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Falta de limpeza de fuso da colhedora gera perda no algodão

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É algo simples, que parece “bobo”, mas que faz uma grande diferença no final, especialmente para uma cultura com alto valor agregado. Sabe do que se trata? Estamos falando da limpeza dos fusos das colhedoras de algodão, que se não realizada da maneira e periodicidade corretas, pode representar perda de fibra da pluma ou até impactar na qualidade, ou seja, prejuízo para o bolso do produtor.

O engenheiro agrônomo e diretor comercial na Sell Agro, Alexandre Gazoni, destaca que manter as peças limpas é importante justamente para o propósito de garantir uma alta capacidade na remoção das plumas da planta. Segundo ele, essa operação de limpeza precisa ser realizada praticamente todos os dias e, em alguns casos, até mais de uma vez durante a colheita, dependendo do desempenho da máquina. “Mesmo que você utilize produtos de alta eficiência para retardar o enovelamento nos fusos, em determinado momento vai começar a perder muita fibra na lavoura”, pontua. Ele reforça que é fundamental, durante a operação, parar e avaliar o equipamento, assim, em alguns casos, “percebe-se a necessidade de limpeza maior do que se imaginava”, completa.

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Como realizar

A limpeza ocorre em duas etapas, sendo a primeira realizada pela própria máquina. Nesse processo, o produto é misturado com água no reservatório da colhedora, e a solução é conduzida até as escovas posicionadas acima de cada fuso, onde é aplicada em cada um deles.

Porém, quando a autolimpeza não consegue evitar o enovelamento no fuso, é necessário realizar uma limpeza externa em cada carrinho dos fusos. “A recomendação é jatear água e produto específico nas áreas propensas ao enovelamento. Em casos em que isso não é suficiente, pode ser necessária a remoção manual do enovelamento, sendo essencial agir com cuidado para garantir a máxima higienização do fuso”, explica Gazoni.

Ele ressalta a importância de escolher produtos mais modernos que contenham óleo em sua composição, pois são menos abrasivos. Isso possibilita uma operação eficaz sem causar desgaste prematuro nos componentes, além de evitar danos às fibras de algodão.

Tecnologia ajuda

Para auxiliar o cotonicultor, a Sell Agro pesquisou e colocou no mercado o HiSpeed, um agente de limpeza compatível com todos os modelos de colhedoras de algodão. A principal diferença entre o produto e outros, é que este foi desenvolvido com uma base oleosa, ou seja, não se trata de um detergente, além de não conter soda cáustica, nem abrasivos em sua composição.

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“Sua formulação foi projetada não apenas para limpar, mas também para conferir lubrificação ao fuso da colhedora de algodão. Essa lubrificação também ajuda na hidratação dos retentores, reduzindo a necessidade de manutenção da máquina e prolongando a vida útil dos dedos dos fusos durante a colheita”, endossa o especialista da empresa.

A utilização da ferramenta resulta em menor desgaste quando comparado a detergentes convencionais, tanto em termos de máquina como na qualidade da fibra colhida. Além disso, devido ao grau de lubrificação do HiSpeed, este melhora as características das fibras quando comparado a produtos que contenham solventes, como soda cáustica. “Isso proporciona benefícios significativos, tanto na manutenção e redução de desgaste da colhedora, quanto na qualidade da produção”, finaliza Gazoni.

Fonte: Ruralpress

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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