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Syngenta oferta US$1 bi para “barter” no Brasil e “cashback” em 24/25 para atrair agricultor

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No “Barter+” da Syngenta, o produtor poderá travar o preço da soja, café, algodão e milho na negociação de “troca” pelo insumo agrícola, participando de uma eventual alta do valor da commodity até o fechamento do contrato.

O instrumento deve dar um impulso adicional nas negociações de soja e de milho, que estão mais lentas pois os produtores brasileiros adotam cautela devido aos preços baixos. Eles poderiam ser atraídos pela ferramenta de olho no chamado “mercado climático” para a safra dos Estados Unidos, que costuma gerar volatilidade na bolsa de Chicago, e eventuais ganhos nas cotações.

“O produtor pode exercer, por exemplo, a opção do preço da soja acima do que travou conosco. O volume de soja a ser entregue não muda, ele vai entregar a safra futura, mas a diferença (no caso de alta de preço) é retornada ao produtor via cashback”, explicou o diretor de Culturas e Campanhas da Syngenta Proteção de Cultivos, Henrique Franco.

“Ou seja, ele tem um mínimo garantido (com a trava de preço) e uma participação na alta de preço ilimitada”, destacou Franco, em entrevista à Reuters, antecipando um anúncio que será feito nos próximos dias.

Caso isso aconteça, a diferença em relação ao valor travado inicialmente será retornada ao produtor via “cashback”, possibilitando novas compras ou abatimentos em outras contas que o produtor tem com a Syngenta.

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A expectativa é de que as operações de “barter” da Syngenta, comprada pela ChemChina em 2017, supere na temporada 2024/25 os volumes de negócios registrados no ano anterior, que somaram cerca de 850 milhões de dólares, disse Franco.

O executivo afirmou que a Syngenta vem buscando inovar nas operações de “barter”, após ter dado a opção ao produtor no ano passado de fazer troca de insumos por produtos da colheita anterior, e não da futura, como é o mais comum nesses acordos. Ambas modalidades continuam disponíveis.

Mas é a ferramenta Barter+, principal inovação da campanha “Barter em Campo” 2024/25, que concentra grande parte da aposta da Syngenta e deve atrair até 80% do total dos negócios previstos para a temporada cujo plantio de grãos começa em setembro.

“Existe demanda para contribuirmos com a rentabilidade do nosso cliente, que está com a rentabilidade mais apertada. O preço das commodities caiu muito, e existe uma oportunidade, a Syngenta foca muito na relação com o cliente, quer entender a realidade dele, e o busca oferecer algo que possa resolver o problema dele”, comentou.

Segundo o executivo, essa estratégia tem se revertido em ganhos consecutivos de participação no mercado, nos últimos sete anos. Na safra passada, disse ele, a empresa seguiu ganhando “market share”. Franco não detalhou a fatia da companhia nas vendas do setor no país.

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NUTRADE

Para realizar as negociações de “barter”, a Syngenta tem uma vantagem comparativa de contar com uma trading própria, a Nutrade, que comercializa os grãos, café e algodão recebidos dos produtores.

Criada há mais de 15 anos, a Nutrade tem objetivo principal de apoiar os negócios de agroquímicos da Syngenta. Mas foi na temporada passada que a trading registrou um salto nos volumes negociados de soja, passando de 240 mil toneladas em 2022 para 1,1 milhão de toneladas em 2023.

O crescimento dos recursos disponíveis para realizar os acordos de “barter” deve resultar em um aumento no total comercializado na campanha 2024/25, disse o diretor da Syngenta. Ele não detalhou volumes.

Na temporada anterior, a Nutrade negociou ainda quase meio milhão de sacas de 60 kg de café, versus 400 mil sacas em 2022, além de 60 mil toneladas de algodão e 120 mil toneladas de milho.

Grande parte do volume negociado tem como destino a China, lembrou o executivo, citando que a Syngenta tem capital chinês, o que ajuda nos negócios com o país asiático, gigante na importação de alimentos.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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