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FAO integra Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza e liderará mecanismo de apoio em Roma

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A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) oficializou sua adesão como membro fundador da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, uma iniciativa do G20 com liderança do Brasil, que busca intensificar os esforços para erradicar a fome e a pobreza no mundo até 2030 e reduzir as desigualdades.

Com esta adesão, a FAO assume o compromisso de cooperar com os demais membros da Aliança para desenvolver soluções inovadoras, compartilhando boas práticas e promovendo o intercâmbio de conhecimentos em bases voluntárias. Em comunicado, a FAO destacou que trabalhará na coleta e análise de dados e no aproveitamento de redes de conhecimento locais, nacionais e internacionais, além de colaborar com coalizões e comunidades para fortalecer a luta global contra a fome e a pobreza.

A Aliança Global, que recebeu apoio unânime dos países do G20 em 2023, será lançada formalmente na Cúpula de Líderes do G20, prevista para meados de novembro. A iniciativa já conta com a adesão de várias agências das Nações Unidas, instituições financeiras internacionais e governos, além de fundações e organizações de conhecimento.

Papel da FAO na Aliança Global

A FAO desempenhará um papel central ao hospedar o mecanismo de apoio da Aliança em sua sede em Roma, que atuará como um centro logístico e de coordenação para otimizar a utilização de recursos e minimizar custos de transação. A proposta é mitigar riscos e maximizar o retorno dos investimentos dos doadores por meio de instrumentos flexíveis de colaboração e mecanismos inovadores de financiamento.

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“A Aliança permitirá que os países implementem, em larga escala e baseados em evidências, políticas voltadas para a erradicação da fome e da pobreza, organizadas em pilares nacionais, de conhecimento e financeiros”, afirmou o Diretor-Geral da FAO, QU Dongyu. “Será um canal essencial para levar conhecimentos, experiências e histórias de sucesso às regiões do mundo que mais necessitam”, complementou.

A “Cesta de Políticas” e as áreas prioritárias da Aliança

A Aliança Global foi concebida para dar suporte a políticas públicas nacionais, como programas de merenda escolar, transferências de renda, nutrição materna e infantil, igualdade de gênero e apoio a pequenos agricultores e à gestão de recursos hídricos. No coração da iniciativa está uma “Cesta de Políticas” com aproximadamente 50 instrumentos baseados em evidências e seis áreas prioritárias, denominadas “sprints”, para ações aceleradas com foco em resultados rápidos e sustentáveis para as populações mais vulneráveis.

A “Cesta de Políticas” inclui instrumentos e programas de apoio à criança e à família, transferências de renda condicionadas e incondicionadas, garantia de emprego, programas de alimentação escolar, nutrição, diversificação de meios de subsistência, educação básica, acesso a água potável, crédito e irrigação, além de tecnologias climáticas e apoio a pequenos agricultores. Em sua declaração de compromisso, a FAO reforçou que essa cesta será construída coletivamente, com foco em políticas implementáveis e direcionadas às populações em situação de fome e pobreza extrema.

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Segundo a FAO, aproximadamente 735 milhões de pessoas, ou uma em cada dez no mundo, enfrentaram a fome em 2023, um desafio significativo para atingir a meta de fome zero até 2030, conforme definido nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Para contribuir, a FAO se comprometeu a intensificar seus esforços na coleta, análise e disseminação de dados essenciais para o combate à fome, com foco na aplicação prática de políticas globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nanossensores revolucionam detecção de pesticidas na água e fortalecem monitoramento ambiental, aponta estudo

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O avanço da nanotecnologia está abrindo novas perspectivas para o monitoramento ambiental e a proteção dos recursos hídricos. Pesquisadores ligados ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro) destacam que os nanossensores representam uma das soluções mais promissoras para detectar resíduos de pesticidas na água de forma rápida, precisa e com elevada sensibilidade.

O tema é abordado no capítulo Nanosensores Avançados para Detecção de Pesticidas em Água: Garantindo a Segurança Ambiental e a Saúde Pública, publicado em janeiro de 2026 na obra Emerging Nanotechnologies for Agroecosystem Management. O estudo reúne avanços científicos que podem ampliar significativamente a eficiência da vigilância ambiental e subsidiar políticas de preservação dos recursos hídricos.

Contaminação da água segue como desafio global

A presença de pesticidas em rios, lagos e mananciais é uma preocupação reconhecida por organismos internacionais e pela comunidade científica. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a exposição prolongada a determinados contaminantes químicos presentes na água destinada ao consumo humano pode provocar efeitos adversos à saúde, reforçando a necessidade de sistemas eficientes de monitoramento.

Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostram que o consumo mundial de pesticidas supera 4 milhões de toneladas por ano. Parte desses produtos não permanece nas áreas de aplicação e pode alcançar os corpos d’água por processos naturais, como escoamento superficial e lixiviação do solo.

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Esse cenário torna essencial o desenvolvimento de tecnologias capazes de identificar rapidamente a presença desses compostos e fornecer informações para ações preventivas e corretivas.

Nanossensores aumentam precisão na detecção de pesticidas

O estudo destaca que a evolução dos sensores ambientais, especialmente aqueles associados à nanotecnologia, está transformando a capacidade de monitoramento da qualidade da água.

Entre as tecnologias avaliadas estão sensores eletroquímicos, ópticos e dispositivos baseados em mecanismos de bioreconhecimento. Nesse grupo, os biossensores — incluindo sensores enzimáticos, imunossensores e sensores de DNA — apresentam elevado desempenho na identificação de pesticidas, mesmo quando presentes em concentrações extremamente baixas.

A incorporação de nanomateriais aos dispositivos amplia sua eficiência ao oferecer maior área de contato, melhor transferência de elétrons e respostas analíticas mais rápidas, aumentando significativamente a precisão dos resultados.

Monitoramento em tempo real fortalece a gestão ambiental

Outro diferencial apontado pelos pesquisadores é a possibilidade de utilização desses equipamentos diretamente em campo.

Por serem mais compactos, portáteis e potencialmente mais acessíveis, os nanossensores permitem o monitoramento em tempo real da qualidade da água, reduzindo o tempo entre a detecção de uma contaminação e a adoção de medidas de controle.

Essa capacidade pode contribuir para respostas mais ágeis diante de eventos de poluição, reduzindo riscos ambientais e fortalecendo programas de vigilância em áreas agrícolas e de abastecimento.

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Tecnologia apoia agricultura sustentável e políticas públicas

Os pesquisadores ressaltam que os nanossensores não substituem as estratégias de prevenção da contaminação, mas fornecem informações fundamentais para orientar decisões técnicas e políticas públicas.

Segundo o estudo, a integração dessas tecnologias aos programas de monitoramento ambiental e às práticas agrícolas sustentáveis pode ampliar a eficiência da gestão dos recursos hídricos, oferecendo dados confiáveis para ações de fiscalização, mitigação de impactos e preservação ambiental.

Além disso, a disponibilidade de informações em tempo real favorece o desenvolvimento de estratégias mais eficientes para reduzir a exposição da população e dos ecossistemas aos resíduos de pesticidas.

Pesquisa reúne especialistas em nanotecnologia aplicada ao agro

O capítulo foi elaborado pelos pesquisadores Diego Maroso da Silva, Clarice Steffens e Juliana Steffens, integrantes da rede de pesquisa do INCT NanoAgro.

A publicação integra um esforço internacional voltado ao desenvolvimento de soluções inovadoras para a agricultura sustentável e conta com a edição do pesquisador Leonardo Fraceto, coordenador do INCT NanoAgro, em parceria com cientistas de diversos países, reforçando o papel da nanotecnologia como uma das principais ferramentas para o futuro da segurança ambiental e da produção agropecuária sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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