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Fórum Internacional da ExpoQueijo Brasil 2024 Explora a Influência do Terroir nos Queijos de Denominação

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O Fórum Internacional da ExpoQueijo Brasil 2024 – Araxá International Cheese Awards promete uma experiência única este ano com a análise do impacto do terroir nos queijos com denominação de origem. Um dos pontos altos será uma mesa redonda e um laboratório sensorial, onde serão avaliados oito queijos do mesmo lote, produzidos pelo produtor Lindomar Santana na região do Serro.

Análise Sensorial e Experimentação

Grazia Mercalli, especialista em Ciências da Preparação de Alimentos e com vasta experiência em análise sensorial de queijos, explica que dois desses queijos foram maturados na fazenda de origem, enquanto os outros foram enviados para cooperativas e maturadores em diferentes regiões de Minas Gerais. Durante o workshop, os queijos serão degustados lado a lado para avaliar se mantiveram seus atributos sensoriais ou desenvolveram novas características visuais, gustativas, olfativas e táteis.

Expectativas e Inovações

Lindomar Santana, produtor de Queijo Minas Artesanal na microrregião do Serro, está entusiasmado com os resultados que essa experiência inovadora pode trazer. Ele destaca a importância do clima, temperatura, umidade e manejo na maturação dos queijos, fatores que serão agora comprovados através da análise de especialistas.

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Diversidade de Abordagens na Maturação

O produtor Ângelo Maneira Filho, da Serra da Canastra, que está maturando os queijos do Serro em sua propriedade, ressalta a relevância da experiência para proteger e promover a indicação geográfica. Em contraste, o maturador João Bello, em Belo Horizonte, utiliza câmaras com temperatura e umidade controladas, demonstrando diferentes métodos que podem resultar em perfis de queijo distintos.

O Evento e Suas Perspectivas

A ExpoQueijo Brasil 2024 – Araxá International Cheese Awards, evento de destaque no segmento nas Américas, será realizado de 27 a 30 de junho no Grande Hotel e Termas de Araxá, em Minas Gerais. Além de promover o queijo artesanal regularizado, o evento visa impactar positivamente diversas áreas, como turismo, varejo, agropecuária e relações internacionais.

Este evento é organizado pela Bonare Eventos, com apoio de diversas instituições de fomento do agronegócio e do governo, destacando-se o Ministério da Agricultura e Pecuária, Governo de Minas, Sebrae, Faemg, Sistema Ocemg e Prefeitura de Araxá.

Mais informações

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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