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Dólar recua frente ao real após dados de emprego dos EUA aliviarem temores de recessão

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Nesta quinta-feira, o dólar iniciou o dia com alta, mas passou a recuar em relação ao real, devolvendo os ganhos iniciais. A moeda brasileira se ajustou ao movimento dos pares emergentes, refletindo o retorno dos investidores ao apetite por ativos de risco após a divulgação de dados de emprego nos Estados Unidos que reduziram as preocupações com uma recessão na maior economia global.

Às 12h08, o dólar à vista registrava uma queda de 0,25%, cotado a R$ 5,6095 para venda. Na B3, o contrato de dólar futuro com vencimento mais próximo apresentava uma queda de 0,48%, negociado a R$ 5,627.

Os dados do Departamento de Trabalho dos EUA, divulgados nesta manhã, mostraram que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram para 233.000 na semana encerrada em 3 de agosto, em comparação com os 250.000 pedidos revisados da semana anterior. Este número foi abaixo da expectativa dos analistas, que projetavam uma queda menor, para 240.000 pedidos.

Esse resultado ajudou a mitigar as preocupações dos investidores sobre uma desaceleração econômica acentuada nos EUA, que haviam sido exacerbadas por dados de emprego mais fracos do que o esperado na semana anterior e causaram uma aversão ao risco durante a semana. Como resultado, o dólar se enfraqueceu em relação a moedas de mercados emergentes, incluindo o peso mexicano, o peso colombiano e o peso chileno.

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No início do pregão, o dólar havia subido em relação ao real, alcançando a cotação mais alta da sessão às 9h57, a R$ 5,6546 (+0,46%). Segundo Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital, essa alta moderada estava “mais ligada à queda das commodities hoje.”

Nesta manhã, os preços futuros do minério de ferro caíram pela terceira sessão consecutiva e os preços do petróleo também recuaram. No entanto, a partir das 10h52, o otimismo gerado pelos dados dos EUA prevaleceu no Brasil, fazendo com que o dólar iniciasse um movimento de queda em relação ao real.

Além disso, o iene, que havia contribuído para a aversão ao risco no início da semana, perdeu força frente ao dólar após a divulgação dos dados dos EUA, o que também favoreceu a valorização do real. O dólar apresentava uma alta de 0,31% em relação ao iene, cotado a 147,15.

O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana em relação a uma cesta de seis divisas, subia 0,17%, alcançando 103,280.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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