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Prejuízos econômicos da pirataria de sementes serão debatidos no Congresso Catarinense de Sementes

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A terceira edição do Congresso Catarinense de Sementes, marcada para os dias 02 e 03 de julho em Chapecó (SC), trará à tona os graves prejuízos econômicos gerados pela utilização de sementes piratas no Brasil. Segundo dados da Abrasem (Associação Brasileira de Produtores de Sementes), o prejuízo anual chega a R$ 2,5 bilhões em todo o país, sendo que apenas em Santa Catarina o impacto é de aproximadamente R$ 300 milhões.

Palestra sobre combate à pirataria de sementes

Um dos destaques da programação será a palestra “A importância e a relevância do combate à Pirataria de Sementes”, apresentada por Ronaldo Troncha, Presidente Executivo da Abrasem. Troncha enfatiza a importância de conscientizar sobre os riscos do uso de sementes de origem duvidosa, que não garantem a produtividade esperada e podem introduzir doenças nas lavouras. Ele alerta que produtores que utilizam sementes piratas enfrentam restrições sérias, como a impossibilidade de acessar linhas de crédito e seguro rural.

Propostas para mudanças na legislação

Durante o congresso, Troncha adiantará alguns resultados de estudos da Abrasem sobre o mercado de sementes piratas e suas consequências. Além disso, a entidade está preparando uma proposta de alteração na legislação brasileira para penalizar mais severamente os envolvidos no uso de sementes clandestinas. A ideia é propor medidas que incluam prisão, além de multa, para quem for flagrado utilizando tais práticas ilegais.

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Outros temas em destaque

Além das discussões sobre pirataria de sementes, o evento contará com a participação do secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Carlos Goulart, que abordará as novidades na regulamentação da produção de sementes. Diversas outras palestras estão programadas, incluindo temas como fungos associados às sementes de soja e milho, com enfoque na importância epidemiológica.

O 3º Congresso Catarinense de Sementes é organizado pela Associação dos Produtores de Sementes e Mudas do Estado de Santa Catarina (AproseSC) e pela Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), com correalização da Aeagro, apoio da Cidasc e Epagri, e organização da 2W Eventos. Este é considerado o principal evento do setor sementeiro no Sul do país, reunindo especialistas e profissionais para debater e promover avanços na agricultura de sementes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Sudeste supera Centro-Oeste em custo alimentar e confinamento registra lucro recorde em 2026

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O custo alimentar do confinamento bovino no Brasil apresentou uma mudança inédita na dinâmica entre as principais regiões produtoras em março de 2026. Pela primeira vez no ano, o Sudeste registrou custo inferior ao Centro-Oeste, segundo dados do Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP).

O indicador, baseado em dados reais de confinamentos que representam cerca de 62% das cabeças confinadas no país, evidencia uma nova configuração de competitividade regional, ao mesmo tempo em que a atividade atinge níveis recordes de rentabilidade.

Sudeste registra menor custo alimentar e quebra padrão histórico

Em março, o ICAP no Centro-Oeste fechou em R$ 13,23 por cabeça/dia, alta de 11,93% em relação a fevereiro, pressionado principalmente pelo encarecimento de insumos energéticos e volumosos.

Já no Sudeste, o índice foi de R$ 12,19, com recuo de 3,64% no mesmo período. O resultado consolidou a tendência de queda iniciada em fevereiro e marcou a inversão regional, com diferença de R$ 1,04 a favor do Sudeste.

Na comparação anual, ambas as regiões apresentam redução de custos. O Centro-Oeste acumula queda de 4,89%, enquanto o Sudeste registra recuo mais expressivo de 8,14% frente a março de 2025.

Insumos pressionam custos no Centro-Oeste

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o Centro-Oeste encerrou março acima da média do período, refletindo a pressão concentrada no último mês.

Os principais movimentos foram:

  • Volumosos: alta de 21,02%
  • Energéticos: alta de 12,35%
  • Proteicos: estabilidade (-0,30%)

O aumento foi impulsionado principalmente pelos energéticos, com destaque para o milho grão seco (+2,2%) e o sorgo (+6,9%), em meio à transição entre a safra de verão e a expectativa da safrinha.

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Nos volumosos, a elevação foi puxada pela silagem de capim (+30,4%), mesmo com recuos em itens como a silagem de milho (-8,1%).

Sudeste reduz custos com maior oferta de insumos

No Sudeste, o custo alimentar encerrou março 1,79% abaixo da média trimestral, influenciado principalmente pela queda nos insumos energéticos e proteicos.

Os destaques foram:

  • Energéticos: queda de 8,74%
  • Proteicos: queda de 5,11%
  • Volumosos: alta de 43,75%

Entre os energéticos, houve recuo no preço do sorgo (-15,3%) e do milho (-1,5%), reflexo da maior disponibilidade e competitividade de coprodutos agroindustriais.

Nos proteicos, a redução foi puxada pela torta de algodão (-8,2%) e pelo DDG (-2,1%). Apesar da forte alta nos volumosos, especialmente silagem de cana (+65,1%) e bagaço de cana (+23,3%), o custo total da dieta foi reduzido na região.

Rentabilidade do confinamento atinge níveis recordes

A relação entre custo alimentar e preço da arroba manteve o confinamento em um dos melhores momentos de lucratividade da série recente.

No mercado físico:

  • Centro-Oeste
    • Custo da arroba produzida: R$ 192,76
    • Preço da arroba: R$ 345,00
    • Lucro: R$ 1.278,79 por cabeça
  • Sudeste
    • Custo da arroba produzida: R$ 193,50
    • Preço da arroba: R$ 350,00
    • Lucro: R$ 1.267,65 por cabeça

As duas regiões registraram crescimento superior a 24% na rentabilidade em relação a fevereiro, com margens acima de R$ 1,2 mil por animal.

Convergência de custos e competitividade entre regiões

Outro destaque foi a forte aproximação no custo por arroba produzida entre as regiões. A diferença caiu para apenas R$ 0,74 em março, ante mais de R$ 17 no mês anterior.

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Esse movimento indica uma equalização da competitividade entre Centro-Oeste e Sudeste, reforçada também por um empate técnico na lucratividade — com diferença inferior a R$ 12 por cabeça.

No mercado de exportação, o Sudeste apresenta leve vantagem, com lucro estimado em R$ 1.324,35 por animal, impulsionado por preços mais elevados do boi destinado à China.

Inversão de custos levanta dúvidas sobre tendência para 2026

A mudança no padrão regional de custos, considerada atípica para a pecuária brasileira, levanta questionamentos sobre sua continuidade.

Enquanto o Centro-Oeste foi pressionado pela alta dos energéticos (+16,55%) e volumosos (+15,18%), o Sudeste se beneficiou da queda nos energéticos (-9,56%) e proteicos (-7,71%), favorecida pela maior oferta de coprodutos.

A consolidação ou não desse novo cenário dependerá, principalmente, do desempenho da safrinha de milho ao longo do ano.

ICAP se consolida como ferramenta estratégica no confinamento

O ICAP é calculado com base em dados de confinamentos monitorados por tecnologias de gestão, incluindo sistemas amplamente utilizados no Brasil.

O índice reúne milhões de registros de alimentação animal e permite acompanhar mensalmente a evolução dos custos nas principais regiões produtoras.

Segundo especialistas, a ferramenta tem se consolidado como apoio estratégico para decisões de compra de insumos, análise de viabilidade econômica e planejamento da atividade de confinamento.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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