistema, destacam-se:

  • Maior eficiência na absorção de nutrientes;
  • Controle mais preciso do pH e da condutividade elétrica;
  • Redução da incidência de doenças associadas ao solo;
  • Correção rápida de deficiências nutricionais;
  • Maior uniformidade de desenvolvimento das plantas;
  • Frutos com melhor padrão de qualidade;
  • Melhor aproveitamento dos insumos utilizados na produção.
Leia Também:  Pecuária Gaúcha Mantém Otimismo Cauteloso para o Segundo Semestre de 2024
Produtividade pode chegar a 12 quilos por planta

Quando cultivado em ambiente protegido, como estufas, e manejado com nutrição equilibrada e boas práticas agrícolas, o tomateiro pode apresentar período de colheita entre quatro e seis meses.

O ciclo completo da cultura varia entre sete e nove meses, proporcionando maior permanência das plantas em produção e, consequentemente, maior retorno econômico ao produtor.

Nessas condições, a produtividade pode alcançar entre 10 e 12 quilos por planta, dependendo da variedade cultivada, do manejo adotado e das condições climáticas ao longo do ciclo.

Redução das doenças do solo é um dos maiores diferenciais

Um dos principais desafios da tomaticultura convencional é o controle das doenças de solo, especialmente a murcha bacteriana, considerada uma das enfermidades mais destrutivas da cultura.

No sistema semi-hidropônico, a utilização de substratos adequados reduz significativamente os riscos de contaminação, podendo levar a níveis próximos de zero de incidência dessas doenças.

Esse diferencial proporciona maior segurança produtiva e reduz perdas ao longo do ciclo.

Mistura de areia e casca de arroz se destaca como substrato

Entre as opções de substrato disponíveis, uma das combinações que vem apresentando excelentes resultados técnicos e econômicos é a mistura de areia e casca de arroz carbonizada na proporção de 50% para cada componente.

Para garantir maior sanidade, a areia pode passar pelo processo de solarização, utilizando lona transparente e exposição ao sol durante aproximadamente 30 dias. Já a casca de arroz necessita apenas do processo de carbonização antes da utilização.

Leia Também:  Dólar recua frente ao real após dados de emprego dos EUA aliviarem temores de recessão

Os recipientes mais indicados para o cultivo semi-hidropônico de tomate possuem capacidade entre 11 e 14 litros, oferecendo volume adequado para o desenvolvimento radicular das plantas.

Controle biológico fortalece a proteção fitossanitária

Outra estratégia que vem ganhando espaço na produção semi-hidropônica é o uso de agentes biológicos para o manejo preventivo de doenças.

Microrganismos como Trichoderma asperellum e Bacillus amyloliquefaciens auxiliam no fortalecimento das defesas naturais das plantas e contribuem para o controle de problemas como:

  • Nematoides;
  • Podridão radicular;
  • Podridão de caule;
  • Mofo branco;
  • Murcha de fusarium.

A combinação entre substratos esterilizados e controle biológico aumenta a eficiência do sistema e reduz a dependência de produtos químicos para o manejo fitossanitário.

Tecnologia amplia a competitividade da tomaticultura

Com ganhos em produtividade, qualidade dos frutos e sustentabilidade, a semi-hidroponia se consolida como uma ferramenta estratégica para a modernização da produção de tomate.

A adoção de práticas adequadas de manejo nutricional, utilização de substratos de qualidade e estratégias eficientes de proteção fitossanitária permite aos produtores obter maior estabilidade produtiva, reduzir limitações impostas pelo solo e ampliar a rentabilidade da atividade.

Diante dos resultados observados em diferentes regiões produtoras, o sistema semi-hidropônico surge como uma alternativa cada vez mais viável para atender à crescente demanda por alimentos produzidos com eficiência, qualidade e responsabilidade ambiental.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA