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Exportações do agro mineiro batem novo recorde no período de janeiro a abril

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As exportações mineiras do agronegócio somaram US$ 5 bilhões nos meses de janeiro a abril deste ano. O valor é recorde para o período e 13% maior do que o montante alcançado no primeiro quadrimestre de 2023. O volume comercializado para o exterior atingiu 5,2 milhões de toneladas, com acréscimo de 16,2% em comparação ao mesmo intervalo do ano passado.

O setor respondeu por 37,4% das vendas internacionais de Minas. Dentre os 155 diferentes países compradores, os destinos mais frequentes foram a China (US$ 1,4 bilhão), Estados Unidos (US$ 533,1 milhões), Alemanha (US$ 389 milhões), Bélgica (US$ 242 milhões) e Itália (US$ 226 milhões).

“O bom desempenho é justificado pela valorização do café no mercado externo, além do aumento nos embarques de produtos relevantes, como os complexos soja e sucroalcooleiro e as carnes”, avalia a assessora técnica da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Manoela Teixeira.

Principais produtos

As exportações de café representaram 45,4% do total mineiro no setor agropecuário. Em comparação aos quatro primeiros meses de 2023, houve acréscimos de 32% no valor e 36% no volume, alcançando US$ 2,3 bilhões e 10,4 milhões de sacas, respectivamente.

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O complexo sucroalcooleiro contabilizou US$ 554 milhões e 1,1 milhão de toneladas comercializadas, com alta de 77,4% na receita e 57% no volume.

As carnes faturaram US$ 439 milhões, com 141 mil toneladas, correspondendo a 9% das vendas internacionais do setor agropecuário de Minas.

Já as exportações do complexo soja alcançaram US$ 1,2 bilhão, com queda de 16% no faturamento, devido à baixa do preço da commodity no mercado internacional e à diminuição das compras chinesas e tailandesas. Por sua vez, o volume embarcado registrou crescimento de 8%, chegando 2,6 milhões de toneladas.

Fonte: SEAPA MG – Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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