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FMC leva principais lançamentos para Show Rural Coopavel

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Com um dos pipelines de pesquisa e desenvolvimento mais fortes do setor, a FMC, empresa de ciências para agricultura, apresenta durante a Show Rural Coopavel os principais produtos para as culturas de soja e milho. O estande da empresa na feira, que será realizada em Cascavel (PR), entre 5 e 9 de fevereiro, destacará o fungicida Onsuva®, que tem na formulação uma molécula inédita e exclusiva, o fluindapir, além do inseticida Premio® Star, único produto do mercado que oferece controle simultâneo para lagartas e percevejos.

“A FMC investe em novas tecnologias químicas, bem como em soluções biológicas inovadoras para promover uma agricultura sustentável e inovadora ao mesmo tempo que apoia os agricultores para protegerem suas plantações e obterem o máximo potencial produtivo”, destaca Fábio Lemos, gerente de culturas e portfólio da FMC.

O fungicida Onsuva® é um produto exclusivo da FMC com uma carboxamida inédita no Brasil, o fluindapir, e um triazol, o difenoconazol em alta concentração e efetividade, e é recomendado para o controle das principais doenças na soja e algodão. Além do amplo espectro, a solução é reconhecida e recomendada por diversas consultorias e institutos de pesquisa pela eficiência em manchas foliares e alta seletividade para as culturas desde as primeiras aplicações.

Para o controle mais efetivo, o inseticida Premio® Star oferece proteção para 50 pragas em mais de 50 culturas, sendo o único produto do mercado que oferece controle simultâneo contra as principais pragas como as lagartas Spodoptera, helicoverpa e falsa-medideira, e dos percevejos, e outros alvos secundários das plantações de soja e milho.

Outro produto com alta tecnologia que será demonstrado durante a Show Rural Coopavel é o herbicida Reator®, que tem liberação prolongada e é voltado para o manejo de plantas daninhas, como capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) e picão-preto (Bidens pilosa) na soja. O produto é um pré-emergente seletivo à soja, que traz alta flexibilidade ao agricultor, estendendo a janela de aplicação, mesmo em períodos secos ou com a soja recém-emergida.

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“A tecnologia, também exclusiva da FMC, oferece uma otimização operacional devido às microcápsulas, que permanecem intactas no solo até encontrar condições adequadas de umidade para liberação do ingrediente ativo e posterior controle da sementeira das plantas daninhas”, explica o gerente.

No portfólio de biológicos, a FMC destaca o Presence® Full, indicado para tratamento de sementes e, agora, também recomendado para o sulco de plantio em culturas como soja, milho, feijão e algodão. O produto é indicado para controle do nematoide das galhas (Meloidogyne incognita, Meloidogyne javanica), nematoide das lesões (Pratylenchus brachyurus, Pratylenchus zeae) e nematoide do cisto (Heterodera glycines) na soja.

Destaque no portfólio também é o biofungicida Provilar®, que possui triplo modo de ação – antibiose, competição e indução sistêmica de resistência, além disso, conta com uma tecnologia de formulação em que os Bacillus estão na forma endósporos, o que permite seu uso em associação com outros produtos químico.

O produto é indicado para a prevenção do mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum) nos estágios iniciais da cultura da soja e permite um manejo foliar da doença de maneira preventiva e prolongada.

Agenda

Em cada dia do evento, o estande da FMC receberá uma programação para orientar os produtores e oferecer conhecimento sobre suas tecnologias e serviços. Bate-papos sobre agricultura de precisão, monitoramento de doenças, pragas e plantas daninhas, além de informações sobre novidades na área de biológicos prometem reunir profissionais e especialistas. Confira a programação:

  • 5 de fevereiro, segunda-feira
    • 10h e 15h – Agricultura de precisão – Arc™ farm intelligence
  • 6 de fevereiro, terça-feira
    • 10h – Momento doenças – lançamento Onsuva®
    • 15h – Momento pragas – lançamento Premio® Star
    • 7 de fevereiro, quarta-feira
    • 10h – Momento pragas – lançamento Premio® Star
    • 15h – Momento doenças – lançamento Onsuva®
    • 8 de fevereiro, quinta-feira
    • 10h – Momento Biológicos
    • 15h – Momento plantas daninhas
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Uma das demonstrações será sobre o Arc™ farm intelligence, plataforma da FMC capaz de prever a pressão de pragas com precisão maior que 90%, o que gera uma aplicação de proteção de cultivos mais assertiva para garantir a produtividade e a rentabilidade do agricultor.

“Essa ferramenta é uma inovação na agricultura de precisão, pois os usuários contam com um módulo de previsão climática que usa Inteligência Artificial para integrar dados de aproximadamente 100 modelos preditivos globais, ponderando fatores de cada modelo baseados em geografia, tempo, tipos de clima e previsões recentes de verificação das condições climáticas, podendo dessa forma, ter nas mãos dados atualizados de hora em hora e previsões de 10 dias de qualquer lugar do mundo e da sua propriedade agrícola”, diz Fábio.

Fonte: FMC

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Safra de cana 2025/26 no Centro-Sul fecha com 611 milhões de toneladas e setor inicia novo ciclo priorizando etanol

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A safra 2025/2026 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil foi encerrada com moagem de 611,15 milhões de toneladas, segundo levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA). O volume representa uma redução de 10,78 milhões de toneladas frente ao ciclo anterior, impactado principalmente pelas condições climáticas adversas ao longo do desenvolvimento da lavoura.

Apesar da retração, o ciclo se consolida como a quarta maior moagem da história da região, além de registrar a segunda maior produção de açúcar e etanol.

Moagem e produtividade: clima reduz desempenho agrícola

A produtividade média agrícola ficou em 74,4 toneladas por hectare, queda de 4,1% em relação à safra anterior, conforme dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

O desempenho foi desigual entre os estados:

  • Quedas: São Paulo (-4,3%), Goiás (-9,4%) e Minas Gerais (-15,9%)
  • Altas: Mato Grosso (+3,2%), Mato Grosso do Sul (+6,0%) e Paraná (+15,5%)

A qualidade da matéria-prima também recuou. O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) ficou em 137,79 kg por tonelada, redução de 2,34% na comparação anual.

Segundo a UNICA, a menor moagem já era esperada diante das condições climáticas observadas durante o ciclo.

Produção de açúcar e etanol: estabilidade e leve recuo

A produção de açúcar totalizou 40,43 milhões de toneladas, praticamente estável frente às 40,18 milhões do ciclo anterior, mas abaixo do recorde histórico de 42,42 milhões registrado em 2023/2024.

Já a produção total de etanol somou 33,72 bilhões de litros, recuo de 3,56% na comparação anual.

O detalhamento mostra movimentos distintos:

  • Etanol hidratado: 20,83 bilhões de litros (-7,82%)
  • Etanol anidro: 12,89 bilhões de litros (+4,22%), segunda maior marca da série histórica

O etanol de milho ganhou ainda mais relevância, com produção de 9,19 bilhões de litros (+12,26%), representando 27,28% do total produzido no Centro-Sul.

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Vendas de etanol: mercado interno segue dominante

No mês de março, as vendas de etanol totalizaram 2,79 bilhões de litros, com forte predominância do mercado doméstico.

  • Mercado interno: 2,75 bilhões de litros (-0,06%)
  • Exportações: 45,11 milhões de litros (-71,22%)

No consumo interno:

  • Etanol hidratado: 1,66 bilhão de litros (+20,25% ante fevereiro)
  • Etanol anidro: 1,09 bilhão de litros (+4,80%)
  • No acumulado da safra:
  • Hidratado: 20,34 bilhões de litros
  • Anidro: 13,04 bilhões de litros (+7,08%)

O avanço do anidro foi impulsionado, entre outros fatores, pela implementação da mistura E30 (30% de etanol na gasolina) a partir de agosto de 2025.

Além do impacto econômico — estimado em R$ 4 bilhões de economia para proprietários de veículos flex — o consumo de etanol evitou a emissão de 50 milhões de toneladas de gases de efeito estufa, recorde histórico do setor.

Nova safra 2026/27 começa com moagem mais forte

A safra 2026/2027 já começou com ritmo acelerado. Na primeira quinzena de abril de 2026, a moagem atingiu 19,56 milhões de toneladas, crescimento de 19,67% frente ao mesmo período do ciclo anterior.

Ao todo, 195 unidades estavam em operação:

  • 177 com moagem de cana
  • 10 dedicadas ao etanol de milho
  • 8 usinas flex

A qualidade da matéria-prima permaneceu estável, com ATR de 103,36 kg por tonelada.

Novo ciclo prioriza etanol e reduz produção de açúcar

O início da nova safra mostra uma mudança clara de estratégia industrial. Apenas 32,93% da cana foi destinada à produção de açúcar na primeira quinzena, enquanto mais de dois terços foram direcionados ao etanol.

  • Como consequência:
    • Produção de açúcar: 647,21 mil toneladas (-11,94%)
    • Produção de etanol: 1,23 bilhão de litros (+33,32%)
  • Desse total:
    • Hidratado: 879,87 milhões de litros (+18,54%)
    • Anidro: 350,20 milhões de litros
    • Etanol de milho: 411,94 milhões de litros (+15,06%), com participação de 33,49%
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O movimento reflete um cenário de mercado mais favorável ao biocombustível neste início de ciclo.

Vendas na nova safra e expectativa de alta no consumo

Na primeira quinzena da safra 2026/2027, as vendas totalizaram 1,28 bilhão de litros:

  • Hidratado: 820,15 milhões de litros
  • Anidro: 460,87 milhões de litros

No mercado interno, foram comercializados 1,25 bilhão de litros, enquanto as exportações somaram 28,88 milhões de litros (+18,03%).

A expectativa é de aceleração nas vendas nas próximas semanas, à medida que a queda de preços nas usinas seja repassada ao consumidor final, aumentando a competitividade do etanol frente à gasolina.

CBios: setor já avança no cumprimento das metas do RenovaBio

Dados da B3 até 29 de abril indicam a emissão de 14 milhões de Créditos de Descarbonização (CBios) em 2026.

O volume disponível para negociação já soma 25,13 milhões de créditos. Considerando os CBios emitidos e os já aposentados, o setor já disponibilizou cerca de 60% do total necessário para o cumprimento das metas do RenovaBio neste ano.

Análise: etanol ganha protagonismo em meio a incertezas globais

O início da safra 2026/2027 confirma uma tendência estratégica: maior direcionamento da cana para a produção de etanol, impulsionado por fatores como:

  • demanda doméstica consistente
  • políticas de descarbonização
  • maior previsibilidade no mercado interno
  • cenário internacional de incertezas energéticas

Com isso, o setor sucroenergético reforça seu papel na matriz energética brasileira, ao mesmo tempo em que ajusta sua produção às condições de mercado, buscando maior rentabilidade e segurança comercial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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