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Açúcar e Etanol Encerrem Semana em Queda com Melhoria na Oferta Global

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Os contratos futuros do açúcar começaram a semana em queda nas bolsas internacionais, atingindo a menor cotação em quase dois meses. Segundo analistas consultados pela Reuters, essa tendência se deve às melhores perspectivas de oferta global.

“Os comerciantes citaram uma previsão de safra mais otimista no hemisfério Norte, impulsionada por chuvas de monções extremamente favoráveis. Na semana passada, alguns analistas revisaram para cima suas projeções de produção global de açúcar. Além disso, a previsão do tempo para o Brasil indica chuvas na próxima semana, o que pode beneficiar o final da safra”, destacou a Agência Internacional de Notícias.

Mercado de Nova York

Na ICE Futures de Nova York, os contratos de açúcar bruto com maior liquidez ou de longo prazo registraram queda. O vencimento para outubro de 2024 foi negociado a 18,30 centavos de dólar por libra-peso, uma redução de 36 pontos em comparação com os preços de sexta-feira. O contrato para março de 2025 foi negociado a 18,65 centavos por libra-peso, uma desvalorização de 33 pontos. Os demais contratos recuaram entre 8 e 34 pontos.

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Mercado de Londres

Na ICE Futures Europe, em Londres, os contratos de açúcar branco também fecharam em baixa em todos os lotes. O vencimento para outubro de 2024 foi negociado a US$ 533,10 por tonelada, uma queda de 1,5% ou 8,10 dólares em comparação com a sessão anterior. O contrato para dezembro de 2024 caiu 8,90 dólares, sendo negociado a US$ 520,20 por tonelada. Os demais lotes recuaram entre 3,20 e 9,30 dólares.

Mercado Doméstico

No mercado interno, a segunda-feira marcou o terceiro dia consecutivo de queda nas cotações do açúcar cristal, conforme medido pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 132,48, frente aos R$ 133,36 registrados na sexta-feira, uma desvalorização de 0,66% no comparativo diário.

Etanol Hidratado

As cotações do etanol hidratado fecharam em baixa pelo quinto dia consecutivo, conforme o Indicador Diário Paulínia. Ontem, o biocombustível foi negociado pelas usinas a R$ 2.690,00 por metro cúbico, contra R$ 2.719,00 por metro cúbico na sexta-feira, uma queda de 1,07% no comparativo diário. No acumulado de julho, o indicador ainda apresenta uma alta de 3,96%.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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