AGRONEGÓCIO

Feira da 13 de Junho agrada público e comerciantes em Cuiabá

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A Feira do Centro, na Rua 13 de Junho, está fortalecendo o comércio na região central de Cuiabá. Ainda em fase de teste, o projeto-piloto aconteceu pelo segundo sábado seguido, neste dia 27, dentro da proposta idealizada pela Prefeitura de Cuiabá, em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), para transformar a via em um grande espaço exclusivo de lazer e comércio popular, com as pessoas circulando livremente pela rua. Para isso, a 13 de Junho fica fechada para o tráfego de veículos entre 7h e 16h, no trecho compreendido entre as avenidas Getúlio Vargas e Isaac Póvoas. Além de moradores de Várzea Grande, visitantes do interior também aproveitaram a oportunidade.

“Eu adorei essa iniciativa. Estou aqui hoje passeando e também aproveitei para fazer umas comprinhas. Achei muito legal esse incentivo para o comércio, porque, quando se fecha a rua, as pessoas podem se movimentar e vir fazer suas compras. Isso é muito bom. Parabéns ao prefeito Abílio e a toda a organização”, declarou a primeira-dama de Campo Novo do Parecis, Claudirene Piaia.

Muita gente que não visitou a feira no sábado anterior aproveitou para conhecer, como Cris Lima, do bairro Despraiado. “Soube através da mídia e achei interessante a proposta da Prefeitura de abrir a Rua 13 de Junho para o comércio livre aos sábados. Quem é cuiabano sabe que o Centro precisa ser valorizado. É uma forma das pessoas virem, andarem, tem bastante segurança, a gente se sente seguro. É uma proposta boa para trazer as pessoas de volta ao comércio da cidade”, opinou.

Ela defende, no entanto, que a proposta precisa agregar outros elementos. “Imagino algo mais cultural. Seria interessante que a Prefeitura aproveitasse a oportunidade para fazer os cuiabanos e os não cuiabanos conhecerem o espaço, o comércio, um pouco da história, da cultura, da música e da arte mato-grossense. Precisa valorizar o espaço. As pessoas vão procurar produtos diferentes e sair um pouco de dentro dos shoppings”, frisou.

Valéria Hansen, que veio com o filho Gabriel, ressaltou que a decisão da Prefeitura foi um ponto positivo, uma vez que está ajudando os comerciantes e a população, com o fácil acesso às exposições dos materiais à venda. “Fica mais fácil para o público. E ter uma 13 de Junho estilo 25 de Março, como em São Paulo, valoriza muito, além de dar oportunidade de emprego para as pessoas. Muito positivo”, disse.

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Aparecida Ribeiro de Oliveira, a Cida do Camelô, lembrou que, há 15 anos, já lutava com outros comerciantes de rua para trabalhar na 13 de Junho. “Nessa rua aqui eu fui presa 37 vezes, defendendo o povo. E hoje eu vejo que estava certa, tanto que abriram a rua para nós fazermos uma feira e trabalhar. Toda capital tem uma feira bonita na rua, numa via principal. Em São Paulo tem a 25 de Março e aqui nós temos a 13 de Junho. Eu sou a favor que essa feira continue uma vez por semana, vai ser muito bom. E sugiro que as pessoas sejam cadastradas. O prefeito Abílio Brunini está de parabéns. Vai ser bom não só para nós, como para todos os comerciantes. Eu também sou comerciante, tenho um box ali no Shopping Orla, no final da 13 de Junho, e quero dar um recado para a população de Cuiabá: no sábado eu estou aqui, mas a semana inteira estou no Shopping Orla, e tem boxes vazios lá, a Prefeitura precisa colocar mais expositores também”, relatou.

Sobre as vendas, Cida disse que foram boas tanto no primeiro sábado (20) quanto neste (27). “O povo vem ver a feira. Tem que trazer também para cá mais garapa, pastel, essas coisas de comer, para fazer a feira, igual fazemos nos bairros. Fazer aquela feirona mesmo, feira de rua. Logo todo mundo vai estar comprando na 13 de Junho”, destacou.

Vale ressaltar que é uma oportunidade de andar pela rua e procurar o que gosta. Para quem costuma andar pouco e ir de carro, há alternativas para deixar os veículos na região.

Empresários comemoram

O movimento na rua também tem favorecido os empresários, que sentiram melhora nas vendas. “Tem sido muito bom, aumentaram as vendas. Avalio que essa iniciativa deve continuar. Eu apoio, está começando agora, e tende a dar certo, sim, de se tornar uma grande feira”, disse Thamiris Souza, gerente da Barão do Brinco, da Rua 13 de Junho.

Para Everton Oliveira Santos, gerente das lojas Gazin, a programação tem contribuído bastante. “O público fica mais à vontade, não tem aquele trânsito de carro passando, o pessoal está aí com as barracas, monta ali seu estande, pode fazer as suas vendas e é também bacana para nós tirar o produto para fora e, no sabadão, colocar um produto em oferta, evidenciando ali na calçada. É uma oportunidade de fazer um dia diferente”.

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Teve até comerciante que, na primeira edição, trabalhou e, desta vez, aproveitou para curtir. “Eu vendi pipoca bem ali em cima (se referindo ao início da Rua 13 de Junho). Só que hoje eu falei que não ia vender, deixaria para o próximo sábado. Esse eu vim para as compras, vim para curtir. Eu gostei muito dessa ideia, foi bem legal. Na primeira vez foi bem movimentado. Eu acredito que no próximo vai ser mais ainda, e estarei participando. A maioria do pessoal já terá recebido o pagamento, vai estar lotado o Centro”, garantiu.

“O que eu tenho para dizer? Que o prefeito fez uma boa ação com os comerciantes daqui da 13 de Junho. Durante a semana as vendas são mais fracas, menos movimento. Então, essa iniciativa dele foi boa, de pôr o pessoal aos sábados na rua para vender mais, e graças a Deus está dando certo. Parabéns para o prefeito”, disse o comerciante Mauro Cézar Costa da Silva.

Avaliação positiva também tem Augusto Ferreira da Silva, representante dos comerciantes de rua (camelôs), ao afirmar que todos saem ganhando com a decisão municipal. “Todo mundo ganhou: a Prefeitura ganhou, o lojista ganhou e o vendedor ambulante do Centro ganhou. Foi uma sociedade que se juntou e todos saem ganhando. Mas quem ganhou mais foi o prefeito, que deu o pontapé inicial para botar esse ponto no meio da rua, que liberou a 13 de Junho para todo mundo trabalhar. Todo mundo está vendo, está contente e agradecendo o prefeito, porque nunca teve um prefeito como esse, de liberar essa rua num sábado. Não teve. Estamos agradecendo por ele ter feito isso”, afirmou.

#PraCegoVer

A foto mostra a Rua 13 de Junho com os expositores em pleno atendimento aos visitantes.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Um terço dos produtores rurais brasileiros já utiliza IA; veja como aplicar na sua propriedade

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A inteligência artificial já está presente em 32% das empresas, cooperativas e propriedades rurais consultadas em levantamento com profissionais do agronegócio. A tecnologia começa a sair dos escritórios e chegar às decisões de plantio, irrigação, aplicação de insumos, controle de pragas, manutenção de máquinas, pecuária e comercialização.

O percentual não permite concluir que o Brasil esteja atrasado. A pesquisa ouviu 197 profissionais e não possui abrangência suficiente para representar todo o setor. Além disso, ainda não existe uma estatística internacional padronizada que permita comparar diretamente o uso de inteligência artificial nas propriedades de diferentes países.

O conceito também varia entre os levantamentos. Algumas pesquisas consideram apenas sistemas que aprendem com dados e produzem previsões. Outras incluem agricultura de precisão, sensores, drones, imagens de satélite, pilotos automáticos e plataformas digitais, mesmo quando essas ferramentas não utilizam inteligência artificial em todas as suas funções.

Uma pesquisa internacional realizada com cerca de 4,4 mil produtores de nove países ajuda a dimensionar a digitalização do campo. Nos Estados Unidos, 61% dos entrevistados utilizavam soluções de agronomia digital, 51% adotavam equipamentos de agricultura de precisão e 38% empregavam sensoriamento remoto. Na América Latina, 49% usavam ferramentas digitais para acompanhar a produtividade.

O mesmo levantamento apontou que 75% dos produtores latino-americanos consultados utilizavam controladores de seção em pulverizadores, ante 78% na América do Norte e 49% na União Europeia. Esses equipamentos evitam sobreposição durante a aplicação, mas não devem ser classificados automaticamente como inteligência artificial.

Diante dessas diferenças, os 32% registrados no levantamento brasileiro indicam uma adoção relevante, embora ainda concentrada. Outros 56% dos participantes afirmaram não utilizar IA e 12% não souberam responder. Parte desses últimos pode empregar sistemas com inteligência artificial embarcada sem identificar a tecnologia pelo nome.

Na prática, a IA funciona a partir da coleta e da comparação de informações. Sensores, máquinas, estações meteorológicas, câmeras, drones, satélites e sistemas de gestão geram dados sobre solo, clima, plantas, animais, equipamentos, custos e produtividade. Os programas procuram padrões nesse conjunto e transformam as informações em alertas, previsões ou recomendações.

Uma câmera instalada numa máquina, por exemplo, pode registrar milhares de imagens enquanto percorre a lavoura. O sistema compara as plantas fotografadas com exemplos usados em seu treinamento, diferencia a cultura das invasoras e indica onde o herbicida deve ser aplicado. Em equipamentos compatíveis, o acionamento pode ocorrer automaticamente e apenas no ponto necessário.

Na irrigação, imagens térmicas e sensores permitem acompanhar a temperatura das folhas, a umidade do solo e as condições atmosféricas. Plantas submetidas à falta de água apresentam mudanças que podem ser reconhecidas pelo sistema antes que o estresse seja facilmente percebido a olho nu. A informação ajuda a definir quais áreas precisam ser irrigadas e em que quantidade.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) participa do desenvolvimento de uma tecnologia que analisa a temperatura das folhas para identificar a necessidade de água. A aplicação busca evitar tanto a deficiência hídrica quanto o desperdício provocado pela irrigação uniforme de talhões com condições diferentes.

No manejo de pragas, câmeras e armadilhas eletrônicas podem reconhecer insetos, contar ocorrências e transmitir alertas. Um sistema desenvolvido para o bicudo-do-algodoeiro identifica os exemplares capturados e envia os dados para um aplicativo. Dessa forma, o acompanhamento deixa de depender apenas da visita manual a cada armadilha.

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A análise de imagens de satélite ou drones também permite localizar falhas de plantio, manchas com desenvolvimento irregular, erosão, deficiência nutricional e possíveis focos de doenças. O produtor recebe um mapa das áreas que precisam ser vistoriadas, reduzindo o tempo gasto para encontrar problemas em grandes extensões.

Na aplicação de sementes e fertilizantes, a inteligência artificial pode cruzar mapas de solo, relevo, produtividade e histórico de manejo. A partir desses dados, divide a propriedade em zonas e ajuda a calcular taxas diferentes dentro do mesmo talhão. O objetivo é evitar desperdício nas áreas de menor resposta e aproveitar melhor o potencial das mais produtivas.

Durante a safra, modelos computacionais podem combinar área cultivada, desenvolvimento das plantas, clima e histórico de produtividade para estimar o volume que deverá ser colhido. A previsão melhora o planejamento de máquinas, trabalhadores, fretes, armazéns e contratos de venda.

A tecnologia também pode acompanhar tratores, colheitadeiras e pulverizadores. Informações sobre consumo de combustível, temperatura, pressão, vibração e desempenho dos componentes ajudam a identificar alterações que costumam anteceder uma falha. A manutenção pode ser programada antes que a máquina pare durante uma janela curta de operação.

Na pecuária, câmeras e sensores acompanham peso, deslocamento, alimentação e comportamento dos animais. Mudanças de padrão podem sinalizar problemas sanitários, reprodutivos ou nutricionais. Sistemas de visão computacional também são testados para estimar o desenvolvimento dos bovinos e auxiliar na definição do momento de abate.

A IA pode ser utilizada mesmo sem máquinas sofisticadas. Plataformas de gestão conseguem organizar notas fiscais, custos, estoques, aplicações, contratos e resultados por talhão. Ao reunir essas informações, o sistema pode apontar quais áreas apresentam maior custo, onde a produtividade está abaixo do histórico e quais despesas aumentaram entre uma safra e outra.

Ferramentas de inteligência artificial generativa também podem ajudar a resumir contratos, comparar orçamentos, elaborar relatórios e organizar informações administrativas. Elas não devem, contudo, ser utilizadas isoladamente para definir dosagens, diagnosticar doenças ou recomendar defensivos. Esses sistemas podem produzir respostas erradas com aparência convincente.

A confiabilidade depende da qualidade dos dados. Sensores descalibrados, mapas incompletos e registros financeiros incorretos levam a análises igualmente ruins. A recomendação precisa ser conferida no campo e validada pelo produtor ou por profissional habilitado antes de se transformar em uma decisão agronômica.

O custo permanece entre as principais barreiras, mas adotar IA não exige necessariamente comprar drones, servidores ou robôs. Cooperativas, consultorias e empresas de assistência técnica podem fornecer imagens, mapas e análises como serviço. Em outros casos, a inteligência já está incorporada a máquinas, aplicativos e plataformas utilizados na propriedade.

O melhor ponto de partida é escolher um problema mensurável. O produtor pode testar a tecnologia para reduzir consumo de água, localizar plantas daninhas, prever manutenção, controlar combustível ou organizar custos. A comparação entre uma área assistida e o manejo anterior permite verificar se a economia ou o ganho de produtividade paga o investimento.

A inteligência artificial não substitui a experiência do produtor nem a responsabilidade técnica. Sua vantagem é processar rapidamente milhares de informações e apontar situações que merecem atenção. Quando resolve um problema concreto e entrega retorno comprovável, deixa de ser uma promessa distante e passa a funcionar como mais uma ferramenta de gestão da propriedade.

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SERVIÇO

O produtor não precisa comprar um drone, trocar o maquinário nem contratar um sistema caro para começar. O primeiro passo é escolher um problema específico da propriedade, como consumo elevado de combustível, desperdício de água, falhas na aplicação, dificuldade para localizar pragas ou falta de controle dos custos.

Verifique o que já está disponível

Tratores, colheitadeiras, pulverizadores, ordenhadeiras e sistemas de irrigação mais recentes podem gerar dados e oferecer recursos de automação ou inteligência artificial que não estão sendo utilizados. O produtor deve consultar o fabricante, a concessionária ou a assistência técnica para saber quais funções estão incluídas no equipamento.

Organize os dados da propriedade

A inteligência artificial depende de informações confiáveis. Mapas de produtividade, análises de solo, registros de aplicação, consumo de combustível, chuvas, custos, manutenção, mortalidade e desempenho dos animais podem alimentar os sistemas. Quanto melhor o histórico, mais úteis tendem a ser as análises.

Procure assistência técnica

Cooperativas, sindicatos rurais, empresas estaduais de extensão, unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), consultores e profissionais das ciências agrárias podem ajudar a identificar aplicações adequadas. Muitas soluções são oferecidas como serviço, sem a necessidade de o produtor comprar sensores, drones ou programas.

Comece por uma área pequena

A recomendação é testar a ferramenta em um talhão, pivô, lote de animais ou conjunto de máquinas. O resultado deve ser comparado com o manejo anterior, considerando economia de insumos, ganho de produtividade, redução de perdas, horas de trabalho e custo da tecnologia.

Calcule o retorno

Antes de contratar, o produtor deve somar mensalidades, instalação, equipamentos, treinamento, manutenção e conectividade. A economia ou receita adicional precisa superar esses gastos em prazo compatível com a propriedade. Promessas de resultado sem demonstração em condições semelhantes merecem cautela.

Confira o contrato e a proteção dos dados

É importante saber quem poderá acessar as informações da propriedade, onde elas serão armazenadas e se poderão ser compartilhadas com terceiros. O contrato também deve informar como o produtor recupera seus dados caso decida trocar de fornecedor.

Valide as recomendações

Alertas produzidos por inteligência artificial devem ser conferidos no campo. Diagnósticos de doenças, doses de produtos, aplicações de defensivos e decisões sanitárias precisam respeitar a legislação, as bulas e a orientação de profissionais habilitados.

Onde aprender

O Senar Play oferece gratuitamente a trilha “Inteligência Artificial aplicada ao agro”, além do curso “Inteligência Artificial no Campo”, com 20 horas, aulas on-line e início imediato. A plataforma também mantém cursos de agropecuária digital, agricultura de precisão, sensores e mapeamento.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) disponibiliza capacitações pela plataforma E-Campo e conteúdos de assistência técnica no Ater+ Digital. Cooperativas, sindicatos e administrações regionais do Senar também podem informar sobre treinamentos presenciais e assistência disponível em cada Estado.

Ferramentas de IA generativa podem ser usadas para organizar planilhas, comparar orçamentos, resumir documentos e preparar relatórios. Informações financeiras, contratos, documentos pessoais e dados estratégicos da propriedade, entretanto, não devem ser inseridos em plataformas públicas sem a verificação das regras de privacidade.

Fonte: Pensar Agro

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