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FPA discute estratégias diante da previsão de quebra de safra

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) se reuniu, nesta terça-feira (20), para debater sobre a quebra da safra, uma das principais preocupações do setor neste início de ano. Fatores como condições climáticas desfavoráveis e outros eventos climáticos extremos contribuíram para a redução das projeções de produção de grãos para a temporada atual. Essa quebra de safra gera preocupações não apenas para os agricultores, mas para toda a cadeia produtiva e para a economia nacional.

Para o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), não se trata apenas da quebra de safra, mas também de uma questão mercadológica grave em que os preços das commodities despencaram e os valores que estão sendo praticados não pagam os custos de produção. “Essa crise precisa ser contida de alguma maneira. Ela pode ser contida através do exercício do Ministério da Agricultura de adotar política de preço mínimo, tentar alguma solução através das instituições financeiras de acessar mais crédito e possibilidade de antecipar esses pagamentos para os produtores.”

O parlamentar destacou que o problema no Mato Grosso é o maior do país e o impacto direto pesa. “Não estamos falando só de soja, estamos falando também de milho e estamos com problema na arroba do boi. Vamos pressionar e buscar soluções dentro da Esplanada para que o produtor consiga ter algum alento nesse período.”

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Impacto da política externa com Israel

Lupion abordou ainda as repercussões da declaração do Presidente Lula sobre a guerra entre Israel e Hamas. O parlamentar citou a importância da parceria com Israel, e destacou o fornecimento de proteína de frango ao país. “Esse mercado foi aberto já há algum tempo, espero que não ocorra represálias nisso.”

Reoneração da Folha de Pagamento

Durante a reunião, os parlamentares também discutiram sobre a reoneração da folha de pagamento, estabelecida na MP 1202/2023, que revoga os benefícios fiscais que eram permitidos pela desoneração da folha salarial. Lupion reiterou a posição da bancada contra a reoneração. “Não aceitamos, de maneira alguma, reverter aquilo que foi feito pelo Congresso e vamos manter a desoneração, porque isso é emprego e isso é geração de renda”, disse.

Cabe destacar que a FPA, juntamente com outras 13 Frentes, promoveu uma coletiva de imprensa, no início deste mês, no Salão Verde da Câmara dos Deputados, para solicitar a devolução da Medida Provisória 1202/23, que reonera a folha de pagamento. Durante a coletiva os parlamentares apresentaram um manifesto contra a medida.

Protestos dos países europeus

A onda de protestos dos produtores europeus também foi discutida, destacando diferenças entre as realidades do Brasil e da Europa. Enquanto os agricultores europeus enfrentam desafios específicos relacionados à concorrência e subsídios, no Brasil, a situação é mais complexa, envolvendo questões ambientais e comerciais.

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“A Europa vive um momento completamente distinto do nosso, eles têm um problema seríssimo lá de safra e de demandas impostas pelo Parlamento Europeu. Nossa realidade é outra, vamos ter um problema sério de safra, vamos ter um problema sério de crise, mas ainda não vejo a necessidade de colocarmos os produtores rurais na rua para protestar,” enfatizou Lupion.

Fiscais Agropecuários

A possível greve de fiscais agropecuários foi apontada como uma ameaça séria à produção do país. A FPA destacou a necessidade de regulamentar o autocontrole nas plantas frigoríficas, visando evitar impactos negativos na economia devido a questões sindicais.

Lupion destaca que o autocontrole foi aprovado e depende apenas de regulamentação do Ministério para que seja possível terceirizar a presença física dos fiscais dentro das plantas frigoríficas. Segundo o parlamentar, “não dá para a economia do país ficar na mão de um sindicato que quer fazer simplesmente a operação padrão para mostrar sua força e enfrentar a ministra do Planejamento (Simone Tebet) por melhores salários”, alertou o presidente da FPA, ao informar que a bancada estará atenta para que isso não ocorra.

Fonte: Assessoria de Imprensa e Comunicação FPA

Fonte: Portal do Agronegócio

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Justiça amplia restrições ao uso do herbicida 2,4-D no Rio Grande do Sul e cria novas regras para aplicações agrícolas

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O uso do herbicida 2,4-D no Rio Grande do Sul passou a enfrentar novas limitações após uma decisão da Justiça Estadual que ampliou as restrições para aplicação do produto em áreas agrícolas. A medida determina a proibição do uso na região da Indicação de Procedência da Campanha e estabelece uma faixa de segurança de 50 metros ao redor de pomares e vinhedos em todo o estado.

A decisão foi tomada de forma unânime pela 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) e mantém o entendimento definido anteriormente em primeira instância. As novas regras deverão impactar a safra 2026/2027 e permanecerão em vigor até que o governo estadual apresente um sistema de monitoramento e estabeleça critérios técnicos para delimitação de áreas consideradas seguras.

Governo terá prazo para apresentar plano de controle

Conforme a decisão judicial, o governo do Rio Grande do Sul terá 120 dias para apresentar um plano de controle relacionado ao uso do herbicida. Caso as determinações não sejam cumpridas, foi estabelecida multa diária de R$ 10 mil.

A restrição na região da Campanha seguirá o mapa oficial da Indicação de Procedência, área reconhecida pela produção agrícola e pela presença de cadeias produtivas sensíveis à deriva de defensivos agrícolas.

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A Procuradoria-Geral do Estado informou que apresentou recurso contra a decisão.

Herbicida é utilizado em importantes culturas agrícolas

O 2,4-D é um herbicida hormonal amplamente utilizado no manejo de plantas daninhas em culturas como:

  • soja;
  • arroz;
  • trigo;
  • milho.

Essas culturas representam parcela significativa da produção agrícola gaúcha e possuem grande importância econômica para o estado.

O principal ponto de debate envolve a possibilidade de deriva do produto durante a aplicação, quando partículas podem se deslocar pela ação do vento e atingir áreas vizinhas, especialmente cultivos sensíveis como videiras e macieiras.

Deriva de defensivo é foco da disputa judicial

A ação judicial tramita desde 2020 e foi apresentada por associações ligadas aos produtores de vinho e maçã. Segundo os documentos apresentados no processo, a exposição ao herbicida teria relação com sintomas como deformações em plantas, abortamento floral e perda de produtividade.

A Justiça avaliou que a fiscalização estadual existente não seria suficiente para garantir a segurança das aplicações e manteve as restrições, mesmo diante dos argumentos relacionados a possíveis impactos econômicos e à competência regulatória federal sobre defensivos agrícolas.

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Estado defende boas práticas no campo

Um relatório elaborado pelo governo estadual em 2022 apontou redução nos casos registrados de deriva após ações de capacitação de aplicadores e defendeu o fortalecimento das boas práticas agrícolas como alternativa à proibição.

Entre as medidas destacadas estavam treinamento técnico, regulagem adequada dos equipamentos e maior atenção às condições climáticas durante as aplicações.

Por outro lado, avaliações apresentadas no processo apontaram que as condições de vento na metade sul do estado podem dificultar a aplicação segura do produto, principalmente durante o período de implantação da soja.

Decisão gera atenção entre produtores agrícolas

A ampliação das restrições ao herbicida 2,4-D coloca em evidência o desafio de equilibrar a necessidade de controle de plantas daninhas nas lavouras com a proteção de culturas sensíveis e a segurança ambiental.

O setor agrícola acompanha os próximos passos do governo estadual e da Justiça, especialmente diante da proximidade da próxima safra e da necessidade de definição de critérios técnicos para o uso do produto no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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