AGRONEGÓCIO
Ferrugem-asiática gera prejuízos de até R$ 6 mil por hectare de soja
Publicado em
27 de novembro de 2023por
Da RedaçãoConsiderada a doença mais severa da sojicultura, a ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi) pode causar perdas de até 90% de produtividade para o agricultor brasileiro. O potencial de dano é definido pelo momento em que ela incide na cultura, das condições climáticas favoráveis à multiplicação e, também, pelo manejo implantado no estande.
“Por isso, o produtor precisa estar atento, desde o início, e fazer um manejo com rotação de ativos. Em situações de alta severidade, por exemplo, os prejuízos podem ultrapassar R$ 6 mil por hectare, considerando uma produtividade de 65 sacas de soja por hectare, com valor de R$ 120 cada”, destaca Débora Prado, gerente de cultivos da FMC.
Facilmente disseminada pelo vento, a ferrugem ocorre em praticamente todas as regiões produtoras de soja do país desde a emergência até a maturação dos grãos. Os sintomas podem ser identificados por pequenas pontuações salientes de 1 milímetro de diâmetro, aproximadamente, que são mais escuras que o tecido foliar inferior. Com o crescimento, essas saliências formam pústulas que expelem os uredósporos (estruturas reprodutivas), que geram uma massa pulverulenta de cor castanha.
Na parte superior da planta ocorre o aparecimento de pequenas pontuações mais escuras e com lesões profundas que ocasionam a secagem e o amarelecimento da planta, o impedimento da formação dos grãos e a queda prematura das folhas. Como a ferrugem-asiática é disseminada por um fungo hospedeiro vivo, ele pode sobreviver e reproduzir durante as condições de entressafra em soja e, também, em hospedeiros intermediários durante a safrinha.
Para controlar a doença, a FMC, empresa de ciências para agricultura, possui um fungicida formulado com uma carboxamida exclusiva no Brasil: o fluindapir. De acordo com os resultados de pesquisa da empresa, o uso frequente do mesmo fungicida promove uma maior pressão de seleção e, portanto, acarreta uma menor eficácia do manejo das doenças. “Na ausência de novos ativos, a rotação de grupos químicos e moléculas atenuam a pressão sobre as populações e conferem mais controle”, explica a especialista.
O Onsuva®, produto da FMC com essa formulação, é indicado para alternância dos ingredientes ativos utilizados no manejo e consequente redução da pressão de seleção dos patógenos. Balanceado com uma carboxamida inédita e de amplo espectro e um triazol altamente seletivo, proporciona um melhor manejo de doenças e rotação com outras soluções existentes no mercado, promovendo a sustentabilidade no controle.
Débora diz que dentre outras estratégias para manejo da ferrugem-asiática estão as boas práticas como a ausência da semeadura de soja e a eliminação de plantas voluntárias na entressafra por meio do vazio sanitário para redução do inóculo do fungo, a utilização de cultivares de ciclo precoce, semeaduras no início da época recomendada e a utilização de fungicidas, como o Onsuva®.
“Compatível com outros programas de manejo de doenças, esse produto proporciona a prevenção de um amplo espectro de doenças, que podem atacar a cultura simultaneamente e ocasionar uma redução significativa no rendimento. O Onsuva® é uma excelente ferramenta para a sojicultura, com desempenho e performance superiores em alvos importantes e de difícil controle, além de possibilitar um manejo versátil ao agricultor”, ressalta Débora.
Na sojicultura, o Onsuva® é indicado para ferrugem-asiática e, ainda, para mancha parda (Septoria glycines), crestamento (Cercospora kikuchii) e oídio (Microsphaera diffusa). O produto é recomendado também para algodão para o controle das manchas Ramulária (Ramulariopsis pseudoglycines), Ramulose (Colletotrichum gossypii) e Alternaria (Alternaria alternata); e no milho para helmintosporiose (Exserohilum turcicum), cercosporiose (Cercospora zeaemaydis) e ferrugem-polisora (Puccinia polysora).
soja-ferrugem_FMC
Fonte: FMC
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Carne brasileira sob pressão: risco de perda de competitividade global cresce com exigências sanitárias da União Europeia
Published
9 minutos agoon
20 de maio de 2026By
Da Redação
Panorama do conflito sanitário com a União Europeia
A recente suspensão das exportações de carne brasileira para a União Europeia acendeu um alerta no agronegócio nacional. O episódio evidencia um ponto crítico: a necessidade de comprovação prática, auditável e contínua de conformidade com as exigências sanitárias do bloco europeu.
Segundo especialistas do setor jurídico agro, o Brasil corre o risco de perder competitividade internacional caso não consiga demonstrar, de forma estruturada, o cumprimento integral das normas de rastreabilidade e controle de uso de antimicrobianos.
Para a advogada Ieda Queiroz, do CSA Advogados, o problema vai além do acesso ao mercado europeu e atinge diretamente a reputação do país no comércio global de proteínas.
UE exige comprovação total da cadeia produtiva
“A União Europeia não trabalha com presunção de conformidade; ela exige evidências. Se o Brasil não demonstrar, de forma verificável, que cumpre as regras de uso de antimicrobianos e de rastreabilidade animal, o impacto será duradouro”, afirma a especialista.
De acordo com ela, a exigência europeia não se limita a boas práticas declaradas, mas envolve auditorias, registros completos e rastreabilidade individual dos animais ao longo de toda a cadeia produtiva — do campo ao processamento industrial.
Governo tenta resposta técnica, mas desafio é estrutural
O Ministério da Agricultura e Pecuária informou que está reunindo relatórios técnicos e dados de fiscalização para encaminhamento às autoridades europeias. O objetivo é esclarecer pontos regulatórios e demonstrar avanços recentes na governança sanitária brasileira.
Apesar da movimentação diplomática e técnica, o desafio estrutural permanece: a União Europeia condiciona qualquer reabilitação do Brasil à comprovação prática e contínua de conformidade em toda a cadeia produtiva.
Proibição de antibióticos não resolve o problema sozinha
Em abril de 2026, o governo federal proibiu o uso de antibióticos como promotores de crescimento na pecuária, incluindo substâncias como avoparcina, bacitracina e virginiamicina.
A medida foi considerada um avanço regulatório importante, mas, segundo especialistas, ainda insuficiente para atender integralmente às exigências europeias. A UE também demanda sistemas robustos de rastreabilidade individual, auditorias independentes e documentação completa de conformidade sanitária.
Falhas de rastreabilidade e desigualdade regional preocupam
Uma investigação conduzida pela Irish Farmers’ Association em quatro estados brasileiros, no segundo semestre de 2025, apontou que a adequação plena às exigências europeias tende a ser um processo de longo prazo.
O relatório identificou inconsistências documentais, fragilidades nos sistemas de rastreabilidade e grande variação entre regiões e perfis de produtores.
Pressão internacional deve aumentar nos próximos anos
Além da pauta sanitária, a resistência antimicrobiana (AMR) tem ganhado espaço nas discussões globais e pode ampliar barreiras comerciais em diferentes mercados.
Outro fator de pressão é o avanço do Regulamento Europeu de Desmatamento (EUDR), que deve entrar em vigor no segundo semestre de 2026, impondo novas exigências ambientais para exportadores de commodities agropecuárias.
Impacto econômico já preocupa exportadores
Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 1,8 bilhão em carnes para a União Europeia, equivalente a 368,1 mil toneladas. O bloco europeu é hoje o segundo principal destino em valor para as proteínas brasileiras.
Com a suspensão, o setor já observa pressão sobre contratos futuros e renegociações internacionais. Caso a situação não seja resolvida com rapidez e estruturação técnica, a perda potencial pode se aproximar de US$ 2 bilhões anuais.
Conclusão: tempo, governança e integração serão decisivos
Especialistas apontam que o Brasil possui capacidade técnica para atender às exigências internacionais, mas precisa acelerar a integração entre setor público e cadeia produtiva privada.
“O Brasil tem capacidade técnica para atender às exigências, mas precisa agir com velocidade. Cada mês de atraso representa perda de mercado e de credibilidade”, destaca Ieda Queiroz.
O cenário reforça que o futuro da competitividade da carne brasileira no mercado global dependerá menos de normas isoladas e mais de sistemas integrados, auditáveis e contínuos de conformidade sanitária e rastreabilidade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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