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Prefeitura de Cuiabá resgata tradição esportiva com o retorno do UniCuia

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Após mais de 13 anos, Cuiabá volta a celebrar uma de suas maiores tradições esportivas. A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Smel), anuncia o retorno dos Jogos Abertos Cuiabanos – UniCuia, que terão início no dia 8 de novembro de 2025.

A competição marca uma nova fase no incentivo ao esporte amador e profissional na capital. Com modalidades de futsal, handebol, basquetebol e voleibol, o UniCuia será disputado em diversas unidades esportivas do município e reunirá atletas de ambos os sexos, sem limite de idade.

As inscrições já estão abertas. Para se inscrever clique aqui.

Organizado em parceria com as federações esportivas de cada modalidade, o evento contará com arbitragem profissional, garantindo qualidade técnica e credibilidade às disputas. As regras e regulamentos serão divulgados por meio dos boletins e congressos técnicos oficiais.

De acordo com o secretário municipal de Esporte e Lazer, Jefferson Neves, o retorno do UniCuia representa o resgate de uma tradição esportiva e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à prática esportiva em todas as idades.

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“A proposta de restabelecer o UniCuia, depois de mais de 13 anos desde sua última edição, é resgatar uma tradição importante do esporte cuiabano. Queremos retomar uma cultura de competições voltadas ao público adulto, valorizando os atletas que já não fazem parte das categorias de base, mas que continuam ativos e comprometidos com o esporte. Além disso, o UniCuia será o ponto de partida para a formação da Seleção Cuiabana que representará a capital nos Jogos Abertos Estaduais ainda neste ano”, destacou o secretário.

Para o secretário-adjunto da Smel, Otávio Rodrigo, a iniciativa vai além da competição. “Os jogos abertos, além dos seus objetivos principais, promovem benefícios que vão muito além das quadras. São uma ferramenta de desenvolvimento pessoal, emocional e social, que contribui para a formação integral dos participantes”, afirmou.

O UniCuia também marca o encerramento do calendário esportivo municipal, reunindo atletas de diferentes gerações e abrindo caminho para novas iniciativas da Prefeitura, como os Jogos Master e os Jogos da Terceira Idade, previstos para os próximos anos.

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Com o retorno dos Jogos Abertos Cuiabanos, a Prefeitura de Cuiabá reforça seu compromisso com o esporte como instrumento de integração, cidadania e qualidade de vida.

#PraCegoVer
A imagem que acompanha a matéria mostra um evento esportivo realizado pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Smel) em meados do ano.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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