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Casa Familiar Rural de Altamira oferece cursos gratuitos em áreas do agronegócio no Pará

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A procura pelo ensino técnico no Brasil está crescendo, especialmente nas regiões rurais, gerando mais oportunidades para os jovens e impulsionando o desenvolvimento local. No Pará, a Casa Familiar Rural de Altamira reabriu suas portas, após cinco anos fechada, para oferecer gratuitamente cursos técnicos em agropecuária, agroindústria, agroecologia e cacauicultura, atendendo jovens dos municípios de Altamira, Senador José Porfírio, Vitória do Xingu e Porto de Moz.

A instituição adotou a pedagogia da alternância, um método que busca integrar a educação com a realidade cotidiana do estudante rural. Essa abordagem permite que os alunos mantenham vínculos com suas propriedades enquanto adquirem conhecimento técnico e profissional, evitando o êxodo rural e incentivando a agricultura familiar. Com duração de três anos, os cursos oferecem uma formação completa, permitindo que os jovens se tornem profissionais qualificados.

A reabertura da Casa Familiar Rural de Altamira foi possível graças ao apoio da Norte Energia, concessionária da Usina Hidrelétrica Belo Monte, que doou cerca de 500 móveis e diversas ferramentas por meio de seu programa de responsabilidade social, o Belo Monte Comunidade. Entre os itens doados estão camas, geladeiras, mesas, cadeiras, bebedouros, armários, quadros e ferramentas agrícolas. Essa parceria com o setor privado mostra a importância da colaboração entre empresas, governos e comunidades para promover o acesso à educação no campo.

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José de Alencar, diretor-presidente da Casa Familiar Rural de Altamira, destaca o impacto positivo dessa parceria. “Essa união com a Norte Energia foi fundamental, uma vez que, depois de muitos anos de casa fechada, perdemos muitos recursos. Agora, com a reabertura e o apoio recebido, podemos proporcionar qualidade de vida e de ensino para esses jovens”, ressalta ele.

Para Matheus Brito, um jovem de 15 anos de Porto de Moz, a reabertura da instituição é uma oportunidade única para adquirir qualificação profissional e contribuir para o bem-estar de sua família. “Eu quero sair daqui com a profissão de técnico agropecuário e dar um futuro melhor para minha família”, afirma ele.

Thomás Sottili, gerente de Projetos de Sustentabilidade da Norte Energia, destaca a importância do retorno das aulas na Casa Familiar Rural. “Estamos satisfeitos em apoiar esse momento crucial para os jovens da região, que agora têm uma oportunidade de qualificação profissional. Esperamos que esses estudantes possam aplicar o conhecimento em suas propriedades rurais e contribuir para o fortalecimento da agricultura familiar”, afirma ele.

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A Casa Familiar Rural de Altamira foi fundada em 2001 e é reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). Desde então, já formou mais de 150 Técnicos em Agropecuária, muitos dos quais hoje são protagonistas em suas comunidades, contribuindo para o desenvolvimento da agricultura familiar na região da Transamazônica e do Xingu. A instituição conta com apoio de diversos parceiros e mantém um convênio com a Secretaria de Estado de Educação do Pará (SEDUC).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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EUA ampliam exportações de etanol e acirram concorrência com o Brasil

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Os Estados Unidos exportaram aproximadamente 5,34 bilhões de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, avanço de 13% sobre igual período do ano anterior, segundo a Renewable Fuels Association (RFA). O crescimento dos embarques amplia a concorrência para o Brasil e mostra a força de uma indústria sustentada por um mercado doméstico de grande escala, apesar de uma mistura menor do biocombustível na gasolina.
Nos EUA, a produção de etanol foi de aproximadamente 160 milhões de litros por dia, conforme dados da agência de energia americana, a EIA, publicados no dia 30 de setembro. O número representa o ritmo registrado naquela semana, sem equivaler a um balanço anual.
A aparente contradição está nas bombas. Enquanto a gasolina comum brasileira contém 32% de etanol, a mistura predominante no mercado americano é o E10, com 10%. O percentual menor, contudo, incide sobre uma quantidade muito maior de combustível comercializado.
Na mesma semana de setembro, o volume de gasolina fornecido ao mercado americano, usado pela EIA como referência de consumo, foi de aproximadamente 1,38 bilhão de litros por dia. Essa quantidade já inclui o etanol misturado ao combustível. É a dimensão desse abastecimento que permite absorver uma produção elevada do biocombustível.
Uma conta ilustrativa ajuda a entender: 10% de um mercado de 400 bilhões de litros representam 40 bilhões de litros de etanol. Já 32% de um mercado de 100 bilhões correspondem a 32 bilhões. A comparação dos percentuais, isoladamente, não mostra quantos litros chegam aos consumidores.
Enquanto ampliam as exportações, os EUA importaram menos de 1,9 milhão de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, segundo a RFA. O contraste reforça o peso da produção doméstica no abastecimento americano.
Esses números mostram que uma expansão do consumo nos EUA encontra uma indústria doméstica capaz de disputar o fornecimento. Para o exportador brasileiro, uma mistura maior abre oportunidades, mas os embarques dependem dos preços, dos custos de transporte, das condições de acesso e da disponibilidade do produto americano.
Os dois países também organizam o abastecimento de maneiras diferentes. No Brasil, a mistura obrigatória de 32% vale para a gasolina comum e a comum aditivada desde 1º de agosto de 2026. A medida tem duração inicial de 180 dias, com possibilidade de uma prorrogação por igual período. Na gasolina premium, o teor permanece em 25%.
Além disso, o motorista brasileiro dispõe do etanol hidratado para abastecer veículos flex. Esse mercado depende da relação entre o preço dos combustíveis e o rendimento do automóvel. A demanda nacional, portanto, reúne tanto o etanol adicionado à gasolina quanto o vendido diretamente ao consumidor.
Nos EUA, o E10 convive com o E15, de até 15%, e com misturas mais elevadas para veículos compatíveis. Os postos não são obrigados a oferecer E15. A ampliação das vendas envolve equipamentos adequados, disponibilidade de combustível e regras de comercialização.
Restrições relacionadas às emissões evaporativas afetam a venda de E15 durante o verão em partes do país. Em 2026, a agência ambiental americana, a EPA, concedeu uma autorização excepcional para permitir sua comercialização nessa estação. A previsibilidade das regras continua relevante para os investimentos na distribuição.
O Brasil deve produzir 41,88 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27, aumento de 11,7% sobre a temporada anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A expansão reforça a importância de ampliar o consumo nas bombas e conquistar compradores externos. Nessa disputa, os Estados Unidos combinam uma indústria de grande escala com um mercado que absorve volumes elevados mesmo usando uma mistura menor de etanol na gasolina.
O levantamento brasileiro, divulgado em agosto, estima 29,98 bilhões de litros de etanol de cana e 11,91 bilhões de litros do combustível produzido a partir do milho. O crescimento previsto é de 9,7% e 17%, respectivamente. São projeções para a safra em andamento, que inclui parte de 2027.
A safra de cana está na segunda metade da colheita e da moagem no Centro-Sul, onde as chuvas de setembro reduziram o ritmo dos trabalhos. No Nordeste, a temporada começou mais recentemente. A fabricação de etanol de milho segue outro calendário, com usinas que operam ao longo do ano.
Para o campo brasileiro, o avanço do etanol tem efeitos distintos. A expansão das usinas de milho amplia as alternativas de venda do cereal. Uma demanda maior também pressiona o custo da matéria-prima para quem fabrica o combustível, conforme a oferta da safra e os estoques disponíveis.
O etanol de cana conta ainda com rotas de produção reconhecidas pela EPA na categoria de biocombustíveis avançados, sujeitas a requisitos ambientais. Esse enquadramento permite disputar mercados que valorizam a redução de emissões.
Com a oferta brasileira em crescimento, o resultado para a cadeia dependerá da capacidade de transformar produção em consumo. A mistura na gasolina, a escolha dos motoristas e as exportações precisam acompanhar os novos volumes para sustentar a remuneração das usinas e dos produtores de matéria-prima.

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Fonte: Pensar Agro

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