AGRONEGÓCIO

Queda nos Contratos Futuros de Açúcar nas Bolsas Internacionais; Etanol Mantém Alta

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Os contratos futuros de açúcar registraram baixa nesta quinta-feira (30), com poucos negócios em função do feriado no maior mercado global, o Brasil. A pressão sobre o mercado foi intensificada pelo bom andamento da safra na região Centro-Sul do Brasil e pelas notícias de chuvas favoráveis na Tailândia, o que, de acordo com analistas consultados pela Reuters, deve assegurar uma boa safra de cana-de-açúcar no país asiático.

Segundo a Reuters, o CEO da Tereos, Olivier Leducq, afirmou estar “razoavelmente otimista” em relação aos futuros do açúcar bruto devido ao clima seco no Centro-Sul do Brasil, prevendo valores entre 20 e 21 centavos de dólar por libra-peso até o segundo semestre do ano. A Tereos é a segunda maior produtora de açúcar do Brasil.

Mercado Internacional

Nova York

Na ICE Futures de Nova York, o contrato de açúcar bruto para julho/24 fechou em queda de 16 pontos, cotado a 18,19 centavos de dólar por libra-peso. O contrato para outubro/24 caiu 14 pontos, sendo negociado a 18,18 cts/lb. Os demais vencimentos registraram baixas entre 9 e 14 pontos.

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Londres

Na ICE Futures Europe de Londres, o contrato para agosto/24 foi negociado a US$ 540,10 por tonelada, uma desvalorização de US$ 3,30 em relação ao dia anterior. O contrato para outubro/24 recuou US$ 5,40, sendo cotado a US$ 517,40 por tonelada. Os demais contratos tiveram quedas entre US$ 1,60 e US$ 4,70.

Mercado Doméstico

No mercado interno, a quarta-feira (29) foi marcada por baixa nas cotações do açúcar cristal, conforme o Indicador Cepea/Esalq da USP. A saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 135,59, em comparação a R$ 136,55 na terça-feira, representando uma desvalorização de 0,70%. Na quinta-feira, o indicador não pontuou devido ao feriado de Corpus Christi.

Etanol Hidratado

O etanol hidratado registrou a quarta valorização consecutiva pelo Indicador Diário Paulínia. Na quarta-feira, o biocombustível foi negociado pelas usinas a R$ 2.451,00 por metro cúbico, contra R$ 2.430,00 por metro cúbico no dia anterior, uma valorização de 0,86%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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