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Exportações de Milho do Brasil Totalizam 6,06 Milhões de Toneladas em Agosto

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Em agosto, o Brasil exportou 6,063 milhões de toneladas de milho, gerando uma receita de US$ 1,185 bilhão ao longo dos 22 dias úteis do mês. A média diária das exportações alcançou US$ 53,873 milhões, enquanto o preço médio da tonelada de milho foi de US$ 195,50. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior.

No entanto, em comparação com o mesmo período de 2023, houve uma queda significativa. O valor médio diário das exportações recuou 47%, enquanto a quantidade exportada por dia sofreu uma redução de 35,2%. Além disso, o preço médio da tonelada desvalorizou 18,2%.

Mercado Doméstico de Milho Apresenta Oscilações

O mercado brasileiro de milho se manteve firme nas cotações durante a última semana de agosto, com destaque para as exportações nos portos. De acordo com a Safras Consultoria, houve uma ligeira piora nos preços portuários na quinta-feira, o que desacelerou as negociações em comparação aos dias anteriores. Ainda assim, o saldo semanal foi de avanço nos preços.

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Fatores como a variação cambial e os movimentos da Bolsa de Chicago (CBOT) continuam influenciando fortemente a formação dos preços. Além disso, a postura cautelosa dos produtores, que finalizam a colheita da safrinha, também contribui para o suporte nas cotações.

Variação Semanal de Preços nas Principais Regiões Produtoras

Entre as quintas-feiras de 29 de agosto e 5 de setembro, o preço do milho em Campinas (SP), na base CIF, subiu de R$ 65,00 para R$ 67,00 a saca de 60 kg, representando um aumento de 3,1%. Na região Mogiana, o preço avançou de R$ 60,00 para R$ 62,00 a saca, alta de 3,3%.

Em Cascavel (PR), os preços mantiveram-se estáveis em R$ 59,00 a saca. Em Rondonópolis (MT), houve uma elevação de 2%, com o preço passando de R$ 50,00 para R$ 51,00 a saca. Já em Erechim (RS), o milho teve um aumento de 3%, subindo de R$ 66,00 para R$ 68,00 a saca.

Outras regiões também registraram altas. Em Uberlândia (MG), o preço passou de R$ 58,00 para R$ 59,00 a saca, alta de 1,7%. Em Rio Verde (GO), o valor subiu de R$ 55,00 para R$ 56,00, uma elevação de 1,8%.

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Nos portos, o preço do milho também registrou ganhos significativos. No Porto de Santos (SP), a cotação subiu de R$ 67,00 para R$ 70,00 a saca, alta de 4,5%. Em Paranaguá (PR), houve um avanço de R$ 66,00 para R$ 69,00, também um aumento de 4,5%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto que dá poder de veto ao Mapa contra ‘canetadas’ ambientais avança na Câmara

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O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5900/2025, uma proposta que cria um “freio de arrumação” na edição de normas federais e estabelece uma etapa obrigatória de avaliação técnica para qualquer medida que impacte o agronegócio.

Fruto de uma articulação direta da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o texto determina que regras sobre produção, cultivo, manejo, transporte ou comercialização no campo passem pelo crivo prévio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida ataca a insegurança jurídica que vinha travando licenças ambientais e linhas de crédito rural no País.

O projeto, de autoria do presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, traz como principal trunfo o caráter vinculante da manifestação do Mapa. Na prática, a análise econômica e de abastecimento feita pela pasta da Agricultura terá peso decisivo. Atos federais editados por outros órgãos (como o Ministério do Meio Ambiente ou Ibama) sem essa consulta prévia perderão a validade jurídica em relação às atividades produtivas afetadas.

A movimentação da FPA ocorreu em resposta a um gargalo que vinha tirando o sono dos produtores: o enquadramento de espécies de altíssima relevância econômica em regimes regulatórios restritivos por órgãos ambientais, tratando culturas tradicionais quase como ameaças ou invasoras.

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A coordenação de Meio Ambiente da bancada, que relatou o projeto por meio do deputado Pezenti (MDB-SC), sustentou que a falta de uma análise técnica integrada vinha gerando prejuízos severos na base produtiva, dificultando a renovação de licenças e fazendo com que bancos questionassem a liberação de custeio. Com o texto costurado pela frente parlamentar, ficam protegidas contra restrições surpresas cadeias como:

  • Aquicultura e Pesca: Cultivos de tilápia, tambaqui e camarão cinza;

  • Silvicultura: Florestas plantadas de eucalipto e pinus;

  • Fruticultura Tropical: Pomares de manga, goiaba e outras variedades;

  • Pecuária: Pastagens de brachiaria, base da carne bovina nacional.

A tese defendida pela FPA é de que a conservação ambiental e a produção agropecuária não são agendas excludentes, mas complementares. O foco do trabalho institucional foi blindar quem produz de normas redigidas por corpos burocráticos sem diálogo com a realidade prática do campo.

Para garantir que a proposta não fosse derrubada por vício de iniciativa (quando o Legislativo tenta interferir diretamente na estrutura interna do Poder Executivo), a FPA desenhou uma estratégia jurídica rigorosa no substitutivo aprovado em Plenário.

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Em vez de propor alterações na lei de organização dos ministérios, a bancada deslocou a nova regra diretamente para a Lei nº 8.171/1991, que institui a Política Agrícola Nacional. Essa engenharia jurídica protege o projeto contra futuros questionamentos nos tribunais e consolida a coordenação institucional como um princípio definitivo da política de Estado para o campo. A aprovação foi defendida pelos membros da frente como uma qualificação da tutela ambiental, obrigando o governo federal a sentar à mesa de forma coordenada antes de emitir qualquer portaria ou decreto normativo.

A aprovação do projeto pela Câmara representa uma vitória institucional robusta para a FPA e sinaliza estabilidade para o planejamento de longo prazo do setor, fator essencial para o fechamento de contratos internacionais e atração de capital privado para o agro.

Ao exigir uma análise de impacto socioeconômico antes de qualquer nova exigência regulatória, a medida estruturada pela bancada visa evitar o desabastecimento, proteger postos de trabalho no interior e impedir o encarecimento de alimentos fundamentais na mesa dos brasileiros. O texto segue agora para as próximas etapas de tramitação no rito legislativo.

Fonte: Pensar Agro

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