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Futuros do Milho Iniciam Semana com Desvalorização nas Bolsas

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Nesta segunda-feira (05), os preços futuros do milho começaram a semana com movimentações negativas na Bolsa Brasileira (B3). Por volta das 10h14 (horário de Brasília), as principais cotações flutuavam entre R$ 61,70 e R$ 69,74.

O contrato com vencimento em setembro de 2024 estava cotado a R$ 61,70, apresentando uma queda de 0,21%. O vencimento de novembro de 2024 valia R$ 65,05, com uma baixa de 0,43%. Já o contrato de janeiro de 2025 era negociado a R$ 67,73, com desvalorização de 0,54%, enquanto o vencimento de março de 2025 tinha valor de R$ 69,74, com uma perda de 0,33%.

Mercado Internacional

A Bolsa de Chicago (CBOT) também iniciou a segunda-feira com preços futuros do milho em declínio, registrando recuos por volta das 09h44 (horário de Brasília). O contrato para setembro de 2024 estava cotado a US$ 3,81, com perda de 5,50 pontos. O vencimento de dezembro de 2024 valia US$ 3,98, com uma baixa de 5,25 pontos. O contrato para março de 2024 estava a US$ 4,26, com queda de 5,75 pontos, e o vencimento de maio de 2025 tinha valor de US$ 4,26, com desvalorização de 5,50 pontos.

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De acordo com informações do site internacional Successful Farming, o trigo caiu nas negociações da noite, em meio às expectativas de chuvas em partes das planícies do norte nesta semana. Os futuros do milho e da soja também permanecem próximos dos menores níveis em quatro anos, com o foco ainda voltado para a ampla oferta global dessas culturas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

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O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

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A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

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A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

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